Há centenas de acórdãos do Tribunal da Relação de Lisboa que foram decididos ao longo de dez anos e que podem vir a ser anulados — ou, pelo menos, questionados. Em todos eles está a assinatura do juiz Rangel, recentemente demitido do cargo no âmbito de um processo disciplinar, quando a sua elaboração esteve, na verdade, a cargo de Fátima Galante, a mulher com quem continua casado, embora separado, e que trabalhava numa outra secção daquele tribunal.

A lista infindável de acórdãos com a participação de Galante foi encontrada pelas autoridades na caixa de correio eletrónico dos dois magistrados, entretanto afastados de serviço — ela aposentada compulsivamente e ele demitido. Nos e-mails trocados existem centenas de números de acórdãos sobre vários tipos de casos e crimes, desde traficantes de droga, acidentes de viação e até casos mais mediáticos, como um recurso do processo Fizz e o caso dos No Name Boys.

Procuradora Maria José Morgado tem o processo de Rangel nas mãos

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

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