Enviado especial do Observador, em Tóquio

Na descrição inicial do seu programa de viagens dedicado ao Japão e com passagem por Tóquio, Sue Perkins fala do território nipónico como uma pátria do Zen. Ok, já lá iremos Sue. A súmula apresentada faz sentido. É a súmula de um país que, ao contrário do que fizeram por exemplo os britânicos, preferiu estar 250 anos mais fechado a construir aquilo que hoje reconhecemos como uma cultura, um ADN, uma forma de ser. É a súmula de um país que, sete décadas depois, tenta ainda recuperar dos ataques certeiros ao coração dessa mesma sociedade na Segunda Guerra Mundial. Mas é também, e em súmula, o país que deixa até os mais zens fora de si. Antes do início dos Jogos, há outros jogos que estão apenas no início. E é por isso que se pode ficar nove horas fechado num aeroporto, sete das quais numa maratona para sair da primeira porta logo depois do desembarque e bater um recorde olímpico de menos de duas horas para fazer tudo o resto até chegar aos autocarros da organização.

Presidente do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio não descarta cancelamento de última hora devido à pandemia

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