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Getty Images/iStockphoto

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Protetores solares. Estamos mesmo protegidos? /premium

Deco e Infarmed testaram o mesmo creme e chegaram a resultados diferentes. Dermatologistas dizem que os testes são irrealistas, porque ninguém usa o que devia. O mais importante é mesmo a aplicação.

As recomendações são claras e devem ser cumpridas. A radiação ultravioleta, com origem no Sol ou nos solários, pode provocar cancro de pele ou cancro ocular. As melhores formas de se proteger são protetores solares, chapéus que cubram o rosto, roupa que tape as áreas mais sensíveis da pele e, claro, usar e abusar das sombras.

Sobretudo tendo em conta que, mesmo em verões mais amenos, como o que temos tido, com temperaturas abaixo dos 25 graus na maior parte do território, o perigo não é menor. Este fim de semana, por exemplo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera previa um Índice Ultravioleta muito alto em todos os distritos, entre 9 e 10.

As pessoas devem aumentar a proteção em relação à exposição solar dependendo do Índice Ultravioleta, que pode ser consultado no site do IPMA — Stop Cancer Portugal

Nisto, estão todos de acordo. E a escolha até nem é curta: o mercado português não tem falta de oferta no que diz respeito a protetores solares — são mais do que os 35 testados pelo Infarmed —, o difícil mesmo pode ser escolher entre eles, especialmente quando a Autoridade Nacional do Medicamento e a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) dão informações contrárias aos consumidores.

Na origem da discórdia estão dois sprays fotoprotetores para criança, um da marca Isdin e outro da Babaria. No caso do Isdin, a embalagem do produto anuncia que o Fator de Proteção Solar (FPS ou SPF) é superior a 50 (50+). Depois de testarem o produto, o Infarmed confirmou o valor, mas a Deco contrariou-o — e com estrondo: segundo a associação de defesa do consumidor, o SPF real daquele produto é de apenas 15. Na reação, a Isdin veio garantir que todos os testes independentes realizados com o produto estão em conformidade com o que é apresentado no rótulo — e isso pode ser correto. O problema é que não há uma forma única de se realizarem este tipo de análises — nem legislação específica para o efeito —, o que pode justificar que os resultados sejam depois difíceis de comparar.

Pior que isso, os testes que determinam o fator de proteção solar dos produtos, dizem dermatologistas, não são sequer realistas, porque as pessoas, por norma, usam uma quantidade muito menor do produto do que aquela que pode dar o nível de proteção indicado. Afinal, qual a importância do fator de proteção anunciado em cada embalagem? E como podemos garantir que estamos realmente protegidos?

Como foi detetado o problema?

Vamos recuar a maio, quando a época balnear ainda nem sequer tinha começado e talvez ainda nem estivesse a pensar em praia. A Deco divulgou as análises feitas em conjunto com a Organização de Consumidores e Utentes (OCU) espanhola e outras congéneres europeias. Os resultados apanharam, certamente, os utilizadores de surpresa: o creme Isdin Fotoprotector Pediatrics Transparent Spray SPF 50+ só tinha fator de proteção solar 15 (em vez de, pelo menos, 60 — como anunciado), e o Babaria Infantil Spray SPF 50+ tinha, na realidade, um fator de proteção 30. Isto na avaliação da proteção contra a radiação UVB, que provoca as queimaduras solares (vulgo escaldão).

“O protetor solar Isdin Fotoprotetor Pediatrics Transparent Spray indica um fator de proteção solar (FPS) 50+, mas os testes em laboratório revelam que deveria estar rotulado com FPS 15.”
Deco Proteste

Ainda segundo a Deco, os resultados para a proteção contra a radiação UVA (responsável pelo bronzeado prolongado e pelo envelhecimento precoce da pele) também não foram melhores e estavam longe de cumprir as recomendações europeias, pelo menos no caso do Isdin. A associação, no entanto, não divulgou os resultados deste teste, ou seja, não há números para fazer comparações.

