Já toda a gente sabia que ele ia ganhar mas, ainda assim, a RTP decidiu, depois de alguma ponderação, realizar a final. O dinheiro já estava empatado, o catering estava pago, e era uma pena ir para os gatos.

E decidiu bem, que momentos de televisão como estes não acontecem todos os anos. Quer dizer, acontecem, mas é sempre como se fosse a primeira vez.

Se houve coisa que toda e qualquer pessoa que passou pelos palcos das meias-finais e da final insistiu em frisar foi que “Portugal fez as pazes com o festival”. Não acho. Creio que terá sido o festival que fez as pazes com Portugal. Mas eu sou daquelas pessoas que não tinha percebido que Portugal continuava a ir à Eurovisão. A última música de que me lembro, antes do Salvador, é a da Lúcia Moniz. Em 1996. E nisto, julgo que Portugal me acompanha. Pazes feitas, falemos da 53ª edição do Festival da Canção.

A emissão abre com Inês Lopes Gonçalves, que fez as pazes com os vestidos, e apareceu linda. Está sempre bem, na verdade.

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