Está a ser partilhada nas redes sociais uma imagem que alega que o chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, é filho de Madre Teresa de Calcutá.

Baptizada como Agnes Gonxha Bojaxhiu, Madre Teresa de Calcutá nasceu em 1910 e morreu em 1997. De acordo com o portal de notícias do Vaticano, juntou-se à ordem religiosa das Irmãs do Loreto em 1928, o que implica que tenha feito um voto de castidade, um dos quatro votos requeridos para uma mulher se juntar àquela comunidade, como aponta um artigo do Irish Times que relata a vida de Madre Teresa de Calcutá . Foi canonizada pela Igreja Católica em 2016. Não tem filhos documentados.

Já os pais de Anthony Fauci trabalhavam numa farmácia em Nova Iorque, como refere o jornal britânico The GuardianA enciclopédia Britannica avança que os pais do chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos são Stephen Fauci e Eugenia Fauci. De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, a família da mãe de Anthony Fauci é originalmente de Nápoles, Itália. Eugenia Fauci morreu em 1965, como aponta o obituário do marido, Stephen Fauci, que foi publicado a 14 de maio de 2008 pelo New York Times.

Não há, portanto, qualquer referência oficial que apontem para uma relação familiar entre Anthony Fauci e Madre Teresa de Calcutá.

Conclusão

É falso que Anthony Fauci seja o filho da Madre Teresa de Calcutá. A vencedora de um Prémio Nobel da Paz não tem filhos documentados e fez um voto de castidade quando se  juntou à ordem religiosa das Irmãs do Loreto em 1928. Já a mãe do chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos é Eugenia Fauci, como está documentado em vários artigos de meios de comunicação internacionais.

Segundo a classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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