Depois de contactada a empresa, e confrontada com os resultados diferentes apresentados pela Isdin, a Deco pediu novas análises ao produto, o que, segundo a associação, justifica que este protetor solar não tenha sido contemplado na edição de junho da Teste Saúde — onde foram apresentadas as análises de 10 produtos. O problema é que o comparador, disponível online, indica que o produto foi testado em março de 2017. Pior, dos 11 fotoprotetores para crianças 50+ no site da Deco, só dois indicavam terem sido testados este ano. Questionada pelo Observador, a Deco diz tratar-se de um erro e que todos os produtos que indicavam março de 2017 estão a ser corrigidos para indicar maio de 2019.

11 fotos

Acrescenta-se que a Deco não tem o produto da Babaria no site (nem na edição impressa) porque diz que não o encontrou à venda em Portugal. Mas o Infarmed, que testou protetores solares no mercado português, encontrou e testou este produto da Babaria.

As novas análises ao fotoprotetor da Isdin, feitas no mesmo laboratório das primeiras, confirmaram, segundo a Deco, os resultados anteriormente obtidos: fator 15 num produto que deveria ser mais de 50. A associação garantiu que os testes foram realizados “num laboratório independente e certificado, seguindo as normas da Organização Internacional de Normalização (ISO) [ISO 24444:2010, para UVB, e ISO 24443: 2012, para UVA]”. A marca Isdin, em comunicado, afirmou ter feito “estudos independentes [em 2015 e 2017] que confirmam que o nível de eficácia do produto corresponde ao que é indicado na rotulagem e em peças publicitárias [50+ ou, mais especificamente, 64]” e usando as mesmas normas ISO.

Em relação aos testes ao comportamento do fotoprotetor contra a radiação UVA, a empresa garante que o fator é superior a 20, como recomendado pela União Europeia — um terço do SPF para UVB. A Isdin disse, em comunicado, ter enviado os testes à Deco, e acusa a associação de não os ter levado em consideração. A empresa acrescenta ainda que “apesar de ter sido solicitado pela Isdin, a Deco não forneceu uma cópia do estudo no qual, supostamente, foram identificados um SPF e um UVA-PF menores do que o indicado na rotulagem do produto, pelo que a Isdin não teve oportunidade de verificar, nem a metodologia, nem a execução, nem a coerência dos resultados deste estudo”. A metodologia usada pela Deco consta, de forma bastante resumida, no site da associação.

“Informamos, para maior tranquilidade dos consumidores, que as afirmações que aparecem na rotulagem do produto são confirmadas por estudos independentes realizados por entidades certificadas e prestigiadas.”
Isdin

Quase dois meses depois, já a época balnear ia avançada, o Infarmed divulgou o resultado dos testes feitos aos protetores solares vendidos em Portugal. “Do ponto de vista laboratorial, os 35 produtos analisados apresentaram um Fator de Proteção Solar correspondente à categoria declarada no rótulo” — ou seja, todos os produtos testados, incluindo os dois citados pela Deco e pelas congéneres, tinham um fator de proteção que correspondia ao anunciado, tanto para a radiação UVB como UVA. O que significa que, para o mesmo produto — no caso, o Isdin —, a Deco encontrou um fator 15 e o Infarmed encontrou um fator acima de 50.

Porque é que os testes dão resultados diferentes?

Como é que a Deco fez os testes?

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Os testes ao fator de proteção solar (SPF) dos produtos é feito na pele das costas de voluntários. São escolhidos 10 voluntários — ou tantos quantos sejam necessários (no máximo 20) até se ter um grau de confiança de 95% nos resultados.

Em cada voluntário, adulto, são usadas seis áreas diferentes nas costas, cada uma exposta a uma radiação diferente. Para cada radiação, uma parte da pele tem protetor solar (dois miligramas por cada centímetro quadrado de pele) e outra não. Comparando a vermelhidão de cada uma destas áreas ao fim de 16 a 24 horas, é possível determinar o SPF.

