As imagens da troca de uma bandeira ucraniana por uma da União Soviética estão a ser partilhadas nas redes sociais como sendo atuais e tendo acontecido durante o conflito na Ucrânia, na região de Donbass, nomeadamente em Mariupol. Em causa estão fotografias e até excertos de vídeos em que se vê um soldado a subir a uma torre, a atirar a bandeira ucraniana e a substitui-la por outra.
Porém, as imagens não são da guerra na Ucrânia, que se iniciou a 24 de fevereiro de 2022. Um vídeo no canal de YouTube VOXKOMM International, publicado em março de 2015 (há mais sete anos), mostra exatamente esse momento, com o título: “Hasteando a bandeira Soviética em Donbass.”
Na descrição do vídeo pode ler-se que este ato foi levado a cabo pela “brigada Prizrak, de militantes comunistas”, que ergueu a bandeira na cidade Debaltsev, que diziam ter sido “libertada”.
As imagens não deixam dúvidas de que se trata exatamente do mesmo momento, desta vez associado à atual guerra na Ucrânia. Contudo, o sucedido data de fevereiro de 2015, quando Debaltsev esteve no centro dos confrontos entre as tropas ucranianas e os separatistas pró-russos — e a bandeira foi trocada nessa altura.
Conclusão
As imagens que circulam nas redes sociais como sendo de soldados russos a substituírem uma bandeira da Ucrânia por uma da União Soviética são referentes a 2015 e, portanto, é falso que sejam da atual guerra em território ucraniano. No YouTube há um vídeo datado de março desse ano que mostra as imagens do momento, que aconteceu em Debaltsev, numa altura em que as tropas ucranianas e os separatistas pró-russos estavam em confronto, o que prova que o vídeo e as fotografias que agora estão a ser partilhadas são antigas e foram recuperadas.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:
FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.