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Ilustração de Ana Martingo

ANA MARTINGO/OBSERVADOR

Ilustração de Ana Martingo

ANA MARTINGO/OBSERVADOR

Trump ou Biden. Quem vai na frente da corrida à Casa Branca? Acompanhe as últimas sondagens /premium

O candidato democrata está à frente em todas as previsões e tem 87% de probabilidade de ganhar a eleição presidencial. Artigo com gráficos atualizados diariamente para acompanhar as sondagens.

(Artigo atualizado a 21 de outubro)

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, lidera em todas as sondagens e os modelos matemáticos da plataforma FiveThirtyEight apontam esta terça-feira para uma subida da probabilidade de vitória para um valor na ordem dos 87 em cada 100 cenários possíveis. Quer nas sondagens quer na probabilidade de vitória, o fosso entre Biden e Trump estabilizou-se nos últimos dias: por esta altura, cerca de 7 pontos percentuais separam o antigo vice-presidente de Obama do atual Presidente norte-americano, depois de esta diferença já ter sido de cerca de 10 pontos.

Numa altura em que faltam menos de três semanas para as eleições de 3 de novembro, alguns estados continuam com a decisão em aberto, mas o democrata Joe Biden tem liderado nas previsões em muitos dos lugares apontados como decisivos para a eleição. Neste artigo, atualizado diariamente, pode ver um conjunto de dados que mostram em que ponto estão as previsões em cada momento.

O que se passa nos estados

Os Estados Unidos são uma república federal composta por 50 estados federados e um distrito federal para a capital. Por isso, os resultados de uma eleição nacional consistem no somatório das eleições que decorrem em cada território. É por isso que importa olhar para o mapa dos estados e perceber o que se passa em cada um deles.

Historicamente, alguns estados tornaram-se, por motivos relacionados com as especificidades demográficas, certezas para um ou outro partido. Os estados mais rurais e tradicionalmente conservadores são habitualmente classificados como estados vermelhos por terem a vitória do Partido Republicano praticamente assegurada. Outros, mais urbanos e com maior concentração de minorias, tendem habitualmente a votar no Partido Democrata.

Entre uns e outros há os chamados “swing states”. É nestes estados, onde não há certezas sobre que partido vencerá, que se discutem verdadeiramente as eleições norte-americanas. No mapa abaixo, pode ver como está a tendência de voto em cada estado dos EUA através de uma escala de cinco cores: a azul escuro, os estados em que a vitória de Biden é quase certa; a azul mais claro, aqueles em que Biden segue à frente nas sondagens, não havendo ainda grandes certezas sobre a vitória; a cinzento, os lugares de empate; a vermelho claro os estados em que Trump segue à frente nas sondagens, e a vermelho mais escuro aqueles em que a vitória de Trump é praticamente certa.

Este ano, como habitualmente, vários meios identificaram um conjunto de estados que podem ser encarados como campos de batalha decisivos para a eleição de novembro — e que são aqueles onde grande parte da campanha eleitoral se vai centrar. Embora haja diferenças entre as listas (pode ver exemplos aqui, aqui e aqui), vale a pena estar atento ao que se passa na Flórida, no Iowa, no Texas, na Carolina do Norte, na Pensilvânia, no Michigan, no Minnesota, no Wisconsin, na Geórgia e no Arizona.

Abaixo do mapa pode ver uma barra com o número de votos prováveis no Colégio Eleitoral. Este é o indicador mais fiável para prever quem será o próximo Presidente. Nos EUA, os eleitores não votam diretamente no Presidente norte-americano. Antes, votam para eleger um conjunto de 538 grandes eleitores, que compõem o Colégio Eleitoral — um órgão que se reúne a cada quatro anos com a tarefa exclusiva de escolher o próximo Presidente.

