Está a circular nas redes sociais um vídeo que alegadamente mostra um cavalo da raça Akhal-Teke de pelo dourado brilhante que teria sido vendido num leilão exclusivo por cerca de 14 milhões de dólares (12 milhões de euros).
“Ele vale seu peso em ouro!!! Vendido por milhões!!! O ‘cavalo dourado’ vendido por 70 milhões de dólares (14 milhões de dólares), viralizou em 2026 …. O animal atrai atenção por pertencer a uma raça rara conhecida por seu pelo metálico, que brilha como ouro”, lê-se numa das publicações que circula no Facebook.
Os Akhal Teke são uma raça do Turquemenistão. É verdade que são conhecidos pelo seu pelo brilhante, sendo uma das raças mais valorizadas no país, que depois de 1991 adotou no calendário o Dia Nacional do Cavalo. No entanto, ao contrário do que os utilizadores alegam, a história é falsa.
Importa notar que a narrativa só está a circular nas redes sociais. Não há quaisquer notícias na imprensa sobre uma venda como esta, o que atrairia certamente a atenção dos meios de comunicação social, nem em sites de leilões. Além disso, o animal do vídeo tem características incompatíveis com os Akhal Teke, nomeadamente a cauda e o pelo abundante em torno das patas, como se pode ver por comparação na imagem em seguida.
Por outro lado, é possível ver no início do vídeo, apenas por breves instantes, a marca de água do Invideo. Trata-se de uma plataforma para criar conteúdos com recurso a Inteligência Artificial (IA). Em alguns segmentos do clip é possível ver falhas, como o momento em que desaparece uma das pernas do cavalo.
O Observador também carregou imagens do clip no Hive Moderation, um site de verificação de conteúdos gerados por Inteligência Artificial. Esta ferramenta aponta para uma probabilidade de 99.9% do vídeo ter sido gerado com IA.
Conclusão
É falso o vídeo do cavalo de pelo dourado brilhante que, segundo os utilizadores de redes sociais, teria sido vendido num leilão exclusivo por cerca de 14 milhões de dólares. O conteúdo terá sido gerado por Inteligência Artificial.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.