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▲Suíça vai disputar o grupo B da competição juntamente com Canadá, Bósnia e Qatar

AFP via Getty Images

▲Suíça vai disputar o grupo B da competição juntamente com Canadá, Bósnia e Qatar

AFP via Getty Images

Suíça (grupo B). A equipa que raramente deslumbra mas quase nunca falha quer dar um passo em frente

Depois de ter sido eliminada nos oitavos em quatro dos últimos cinco Mundiais, a Suíça chega a 2026 à procura de conseguir ir mais além. Helvéticos não perderam nenhum jogo em 2026 e mantiveram base.

Historicamente, a Suíça é vista como um país neutro, que raramente se mete em “confusões”, preferindo agir pedagogicamente e com a paz em vista. Essa analogia acaba por se refletir no futebol, com a seleção helvética a afirmar-se no cenário mundial ao longo deste século, mas a não conseguir deslumbrar. Não é ao acaso que a Suíça não falha um Campeonato do Mundo desde 2002, mas também não é ao acaso que o seu melhor resultado de sempre continua a distar das décadas de 30 e 50 do século passado. Nas últimas cinco edições, os rossocrociati chegaram quatro vezes aos oitavos de final e foram eliminados na fase de grupos do Mundial de 2010, na África do Sul. Os resultados mostram consistência, mas também mostram a incapacidade de dar um passo em frente, algo que a Suíça espera alcançar com Murat Yakin.

É certo que o suíço já orientou o seu país no Qatar, numa edição de má memória que terminou com a goleada sofrida frente a Portugal nos oitavos de final. Ainda assim, Yakin espera reverter a tendência dos últimos anos na América do Norte, e para isso voltou a apostar na base dos últimos anos, chegando a este Mundial com 17 repetentes em relação a 2022, sendo que 23 dos 26 convocados jogam nos cinco principais campeonatos europeus. Em termos históricos, Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka são os elementos mais experientes da Suíça, com a dupla a participar pela quarta vez num Campeonato do Mundo. Desde que assumiu o comando técnico helvético em 2021, Murat Yakin conseguiu derrotar Alemanha, Espanha e Portugal, e sobreviveu ao despedimento depois do Euro-2024, em que caiu nos quartos de final. Em 2025 não perdeu qualquer jogo e qualificou-se tranquilamente, goleando inclusivamente a Suécia.

A seleção suíça é um reflexo do país, contando com uma representatividade significativa no que concerne à “imigração”, com a aposta da federação local a recair em jogadores com ligação ao país. Foi assim que Xhaka (raízes kosovares e albanesas), Xherdan Shaqiri (ligação ao Kosovo), Manuel Akanji (Nigéria) ou Breel Embolo (Camarões) se tornaram importantes na seleção e ajudaram a desenvolver e a consolidar o projeto do país. É hora de os suíços deixarem de passar ao lado das manchetes dos jornais e mostrarem que têm uma palavra a dizer. Na teoria, o nível do grupo ajuda.

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▲ Os helvéticos tiveram um apuramento tranquilo em direção à América do Norte

UEFA via Getty Images

BI

  • Ranking FIFA atual: 19.º (a 1 de abril de 2026)
  • Melhor ranking FIFA: 3.º (agosto de 1993)
  • Patrocinador: Puma (desde 1998)
  • Alcunha: Cruz Vermelha ou Diabos Vermelhos
  • Presenças em fases finais: 5
  • Última participação: 2022 (oitavos de final, Portugal)
  • Melhor resultado: quartos de final em 1934 (Checoslováquia), 1938 (Hungria) e 1954 (Áustria)
  • Qualificação: 1.º lugar no grupo B da UEFA (14 pontos com Kosovo, Eslovénia e Suécia)
  • O que seria um bom resultado? Chegar aos quartos de final

Jogos desde junho de 2025

  • Jogo particular, 6/6: Austrália (neutro)
  • Jogo particular, 31/5: Jordânia (casa)
  • Jogo particular, 31/3: Noruega (fora), 0-0 (E)
  • Jogo particular, 27/3: Alemanha (casa), 3-4 (D)
  • Qualificação UEFA, 18/11: Kosovo (fora), 1-1 (E)
  • Qualificação UEFA, 15/11: Suécia (casa), 4-1 (V)
  • Qualificação UEFA, 13/10: Eslovénia (fora), 0-0 (E)
  • Qualificação UEFA, 10/10: Suécia (fora), 2-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 8/9: Eslovénia (casa), 3-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 5/9: Kosovo (casa), 4-0 (V)
  • Jogo particular, 10/6: EUA (fora), 4-0 (V)
  • Jogo particular, 7/6: México (neutro), 4-2 (V)