Na generalidade do país, usa-se a regra do “winner-take-all”. Cada estado tem um determinado número de grandes eleitores atribuído (o maior é a Califórnia, com 55, e os estados menos populosos têm direito a 3 assentos) e o partido que ficar em primeiro lugar — mesmo que por uma pequena margem — tem direito a todos os lugares desse estado no Colégio Eleitoral. Esta regra permite que um candidato vença as eleições mesmo que não tenha reunido o maior número de votos entre toda a população eleitora do país — basta ganhar os estados certos. Foi, aliás, isso que aconteceu em 2016 com Donald Trump (que teve menos cerca de 3 milhões de votos que Hillary Clinton).

Ao centro, o traço negro representa a marca dos 270, o número mínimo de votos no Colégio Eleitoral que cada candidato deve reunir para vencer a eleição.

Os grandes eleitores são pessoas reais que têm depois de se juntar para votar no candidato da sua preferência — e, embora isso seja raro, podem não votar no candidato que ganhou no seu estado. Em 2016, alguns votos foram atribuídos a outros candidatos que não Trump e Clinton, mas esses desvios não tiveram qualquer impacto no resultado final.

Como têm evoluído as sondagens

Todos os dias são publicadas novas sondagens sobre as intenções de voto dos norte-americanos para o próximo dia 3 de novembro. Algumas são organizadas por instituições partidárias, outras por meios de comunicação em parceria com empresas de sondagens, outras por universidades e outras ainda por plataformas digitais de sondagens. Todas elas têm amostras e graus de fiabilidade diferentes.

Ao contrário da probabilidade de vitória, as sondagens permitem-nos ter uma noção de como se deverá distribuir o voto popular na eleição. Porém, a melhor maneira de olhar para estes números é cruzando o maior número de sondagens possível, de modo a perceber as tendências e as flutuações nas intenções de voto.

Esse trabalho é feito por várias plataformas, sendo as mais conhecidas o FiveThirtyEight e o Real Clear Politics. É com base nestas duas fontes — que recorrem a largas dezenas de sondagens, ainda que nem sempre as mesmas — que o Observador atualiza os gráficos abaixo todos os dias. No primeiro separador pode ver a evolução da média das sondagens calculada pelas duas plataformas. Nos separadores seguintes, pode olhar em pormenor para cada uma das médias.

Que probabilidade tem cada candidato de vencer

Os números que surgem no início do artigo não representam a percentagem de votos que se estima que cada candidato deverá recolher. Pelo contrário, mostram a probabilidade que cada um tem de vencer a eleição, com base numa série de fatores conhecidos atualmente e que incluem não só as sondagens, mas também realidades como o funcionamento do próprio sistema eleitoral ou a participação dos eleitores e informações conjunturais como o estado da economia norte-americana.

A probabilidade aqui apresentada resulta dos números obtidos pelos modelos matemáticos do FiveThirtyEight, uma plataforma criada pelo estatístico norte-americano Nate Silver e que é uma das fontes mais respeitadas em termos de recolha e tratamento de informação estatística (e cujo nome resulta, precisamente, do número de membros do Colégio Eleitoral dos EUA, 538).

Tendo em conta todos os fatores considerados relevantes na determinação do resultado eleitoral, o modelo simula a eleição 40 mil vezes e analisa quem sai vencedor mais vezes e com base em que cenários. Depois, basta comparar dois gráficos para perceber quem é o vencedor mais provável: o número de simulações em que cada um dos candidatos teve cada número possível de votos no colégio eleitoral. Cada simulação que dê mais de 270 votos no colégio eleitoral a um candidato representa uma vitória — e a probabilidade de vitória na eleição representa-se pela divisão do número de cenários de vitória pelo número total de simulações.

O valor que apresentamos aqui resulta de uma amostra de 100 cenários feita pelo próprio FiveThirtyEight e permite perceber a probabilidade de vitória num valor que se aproxima de uma percentagem. A plataforma inclui ainda as previsões de vitória no Colégio Eleitoral e no voto popular.

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