“Os bancos aproveitam-se da iliteracia financeira da maioria das pessoas, os preços que cobram não são justos pelos serviços que prestam”, defende Nikolay Storonsky, co-fundador e presidente da Revolut, a fintech em crescimento mais veloz em todo o mundo, com nove milhões de utilizadores e que é, frequentemente, descrita como “a Amazon dos bancos”.

Em entrevista ao Observador, “Nik” diz que se alguém se sentar e contabilizar todas as comissões que lhe são cobradas, nas mais variadas operações financeiras, ficará “em choque”. Mas tudo se explica pela necessidade que os “bancos têm de proteger as suas fontes de receita” e quem gere os bancos não tem qualquer outra motivação, não têm incentivo para inovar e fazer “coisas fixes”.

Storonsky, um empreendedor britânico-russo que lançou a Revolut há cerca de quatro anos — acredita-se que, em breve, a empresa possa valer 10 mil milhões de dólares —, aconselha quem trabalha na banca tradicional a procurar outro emprego, como um emprego “muito mais divertido” numa startup financeira. É mais “divertido” mas “trabalha-se arduamente” — “porque as pessoas são apaixonadas pelo que fazem e, por isso, trabalham muito. É escolha delas”, diz Storonsky, chutando para canto as notícias que denunciaram o ambiente ultra-competitivo e as longuíssimas horas de trabalho que existiam na Revolut, bem como noutras empresas do género.

O fundador da Revolut adiantou, também, que tem objetivos ambiciosos também para Portugal, o que poderá passar por fazer um acordo com a SIBS, a gestora da rede Multibanco. É difícil? “Nós encontraremos uma maneira“, garante.

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