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Durante o primeiro estado de emergência, as pessoas em confinamento no domicílio interagiam à janela

Durante o primeiro estado de emergência, as pessoas em confinamento no domicílio interagiam à janela

Portugueses estão fechados em casa? 35% durante o dia, 90% à noite. Veja o que se passa no seu distrito /premium

Metade dos portugueses ficaram confinados em casa durante o fim de semana de Finados, mas menos durante a semana. Em cada distrito a mobilidade é variável. Descubra o que acontece no seu.

Primeiro fomos impedidos de sair do concelho onde vivemos durante o fim de semana de Finados. Depois, 121 concelhos ficaram a saber que iam ter encerrar os estabelecimentos mais cedo e que os habitantes passavam a ter o dever de ficar em casa — mas podem sair para ir fazer exercício, passear o cão ou ir ao teatro, por exemplo. Esta sexta-feira, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa decretou um novo estado de emergência, uma versão “light” em relação a março, mas que pode incluir o recolher obrigatório.

Vem aí o recolher obrigatório (ainda que Costa não lhe chame assim). O que vai trazer o novo estado de emergência?

Mas, a julgar pelos dados do Painel de Mobilidade da consultora PSE, o recolher obrigatório noturno, já implementado noutros países, pode não fazer muita diferença em Portugal: na última semana de outubro, perto de 90% das pessoas incluídas no estudo não saiu de casa entre as 22 horas e as 5 horas do dia seguinte. “Aliás, nas últimas sete semanas o confinamento noturno [voluntário] apresentou sempre valores entre os 85% e os 90%”, refere o relatório da consultora.

Os meses em que os portugueses menos se mantiveram em casa à noite — ou que regressaram mais tarde ao domicílio — estarão, muito provavelmente, associados ao período de férias de verão. De meados de julho a meados de setembro — antes do regresso às aulas —, o recolhimento entre as 22h e as 5h estava abaixo dos 85% (mas acima dos 80%), mais ou menos como no início do ano (de janeiro a meados de março).

O recolhimento noturno foi menor durante os meses de verão

A permanência no domicílio durante o dia, pelo contrário, ainda não parece ter sido influenciada pelo aumento do número de casos diários, acima dos 2.500 desde 21 de outubro e com um recorde de 5.550 casos esta sexta-feira. As pessoas continuam a ir trabalhar, fazer compras, levar as crianças à escola e visitar familiares e amigos. Na última semana de outubro, que incluiu o dia de Todos os Santos, os 35% dos portugueses (do grupo analisado) ficou no domicílio, bem longe dos 65% da segunda semana de abril, mas com uma subida ligeira desde meados de setembro.

“O normal antes da pandemia rondava os 25% a 28%”, referem os autores do relatório. No entanto, acrescentam que “se o confinamento total aumentar a nível de abril, o impacto na economia será seguramente devastador”.

O confinamento diurno começou a diminuir a partir de meados de abrir, ainda durante o estado de emergência

Olhando em pormenor, o confinamento durante os dias da semana rondou os 32%, mesmo na sexta-feira, dia 30 de outubro, quando já estava em vigor a limitação de viagens entre concelhos. No fim de semana, no entanto, o recolhimento foi bastante superior — 44% no sábado e 57% no domingo —, mas no início desta semana voltou a descer para valores próximos ou abaixo dos 35%, apesar de permanecerem as restrições ao movimento entre municípios. De lembrar que as movimentações relacionadas com motivos de saúde, ensino e trabalho eram autorizadas.

Outro dado que se pode retirar dos dados divulgados pela consultora PSE é que, entre 26 e 30 de outubro (a última semana do mês), a percentagem de pessoas que ficaram em casa (ligeiramente superior a 30%) é semelhante à das pessoas com elevada mobilidade.

Além dos dados globais para Portugal fornecidos pela consultora PSE, há outras ferramentas onde é possível consultar a mobilidade dos portugueses (e em outros países) desde o início da pandemia: a Apple tem os dados divididos entre circulação em transportes ou a pé e é baseada nas procura de direções que os utilizadores fazem do Apple Maps; o site Covid-19 Insights que combina, para Portugal, dados da Direção-Geral da Saúde com os da Google; e os dados da Google por distrito ou sub-região de cada país. Escolhemos os dados da Google para lhe mostrar como se têm movido as pessoas no distrito onde vive ou trabalha (dados até 30 de outubro), em seis situações diferentes. (As variações indicadas nos gráficos dizem respeito ao último dia avaliado, 30 de outubro).

Portugal

A Google divulgou o primeiro relatório sobre mobilidade no mundo durante a pandemia de Covid-19 no dia 3 de abril. Na altura, em pleno estado de emergência, Portugal tinha reduzido em 83% as idas a shoppings, restaurantes e espaços de cultura, em 80% as idas a jardins, parques e praias, e em 59% as idas a supermercados e farmácias.