Susana Santos, Deco

As análises ao fator de proteção solar UVB

A maior dificuldade na comparação dos testes efetuados é que nenhuma das entidades forneceu dados completos sobre os resultados ou sobre a forma como chegaram a eles. E se os testes realizados pela Deco e pela Isdin se guiaram pela mesma norma de qualidade (ISO 24444:2010), os testes realizados pelo Infarmed são completamente diferentes. Basta dizer que os da Deco e Isdin foram feitos na pele (in vivo) e o do Infarmed no laboratório (in vitro). “O Infarmed efetua a determinação de FPS in vitro, e que é utilizado por várias Autoridades Europeias”, diz a autoridade nacional ao Observador. Apesar das diferenças, todas as entidades garantem estar a cumprir as recomendações da União Europeia e a usar metodologias certificadas.

O problema começa logo pela forma como se interpreta a recomendação europeia (2006/647/CE) — que são orientações, mas não têm força de lei. A recomendação diz que, para as análises poderem ser repetidas e para os resultados poderem ser comparados, no que diz respeito à radiação UVB, “deve utilizar-se o método de ensaio do fator de proteção solar internacional”. A Deco entende que estes métodos são definidos pela Organização Internacional de Normalização (ISO). O Infarmed prefere agarrar-se a outra premissa da recomendação: “Embora estes métodos de ensaio devam ser utilizados como métodos de referência, deve dar-se preferência aos métodos de ensaio in vitro que produzam resultados equivalentes, dado que os métodos in vivo levantam questões éticas”. E foi o que a autoridade fez.

“O problema é que o método in vivo [na pele] e o método in vitro [num laboratório] dão resultados obrigatoriamente diferentes”, alerta Américo Figueiredo, professor catedrático de Dermatologia na Universidade de Coimbra. Mas acrescenta: “O método in vivo [escolhido pela Deco] será melhor do que o método in vitro [escolhido pelo Infarmed]”.

“Em Portugal, compete ao Infarmed supervisionar os produtos cosméticos [incluindo protetores solares], com o objetivo de garantir a proteção da saúde dos consumidores, quando aplicados em condições normais ou previsíveis de utilização.”
Infarmed

O dermatologista João Sousa não comenta os métodos usados e prefere destacar que uma das instituições em causa é o regulador para este tipo de produtos. “Não há entidade mais credível que o Infarmed”, diz. “Creio totalmente nos resultados do Infarmed.” Além disso, o médico lembra que a marca Isdin é um líder de mercado em Espanha e que não se “daria ao luxo de correr riscos”. “Não acredito que a marca Isdin e outras em que, nós dermatologistas, temos confiança tenham fatores de proteção diferentes dos que são mencionados.”

As análises à proteção contra a radiação UVA

As análises à proteção contra a radiação UVA foram realizadas in vitro. A Deco e a Isdin indicam seguir a norma ISO 24443: 2012, mas o Infarmed não indicou a metodologia que seguiu. Nenhuma das entidades deu informações detalhadas sobre como foram realizados este tipo de testes.

A recomendação europeia diz que os testes devem basear-se no “método do escurecimento persistente dos pigmentos, tal como alterado pela Agence Française de Sécurité Sanitaire des Produits de Santé (Afssaps) [agora, Agence Nationale de Sécurité du Médicament et des Produits de Santé (ANSM)] ou um grau de proteção equivalente obtido com qualquer método in vitro”, mas não específica uma regra única. Define apenas que a proteção mínima é um terço do SPF para a radiação UVB (que deverá ser no mínimo 6).

O dermatologista Américo Figueiredo refere que há várias formas de avaliar o fator de proteção em relação à radiação UVA, mas que ainda não existe um padrão definido que deva ser seguido nesta avaliação. O ideal, diz, era que se encontrasse o melhor dos métodos e que passasse a ser usado por todos os laboratórios para os resultados poderem ser comparáveis.

O médico deixa ainda uma crítica ao facto de as metodologias serem criadas e geridas pela Colipa, a associação de cosméticos europeia, que representa os profissionais do setor. “É uma autorregulação.”

