Há destinos que se revelam sob novas perspetivas a quem chega de fora. Talvez por isso o Porto ganha novas cores quando visto através de um olhar estrangeiro: um olhar atento ao detalhe, sensível à matéria e à forma e capaz de reconhecer beleza onde o hábito já não vê nada de novo.
Bruno Barata
Neste roteiro, esse olhar tem sotaque francês. O mesmo olhar que guia a condução dos automóveis DS é aquele que inspira o chef Julien Montbabut, que fez do Porto a sua casa e da cozinha portuguesa o seu território de descoberta. Ao fazer uso da precisão das técnicas que trouxe de Paris e da autenticidade dos ingredientes que encontra nos produtores locais, Julien constrói pontes – entre países, entre culturas e entre formas de entender o sabor.
E é entre pontes, também, que este dia perfeito se desenha às margens do Rio Douro.
O ponto de partida é a M Maison Particulière, no coração do Centro Histórico. Entre ruas empedradas e fachadas centenárias com roupas a secar ao sol, este hotel de portas fechadas guarda a elegância de um edifício neoclássico de 1542 adaptado às modernidades do século XXI e a serenidade de uma casa privada, gerida com esmero por mãe e filho.
Bruno Barata
Com apenas dez suítes, cada uma decorada com obras de arte e mobiliário de época, é um refúgio onde o serviço é silencioso e atento, e onde o pequeno-almoço é servido onde o hóspede desejar. No nosso caso, mesmo aos pés de uma lareira francesa original do século XIX, esculpida em mármore Breche, e entre litografias de Pablo Picasso e gravuras originais japonesas.
O Porto desperta devagar ao badalar dos sinos das igrejas e já é hora de partir à descoberta da zona declarada Património Mundial pela UNESCO em 1996. Um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, o Palácio da Bolsa foi construído no século XIX e impressiona com a sua arquitetura grandiosa, a sua escadaria e o seu Salão Árabe, inspirado na Alhambra de Granada.
Mesmo ao lado, a Igreja de São Francisco impõe-se com a sua fachada gótica e o seu interior barroco, coberto de talha dourada. Trata-se de um dos templos mais impressionantes da cidade, construído no século XIV e mais tarde transformado por sucessivas intervenções que lhe deram o esplendor atual. O contraste entre a sobriedade da pedra exterior e a opulência do interior, onde mais de 300 quilos de ouro foram aplicados na decoração, faz dela um símbolo do poder e da devoção do Porto mercantil dos séculos passados.
Bruno Barata
A caminhada segue até à Ribeira, onde o Rio Douro dita o ritmo da vida. Casas coloridas empilham-se junto ao rio, artistas de rua animam o passeio dos turistas e o reflexo das pontes na água desenha o horizonte da cidade. Num dos seus cantos mais privilegiados, a Taberna Rio oferece uma esplanada de camarote para a Ponte Luís I. Eis o cenário ideal para uma pausa acompanhada de uma das francesinhas mais saborosas da cidade.
A bordo do DS Nº8, seguimos na companhia da food stylist Bárbara Tomaz pelas margens do Douro rumo à Fundação de Serralves. O parque com 18 hectares é um eterno convite a desacelerar o passo e a deixar o olhar perder-se entre a arte e a natureza. O Museu de Arte Contemporânea, desenhado por Álvaro Siza Vieira, é incontornável; e a Casa de Serralves, em estilo Art Déco, completa o conjunto com harmonia.
Bruno Barata
Quando o dia começa a cair, o destino é o restaurante Le Monument, no coração da Avenida dos Aliados. Nascido em França, o chef Julien Montbabut mudou-se de Paris para o Porto há sete anos e nos recebe para apresentar os bastidores do seu menu, que propõe uma viagem pelos sabores lusos. “O nosso objetivo é fazer as pessoas viajarem por Portugal, através dos sabores, dos vinhos e das histórias que contamos à mesa”, diz o chef.
Bruno Barata
O resultado é uma experiência sensorial completa, onde cada prato revela a fusão entre rigor e generosidade, entre a precisão francesa e a autenticidade portuguesa. “Portugal é pequeno, mas tem uma diversidade incrível. A minha cozinha mudou bastante desde que cheguei aqui ao Porto”, revela Julien. “Estou a guardar a minha identidade francesa em termos de técnicas, mas, em termos de cozinha pura, dos ingredientes que vou usar, a inspiração vem unicamente dos produtores que encontramos e dos produtos que eles estão a fazer.”
Bárbara Tomaz
Entre pontes e memórias, o Porto revela-se como um destino onde cada curva tem história e cada vista pede tempo. Ao volante do DS Nº8, o silêncio torna-se parte da paisagem. Tal como na cozinha de Julien Montbabut, o prazer está tanto no percurso como no destino.
A nossa viagem segue rumo para outro destino a bordo de um automóvel DS. Acompanhe tudo no guia “Entre Estradas e Estrelas” com a DS Automobiles.