Em sete meses, e com o apelo à reabertura da economia, a situação mudou significativamente, mas continua a existir uma quebra de 26% no retalho e lazer e 10% nos parques, quando comprados com os valores de referência, mas a maior . Pode consultar os dados completos, a 30 de outubro, aqui.

Há um pico negativo no trabalho e transportes públicos e positivo no domicílio e parques que se torna bastante evidente, especialmente se tivermos em consideração a data: o feriado de 5 de outubro.

Açores

Tal como aconteceu com os habitantes dos distritos do continente, os açorianos tiveram uma grande redução da mobilidade na primeira fase da pandemia, que estava, no final de outubro, praticamente regularizada. As maiores diferenças ainda se registam nos transportes públicos, que ainda não recuperaram a afluência de utilizadores, e os parques que aumentam 50% em vários momentos do mês de outubro.

As maiores variações em relação à média nacional, no entanto, não aconteceram na ida aos parques, mas no uso de transportes públicos: entre 20 de março e 30 junho estiveram abaixo da média nacional, mas depois até meados de outubro acima da média, segundo os dados do Covid-19 Insights.

Aveiro

A mobilidade no distrito de Aveiro tanto nos transportes públicos como na restauração e lazer continua abaixo dos valores de referência, mas já teve uma grande recuperação desde a primeira fase da pandemia, quando os transportes e o retalho e lazer tinham tido quebras próximas de 80%.

Trabalho e transportes públicos, parques e domicílio apresentam valores mais próximos da referência, com uma variação inferior a 10%.

Nos vários indicadores de mobilidade, Aveiro está dentro da evolução a nível nacional desde o início da pandemia, segundo os dados do Covid-19 Insights.

Beja

No distrito de Beja, durante o mês de julho e até meio de agosto, houve muito mais procura de supermercados e farmácias do que a média nacional e muito menos habitantes a ficarem em casa de março a junho do que a média do país, segundo os dados do Covid-19 Insights.

Desde meados de outubro, os espaços exteriores no distrito de Beja, parques, jardins e outros, tiveram um aumento de pessoas que, em alguns momentos, representou mais de 40%. Tal como no início da pandemia, não existem dados suficientes relativamente a movimentos nas estações de transportes públicos.

Braga

Do início de junho até meio de agosto, o distrito de Braga mostrou menos mobilidade nos parques, jardins e praias do que a média do país. Em outubro, este indicador de mobilidade era irregular, com muitos desvios ao valor de referência, tanto de aumento como redução. Retalho e lazer e transportes públicos continuam a mostrar uma mobilidade mais reduzida.

Bragança

No distrito de Bragança, a ida aos supermercados recuperou e aumentou, mas outros indicadores de mobilidade, como parques, transportes públicos e permanência no domicílio, não têm dados suficientes no mês de agosto. O que se sabe é que, no início da pandemia, o retalho e lazer, os transportes públicos e os parques tiveram uma quebra de mobilidade por vezes superior a 70%.

Castelo Branco

A ideia, no distrito de Castelo Branco, é que as pessoas não ficaram em casa muito mais do que o necessário durante o mês de outubro. A maior variação da mobilidade verificou-se no espaços exteriores (parques e jardins), que ultrapassou os 80% de aumento no início do mês de outubro, coincidente com o feriado.

Coimbra

Coimbra foi o distrito onde, no início da pandemia, as pessoas mais deixaram de ir a parques (diminuição de 83%) e, em outubro, continuava a registar uma baixa mobilidade nestes espaços: muitas vezes, menos 40% do que o valor de referência.

Évora

Os parques e jardins no distrito de Évora tiveram uma quebra de veraneantes de cerca de 80% e em outubro continuavam com um afluência muito reduzida — menos 60 ou 70%, em algumas situações. Na verdade, desde o início da pandemia, a mobilidade nos parques e jardins do distrito de Évora é menor do que a média nacional.

Em relação aos transportes públicos, há demasiadas falhas nos dados para ser possível fazer uma avaliação.

Faro

Entre meio de setembro e final de outubro, o distrito de Faro conseguiu recuperar alguma da atividade, com os parques, jardins e praias a terem, em alguns momentos, um aumento de 90% em relação ao valor de referência. E os transportes públicos também o demonstram, tendo, neste período, mantido uma mobilidade de mais 20% do que a referência.

Mas as diferenças entre o único distrito do Algarve e a média do resto do país fizeram-se notar durante grande parte do período da pandemia. A mobilidade relacionada com o trabalho diminui menos no Algarve do que no país, entre junho e setembro, o que pode ser justificado pela dificuldade de a hotelaria estar em teletrabalho.