As análises da Deco foram feitas em parceria

Associações de consumidores envolvidas

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  • Deco Proteste, Portugal;
  • Organización de Consumidores y Usuarios (OCU), Espanha;
  • Test-Achat, Bélgica;
  • Altroconsumo, Itália;
  • Que Choisir, França;
  • Consumentenbond, Holanda;
  • entre outras.

Deco

Tanto a Deco como o Infarmed tentam fazer testes aos protetores solares todos os anos, mas não só divergem no tipo de análises como nos produtos analisados. A Deco e as congéneres europeias testaram 57 produtos, mas nem todos foram adquiridos em todos os países. “Tendo em conta que há uma confirmação prévia que a formulação é igual entre os países envolvidos, por uma questão de economia de escala, a aquisição dos produtos é partilhada pelos mesmos”, diz a Deco ao Observador. Logo, nem todos os produtos na lista da Deco correspondem a produtos comprados em Portugal.

O Infarmed, por sua vez, só analisa produtos do mercado nacional e espera que os lotes do ano em questão estejam disponíveis para poder proceder à análise dos produtos que vão estar disponíveis nesse verão. “Por exemplo, em 2019, todos os produtos analisados foram colhidos entre maio e junho e imediatamente analisados, sendo um dos produtos analisados pelo Infarmed o mesmo descrito pela Deco (Isdin), embora o lote analisado pelo Infarmed seja distinto dos lotes analisados pela Deco”, diz a autoridade do medicamento ao Observador.

Os 17 produtos testados pela OCU, associação de defesa do consumidor espanhola — OCU

Além disso, a Deco escolhe uma amostra pequena de produtos a analisar: este ano, “os protetores solares em spray com fator 50+ mais vendidos no mercado português”, explicou ao Observador Susana Santos, farmacêutica e responsável da Deco por este ensaio. Dez foram publicados na revista Teste Saúde (11 disponibilizados online).

O Infarmed, a quem compete supervisionar estes produtos em território nacional, analisou uma amostra maior, com 35 tipos de protetores solares existentes no mercado, recolhidos de “diversos pontos da cadeia de distribuição, nomeadamente, distribuidores e locais de venda ao público” — mas, ainda assim, não analisou todos os produtos existentes. No total, o Infarmed analisou 17 produtos com fator 50 ou 50+, dos quais 10 têm indicação para criança ou pele sensível (para uso no corpo). Entre as duas listas, o Observador só encontrou dois protetores em comum: o já referido produto da Isdin e o leite solar para bebés da Mustela.

A diferença entre fator 50 e fator 15 é assim tão relevante?

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e os médicos dermatologistas recomendam que o fator de proteção mínimo usado seja 30. Este será um fator de proteção indicado sobretudo para peles mais morenas, mas as peles mais claras devem procurar um fator 50. Para crianças o ideal é que seja usado fator 50+. Mas a DGS é mais rigorosa e diz que “as crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição direta de crianças com menos de três anos”.

Em termos práticos, isto significa que um fator 30 deve reter 96,7% da radiação UVB antes de esta penetrar na pele e que um fator 50 deve reter 98% da radiação. Ou seja, o dobro do valor do fator não significa o dobro da proteção — o que ajuda a colocar em perspetiva os resultados da Deco.

Que fique claro que as empresas devem indicar no rótulo os valores reais do SPF (contra radiação UVB) e que também devem ser verdadeiras nas alegações em relação à proteção contra a radiação UVA. E a recomendação europeia também refere que não podem ser feitas alegações sobre uma proteção total, como “ecrã total” ou “sunblock”, porque “nem mesmo os protetores solares muito eficazes e que protegem das radiações UVB e UVA podem garantir proteção completa [100%] contra os riscos da radiação UV para a saúde” — ou seja, não conseguem garantir sem sombra de dúvidas que a pessoa não terá melanoma.

