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“É incrível, nunca tinha sido nomeado e na primeira vez ganha logo o prémio”, dizia Ruud Gullit, antigo médio holandês que foi um dos apresentadores da cerimónia quase 100% por vídeo dos prémios The Best. Quase porque, num dos momentos da noite, Gianni Infantino, presidente do órgão que tutela o futebol mundial, foi de surpresa até Munique entregar o único prémio da noite em mãos a Robert Lewandowski, o The Best de 2020. Ronaldo e Messi, os outros dois candidatos, marcaram presença por Zoom mas o polaco, vestido a rigor de smoking, foi o vencedor e tornou-se apenas o segundo jogador nos últimos 12 anos a quebrar a hegemonia da dupla que tem dominado o futebol na última década e meia. Não sendo surpreendente, o polaco foi ainda uma surpresa.

Lewandowski ganha prémio The Best, Ronaldo eleito para o Melhor Onze mundial do ano

Naquela que foi a melhor temporada a nível pessoal, com 55 golos em 47 jogos de quatro competições pelo Bayern, o avançado confirmou uma carreira em crescendo até a um ano mágico onde ganhou todas as competições individuais e coletivos que disputou, festejando a sua primeira Champions como melhor marcador, a oitava Bundesliga como melhor marcador, a quarta Taça da Alemanha como melhor marcador e também a Supertaça (onde marcou, claro), a que juntou ainda a Supertaça Europeia frente ao Sevilha. Foi a consagração de um jogador discreto mas que se tornou nos últimos dez anos um dos melhores avançados mundiais, numa história que podia ter sido bem diferente por uma série de acasos ao longo da vida. O The Best, esse, foi tudo menos obra do acaso.

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