A restauração, shoppings e lazer teve uma grande recuperação e aumento em relação à média nacional em julho, agosto e setembro, mas em meados de outubro já estava a par com o resto do país.

Em relação aos transportes públicos, o Algarve começou a recuperar ainda em maio e a distanciar-se da média nacional e, desde julho, que tem estado não só acima da média nacional como a crescer em relação ao valor de base.

Guarda

Entre o meio de setembro e o final de outubro, o distrito da Guarda mantinha a mobilidade para a restauração, shoppings e espaços de lazer cerca de 20% abaixo do valor de referência, mas a verdade é que durante todo o tempo da pandemia esteve em linha com a média nacional.

Leiria

Durante a primeira fase da pandemia, o distrito de Leiria era uma das zonas do país onde mais se tinha deixado de ir a parques, praias, jardins públicos ou praças, mas de meados de setembro a meados de outubro mostrou uma realidade muito diferente, com aumentos de mobilidade a rondar os 40% e um pico no feriado que chegou aos 135%. No início de setembro houve outros dois picos a ultrapassarem os 100% de crescimento de mobilidade nos parques.

Lisboa

Lisboa não recuperou o bulício da área metropolitana que é. Entre 18 de setembro e 30 de outubro, ainda havia uma parte dos trabalhadores que não se deslocaram para o local de trabalho, a mobilidade nos transportes públicos ainda registou uma redução de 40% e os restaurantes, grande espaços comerciais e atividades de lazer, tiveram menos 35% do movimento que costumavam ter. Até os parques, que recuperaram e aumentaram em tantos distritos no país, continuam a ser menos procurados em Lisboa.

Madeira

A Madeira foi onde a população mais deixou de ir a zonas de comércio e lazer, a supermercados e à farmácia, mas também onde mais se deixou de fazer deslocações ao trabalho, no início da pandemia. Para estes três indicadores de mobilidade e ainda para as visitas a parques e jardins, a Madeira esteve sempre abaixo, em termos de movimentações, quando comparada com a média do país. Só o uso de transportes públicos e a permanência em casa é que estiveram em linha com a média nacional.

Portalegre

Desde o meio de setembro e durante um mês, a mobilidade nos parques e jardins de Portalegre foi irregular, mas acima dos valores de referência. O contrário do que se tinha verificado durante o verão, em que a utilização de espaços naturais ao ar livre foi menor do que a média nacional.

Porto

As grandes cidades de Porto e Lisboa e os distritos onde estão inseridas não mostraram um comportamento muito diferente, em termos de mobilidade, no último mês e meio. À semelhança de Lisboa, no Porto a mobilidade para os locais de trabalho é menor do que antes da pandemia, os transportes públicos ainda têm uma redução de 40% e o retalho e lazer têm menos 35% do movimento habitual.

Santarém

A utilização de transportes públicos ainda não recuperou no distrito de Santarém, mas, em setembro-outubro houve mais pessoas a deslocarem-se para espaços ao ar livre, como parques e jardins, em relação ao valor de referência.

Setúbal

Deslocações para o trabalho, uso de transportes públicos e frequência em restaurantes e grandes espaços comerciais são atividades que ainda não recuperaram os níveis anteriores. Só a mobilidade nos parques, jardins e praias, no último mês e meio, tem mostrado registos superiores ao valor de base.

Viana do Castelo

Nas duas primeiras semanas de agosto, Viana do Castelo bateu recordes na movimentação das pessoas em parques, jardins e praias, com vários dias a crescer mais de 200% e um deles quase 400%. A tendência manteve-se e entre 18 de setembro e final de outubro continuou a verificar uma elevada mobilidade nos espaços ao ar livre.

Vila Real

Em setembro-outubro, não só a mobilidade nos transportes públicos tinha recuperado para valores normais como até tinha aumentado. Aliás, no distrito de Vila Real, a mobilidade nos transportes foi esbatendo a diferença de uma forma mais acelerada do que a média nacional e, na primeira semana de agosto, já tinha conseguido aumento no indicador de mobilidade dos transportes.

Desde meados de maio que o distrito de Vila Real tem registado aumentos na mobilidade em parques e outros espaços ao ar livre, em alguns casos mais do que duplicando a mobilidade registada. Na última semana de outubro notou-se um retrocesso nesse aumento de mobilidade.

Viseu

O distrito do país onde as pessoas mais continuaram a andar de transportes públicos no início da pandemia foi Viseu, que ainda assim, registou uma quebra de mobilidade de 52%. Durante todo o período da pandemia, as movimentações de transportes públicos no distrito de Viseu superaram a média do país. E, em outubro, o registo era positivo, ainda que com algumas oscilações.

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