Esclarecido este ponto, e caso as análises da Deco estejam corretas, que riscos correram os utilizadores do produto da Isdin? Segundo a Deco, o produto promete um SPF de 50+, mas só tem um fator 15. Américo Figueiredo, porém, desvaloriza. A serem reais, estas análises dizem que, ainda assim, o protetor consegue impedir a chegada de 93,4% da radiação UVB à pele (em vez de mais de 98% como previsto). Para o dermatologista, se as pessoas aplicassem o protetor solar corretamente isso já seria uma boa proteção. O problema é que não o fazem. Nem os protetores têm indicações claras sobre como devem ser aplicados corretamente, acusa o médico.

“Para que eu tenha o cumprimento da promessa de um fator 50, tenho de aplicar dois miligramas por centímetro quadrado. Que ninguém aplica.”
Américo Figueiredo, professor de Dermatologia na Universidade de Coimbra

Para o fator de proteção indicado no produto ser eficaz na pele têm de ser aplicados, no mínimo, dois miligramas por cada centímetro quadrado. O que quer dizer que para um adulto será cerca de 34 gramas de protetor, qualquer coisa como seis colheres de sopa ou seis conchas feitas com uma das suas mãos. Usa assim tanto protetor de cada vez? Provavelmente não. O que leva Américo Figueiredo a sugerir que as análises comecem a ser feitas in vivo (na pele das pessoas), mas em contexto real, ou seja, com a quantidade que as pessoas aplicam e não com a quantidade que se considerou ser o ideal.

Como proteger-se corretamente contra a radiação ultravioleta?

Chega o verão e o calor e a escolha recai imediatamente por roupa mais curta, sejam tops ou calções, e quanto mais porosa melhor. Pode ser mais fresca, mas também o protege muito menos das radiações ultravioleta, muito mais nefastas do que o calor.

Para ter uma referência, as calças de ganga tradicionais têm um fator de proteção solar equivalente a 75, refere Américo Figueiredo. A partir daí, basta pensar que a malha do tecido, quanto mais larga, mais radiação deixa passar — algumas peças de roupa já indicam que fator de proteção têm. Uma peça de tecido mais opaca, por exemplo, também retém mais radiação. Pense também em proteger os braços, o peito e a cara, áreas particularmente sensíveis e muito mais expostas ao Sol no verão. Um chapéu de aba larga (oito centímetros) é uma boa opção para proteger o rosto da exposição solar.

Entre as 12 e as 16 horas é o período mais perigoso de exposição solar — Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

Entre as 12 e as 16 horas é o período mais perigoso de exposição solar — Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

Quanto aos protetores solares, tenha sempre em consideração o seu tipo de pele. E use e abuse deles. Os dermatologistas recomendam que espalhe uma boa camada (que significa uma boa quantidade) e que repita a aplicação a cada hora e meia. Nas horas de maior incidência da radiação, entre as 12 e as 16 horas — ou mais cautelosamente, entre as 11 e as 17 horas, segundo a DGS —, é conveniente que se mantenha à sombra, mesmo nos dias encobertos, porque há uma parte da radiação que atravessa as nuvens, mesmo que não sinta calor. Um conselho adicional: antes de sair de casa consulte o Índice Ultravioleta para perceber o quanto se deve preocupar com a sua proteção.

A pele das crianças e das pessoas que apresentam sensibilidade ao Sol precisa de mais cuidado. A roupa é uma opção e o uso de protetores solares minerais uma melhor solução do que os protetores químicos. Os protetores minerais não penetram na pele e servem como um refletor à radiação solar, explica o dermatologista Américo Figueiredo. Os protetores químicos, a generalidade dos fotoprotetores que se encontram no mercado, penetram na pele e usam a radiação solar para fazerem o seu trabalho de proteção.

As recomendações de proteção da pele contra a radiação solar não se aplicam só quando está na praia, mas em todos os momentos em que esteja ao ar livre, como lembra a DGS. É preciso usar protetor solar, ter cuidado com a escolha das roupas, usar chapéu e óculos, quando se vai e quando se volta da praia, quando se está na esplanada ou a passear, quando se fazem atividades ao ar livre ou quando se faz desporto no exterior.

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