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A Revolut, a fintech em crescimento mais acelerado em todo o mundo, tem mais de 300 mil utilizadores em Portugal. A “app” de serviços financeiros tinha cerca de 100 mil utilizadores no final de 2018 — esse número mais que triplicou: em outubro, segundo dados transmitidos pela empresa ao Público, havia 312 mil pessoas a usar o Revolut em Portugal.

Fisco vai “analisar” o quê? Revolut não é conta de depósitos. Por lei, não tem de ser declarada no IRS

A instalação de um centro de competências por parte da empresa terá ajudado a penetração da Revolut no mercado português. Há quase tantas pessoas a usar a app em Portugal como em Espanha (390 mil utilizadores), um país que tem mais de 40 milhões de habitantes.

A nível global, existirão cerca de sete milhões de utilizadores da app criada pelo russo-britânico Nikolay Storonsky.

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A Revolut não é um banco mas, sim, uma instituição de moeda eletrónica, neste caso uma instituição com sede num outro Estado-membro da União Europeia e autorizada a exercer serviços de pagamentos em Portugal. Tanto a Revolut Ltd. (Reino Unido) como a Revolut Payments UAB (na Lituânia) estão registadas no Banco de Portugal como entidades de moeda eletrónica.

fintech que foi fundada há cerca de cinco anos anos e se define como “a Amazon dos bancos”, por querer revolucionar o sistema financeiro da mesma forma que a Amazon revolucionou o retalho, começou por ganhar popularidade entre as pessoas que viajam muito, já que é possível converter moedas sem custos e fazer levantamentos em caixas automáticas no estrangeiro, também sem custos (até um limite).

A aplicação funciona com pré-carregamento (top up) e permite, depois, a conversão instantânea e gratuita de uma moeda para outra, entre 24 moedas mundiais, com a taxa real daquele momento, sem “acréscimos” ou comissões. Com o cartão Revolut é, também, possível levantar até 200 euros por mês nos caixas automáticos (ATM) dos vários países, sem custos.

A ambição da fintech é, cada vez mais, converter “os clientes leais que usam o Revolut para as viagens” em clientes que “usam o cartão para as suas despesas diárias”, sobretudo tendo em conta que a Revolut já obteve uma licença bancária na zona euro, na Lituânia.

Banca precisa das fintech para vencer as “Techfin”, avisa governador do Banco de Portugal

Na linha do que vem dizendo já há alguns anos, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, afirmou na terça-feira, numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios, que “embora, à data, o relacionamento entre instituições financeiras incumbentes e as FinTech pareça ser de natureza amplamente complementar e cooperativa, as inovações digitais e as melhorias na tecnologia de informação têm o potencial para alterar significativamente a estrutura competitiva do setor financeiro a prazo”.