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Chamávamos àquilo o RevoHell“, o ‘Revo-Inferno’, recorda uma ex-colaboradora da Revolut em Portugal. A mesma ex-colaboradora que se despediu da unidade da empresa em Matosinhos alegando ter sido vítima de assédio sexual após uma festa com colegas – num caso que a empresa viria a considerar, oficialmente, ser um caso “pessoal” entre ela e um superior hierárquico. “Tratam as pessoas como lixo, sempre a ameaçar toda a gente com despedimento – é pior do que trabalhar em telemarketing”, diz quem lá trabalhou. E em vez de corrigir os processos e “aprender com os erros”, como já várias vezes prometeu o fundador – o russo Nik Storonsky – os problemas agravaram-se nos últimos meses, com a necessidade de cortar custos devido à crise económica e à Covid-19. Mas a empresa garante ter agido sempre de acordo com a lei e jura que pretende continuar em Portugal, onde já soma 500 mil clientes.

A AICEP ajudou a Revolut a instalar-se em Matosinhos, em maio de 2019, num escritório onde a maioria das pessoas trabalha em chats de apoio ao cliente, ajudando utilizadores de todo o mundo com os problemas que tenham com as suas contas no banco digital. A proficiência em línguas, a proximidade de boas universidades e o clima foram, disse a Revolut na altura, as principais razões para a decisão – Portugal era o “equilíbrio perfeito entre o custo e a qualidade das operações”.

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