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Se nos interrogatórios da fase inquérito, Carlos Santos Silva repetia incessantemente “portanto”, esta quinta-feira, foi o dia do “não sei”. O alegado testa-de-ferro de José Sócrates não soube responder a muitas das perguntas do juiz Ivo Rosa mas sempre falou de um novo cofre, repetiu novamente que usava esse numerário guardado em diversos cofres para pagar alegadas luvas a facilitadores de negócios em Marrocos, Argélia, Líbia e Roménia e fez uma revelação sobre a famosa casa de Paris: afinal, o contrato de arrendamento que fez com José Sócrates muito tempo depois do ex-primeiro-ministro ter começado a residir no imóvel não servia para nada.

Santos Silva apresentou-se esta quinta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal para o segundo dia do seu interrogatório na fase de instrução criminal da Operação Marquês em estado gripal e com a garganta afetada. O que agravou a perceção do seu discurso oral — que costuma ser confuso.

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