O onze

  • 4x3x3: Gregor Kobel; Silvan Widmer, Nico Elvedi, Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez; Remo Freuler, Granit Xhaka; Rubén Vargas, Fabian Rieder, Dan Ndoye; Breel Embolo

O treinador

  • Murat Yakin (suíço, 51 anos, desde agosto de 2021)
  • Outros clubes: Schaffhausen, Sion, Grasshoppers, Spartak Moscovo, Basileia, Luzern, Thun, Frauenfeld e Concordia Basileia (adjunto)
  • Títulos: 2 Ligas suíças e 1 Segunda Liga suíça
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▲ Aos 51 anos, Murat Yakin está pela segunda vez num Mundial com a Suíça

Getty Images

O craque

  • Granit Xhaka (33 anos, médio dos ingleses do Sunderland)
  • Outros clubes: Bayer Leverkusen, Arsenal, Borussia Mönchengladbach e Basileia

A revelação

  • Johan Manzambi (20 anos, médio dos alemães do Friburgo)
  • Outros clubes: Servette

O mais internacional e o maior goleador

  • Granit Xhaka (144 internacionalizações) e Alexander Frei (42 golos)
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▲ Com apenas 20 anos, Manzambi assumiu-se num Friburgo que chegou à final da Liga Europa, tenho contribuído para a eliminação do Sp. Braga

UEFA via Getty Images

Os 26 convocados

  • Guarda-redes (3): Gregor Kobel (B. Dortmund, Alemanha), Yvon Mvogo (Lorient, França) e Marvin Keller (Young Boys, Suíça)
  • Defesas (8): Ricardo Rodríguez (Betis, Espanha), Manuel Akanji (Inter, Itália), Nico Elvedi (B. Mönchengladbach, Alemanha), Silvan Widmer (Mainz, Alemanha), Eray Cömert (Valencia, Espanha), Miro Muheim (Hamburgo, Alemanha), Aurèle Amenda (Eintracht Frankfurt, Alemanha) e Luca Jaquez (Estugarda, Alemanha)
  • Médios (9): Granit Xhaka (Sunderland, Inglaterra), Remo Freuler (Bolonha, Itália), Denis Zakaria (Monaco, França), Djibril Sow (Sevilha, Espanha), Michel Aebischer (Pisa, Itália), Fabian Rieder (Augsburgo, Alemanha), Christian Fassnacht (Young Boys, Suíça), Johan Manzambi (Friburgo, Alemanha) e Ardon Jashari (Milan, Itália)
  • Avançados (6): Breel Embolo (Rennes, França), Rubén Vargas (Sevilha, Espanha), Dan Ndoye (Nottingham Forest, Inglaterra), Zeki Amdouni (Burnley, Inglaterra), Noah Okafor (Leeds, Inglaterra) e Cedric Itten (Fortuna Düsseldorf, Alemanha)

O local do estágio

  • Fairmont Grand Del Mar, em San Diego (treinos: San Diego Jewish Academy)

A antevisão

"Ao longo dos últimos anos, construímos uma excelente coesão e um grande espírito de equipa, e abordámos a preparação imediata para o Mundial e o próprio torneio com um forte espírito de equipa. Por isso, foi importante para mim e para a minha equipa técnica não fazer alterações drásticas e apostar em jogadores de confiança, que conhecemos e valorizamos."
Murat Yaking, selecionador helvético

A ligação a Portugal

  • O ano de 2022 foi o expoente máximo recente da ligação entre Suíça e Portugal. Tudo começou na Liga das Nações, com os helvéticos a levarem de vencida a equipa ainda comandada por Fernando Santos, num resultado que acabou por ser determinante para a eliminação da Seleção portuguesa na fase de grupos. Cerca de meio ano depois, as duas seleções europeias voltaram a encontrar-se nos oitavos de final do Mundial do Qatar, com a formação nacional a golear os suíços com um hat-trick de Gonçalo Ramos. Esse jogo acabou por ser um dos mais traumáticos do percurso de Murat Yakin na Suíça, país que contempla ainda uma das maiores comunidades de emigrantes nacionais: mais de 260 mil portugueses vivem na Suíça. Em relação à convocatória para este Mundial, Zeki Amdouni é o único jogador que passou por Portugal, tendo representado o Benfica na última temporada.

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