“Milhões de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos para participar de uma grande manifestação contra Donald Trump”, alega-se numa publicação no Instagram. Acrescenta-se que os “protestos reuniram manifestantes em diferentes pontos do país e ganharam destaque pela quantidade de pessoas mobilizadas”.

“As imagens da multidão rapidamente repercutiram nas redes sociais, gerando debates entre apoiantes e críticos do Presidente americano”, nota-se ainda no post, em que é partilhada uma gravação, com baixa qualidade de imagem, e que mostra milhares de pessoas.

As imagens partilhadas em setembro de 2026 não são atuais. Já têm quase um ano e foram captadas em outubro de 2025, quando decorria nos EUA um movimento de protesto batizado como “No Kings”.

Cerca de nove meses após Donald Trump tomar posse na Casa Branca, sete milhões de pessoas saíram à rua nas principais cidades norte-americanas, para criticar a presidência de Trump. Os protestos foram convocados por uma coligação de organizações norte-americanas e acabaram por chegar mesmo à Europa.

No YouTube, no canal da CBS Boston, é possível comparar as imagens aéreas do dia 18 de outubro, que captam uma multidão sem fim, com as imagens da gravação. São as mesmas, pelo que retratam as manifestações que tiveram lugar há quase um ano nos EUA e não faz sentido serem partilhadas como se fossem atuais nas redes sociais.

Também não há registos ou notícias de manifestações com esta dimensão nos EUA nas últimas semanas, ou até meses.

Conclusão

Não é verdade que os norte-americanos se estejam a mobilizar atualmente em grandes protestos contra a administração Trump. O movimento “No Kings” levou milhões à rua em outubro do ano passado e noutras ocasiões e as imagens partilhadas na publicação analisada são precisamente dessa altura, e não recentes.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ENGANADOR

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

PARCIALMENTE FALSO: as alegações dos conteúdos são uma mistura de factos precisos e imprecisos ou a principal alegação é enganadora ou está incompleta.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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