Índice

    Índice

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Antes de apresentar a análise dos dados do PISA 2018, um aviso: se pensa que tudo está mal na Educação em Portugal ou se julga que o ensino nas escolas públicas anda pelas ruas da amargura, prepare-se para ser surpreendido. Um outro aviso: se acredita nas promessas de que Portugal está a liderar um movimento internacional de promoção do sucesso educativo, ultrapassando a Finlândia e outros países escandinavos, prepare-se para ficar desiludido. Sim, a história de Portugal nas avaliações do PISA tem sido a de um contínuo sucesso, com melhorias evidentes e consolidadas ao longo dos anos. Ora, neste PISA 2018, a história manteve-se (mais ou menos) feliz, embora com menos motivos para celebrar: Portugal continua a evidenciar desempenhos alinhados com a média da OCDE, embora com uma descida face aos últimos resultados (2015) que, em Ciências, levou mesmo à retoma de níveis de 2009. O desafio maior é o de sempre: as desigualdades sociais continuam a ser preponderantes para o sucesso escolar e para o bem-estar dos alunos.

Comece-se a análise pelo princípio. De três em três anos, a OCDE publica os resultados do PISA (a sigla para “Programme for International Student Assessment”). Trata-se de uma grande avaliação internacional e comparada, que mede a literacia dos alunos de 15 anos de idade em três áreas-chave: Leitura, Matemática e Ciências. A iniciativa teve o seu primeiro relatório em 2000 e, agora com a publicação desta edição referente a 2018, há uma linha contínua de sete avaliações (o que permite observar a evolução de cada país e compará-lo com os seus parceiros internacionais). A escala fala por si: nesta edição, participam 79 países e foram avaliados cerca de 600 mil alunos de 15 anos, representantes de 32 milhões de jovens da mesma idade. Nenhum outro instrumento avaliativo tem amostras tão alargadas. E, por isso, para todos os efeitos, o PISA assume-se como o instrumento internacional de referência na Educação, que permite aferir a eficácia das respectivas políticas públicas — o seu impacto no sector é tremendo, tanto a nível político como na esfera da investigação académica.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.