O Observador já não suporta o Internet Explorer 11 ou versões inferiores. Por favor atualize o seu browser: Saiba mais.
  • Pesquisar artigos, autores...
  • Rádio

  • Apoio a Cliente
  • Assinar o Observador Assinar
  • Opinião
  • Rádio
  • Podcasts
  • Newsletters
  • Últimas
  • Jogos
  • Secções
      • Opinião
      • Política
      • Economia
      • País
      • Mundo
      • Desporto
      • Cultura
      • Lifestyle
      • Auto
      • Ciência
      • Tecnologia
      • Justiça
      • Ouvir rádio
      • Podcasts
      • Programação
      • Sobre
      • Últimas
      • Newsletters
      • Fact Check
      • Explicadores
      • Especiais
      • Vídeos
      • Dor
      • Mental
      • Cimeira da Indústria
      • Rádio ao Vivo
      • Lisbon AI Week
      • Prognósticos
      • Observador Lab
      • Loja
      • Votómetro
      • Publicidade e Branded Content
      • SudoCrime
      • AbraPalavra
      • Sudoku
      • App iOS
      • App Android
    Nas redes sociais

Apoio a Cliente

1231,4kWh poupados 1231,4 kWh poupados com a Logótipo da Xpeng Logótipo da Xpeng
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da XPENG Logótipo da XPENG

Descubra a mobilidade elétrica e inteligente aqui.
Expanda o seu mundo.

  • Newsletters /
  • Não imprima esta newsletter

Com Musk, a desinformação climática ganhou espaço no Twitter. E arrancou a COP15, a cimeira da biodiversidade

07 dez. 2022, 20:53
0:00 -0:00

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

As mais lidas

Observador

Não imprima esta newsletter

quarta, 07 dez. 2022
Fotografia de João Francisco Gomes
João Francisco Gomes
Jornalista
Foto da Newsletter

23.832

Só no mês de novembro, o primeiro mês de Elon Musk como dono do Twitter, foi este o número de tweets publicados com a hashtag #climatescam (algo como “fraude climática”) na rede social que agora é propriedade do homem mais rico do mundo. Para ter uma ideia da proporção, no mês anterior a hashtag tinha surgido 10.041 vezes, a difusão desta etiqueta virtual mais do que duplicou em novembro. E já o valor de outubro era um recorde: o uso da hashtag vinha em trajetória ascendente desde o verão, quando a possibilidade de Musk comprar o Twitter começou a ganhar força, e contrasta profundamente com a realidade anterior. Em 2021, por exemplo, aquela hashtag surgia em média entre 1.000 e 1.500 vezes por mês.

A contabilização foi feita recentemente pelo Centre for Countering Digital Hate a pedido do jornal britânico The Times e junta-se a outras análises publicadas nas últimas semanas, todas com a mesma conclusão: desde que Elon Musk comprou o Twitter, a rede social ganhou mais espaço para a desinformação sobre as alterações climáticas e para o discurso de ódio. É este o tema de um longo artigo publicado esta quarta-feira no Observador.

Outros dados são igualmente preocupantes. Por exemplo, só este ano já foram feitos 850 mil tweets e retweets com linguagem associada ao negacionismo ou ceticismo das alterações climáticas. E, no que toca ao discurso de ódio, o uso de expressões depreciativas e racistas contra cidadãos afro-americanos triplicou (de 1.282 ocorrências diárias para 3.876), registando-se aumentos significativos também no uso de insultos contra homossexuais e contra judeus.

Não se pode dizer que estes recordes da desinformação climática e do discurso de ódio no Twitter sejam um reflexo das opiniões pessoais de Elon Musk. O fundador da Tesla — e um dos grandes impulsionadores da mobilidade elétrica — pronuncia-se com frequência sobre as alterações climáticas e já declarou que são uma das principais ameaças existenciais para a humanidade.

Mas, ao mesmo tempo, Elon Musk autoproclama-se um “absolutista da liberdade de expressão” — ideia na qual baseou toda a sua campanha de compra do Twitter, acusando os antigos donos da rede social de adotarem uma postura excessivamente restrita na moderação de conteúdos, equiparando-a a uma política de censura. Musk prometeu que faria regressar Donald Trump (banido desde o ataque ao Capitólio), reduzir a moderação de conteúdos e passar a vender o visto azul que certifica as contas como verificadas.

Esta promessa de redução da moderação dos conteúdos teve dois efeitos simultâneos: por um lado, o discurso de ódio e o negacionismo das alterações climáticas disparou na rede social; por outro lado, vários cientistas e académicos começaram a abandonar o Twitter, descontentes com a falta de debate científico e fartos das ameaças diretas que recebiam da parte dos utilizadores mais radicais. Muitos estão a voltar-se para o Mastodon — se quiser saber mais sobre esta nova rede social pode ler este artigo da Cátia Rocha no Observador.

“Os cientistas estão a sair [do Twitter] como saíram da Rússia depois da invasão da Ucrânia”, resumiu ao Observador o investigador do ISCTE Vania Baldi. “Não querem ser considerados cúmplices de um contexto que está a perder garantias.”

Depois da COP27, arranca a COP15 (com a China, supostamente, ao volante)

Começou esta quarta-feira em Montreal, no Canadá, a COP15 sobre a biodiversidade. É a segunda “COP” das últimas semanas — e, embora esta cimeira receba menos atenção mediática a nível global, é igualmente importante e envolve uma diplomacia igualmente complexa.

Mas vamos por partes.

COP15 UN Biodiversity Conference Previews

COP é a sigla inglesa para “Conference of the Parties” (conferência das partes) e, na prática, refere-se a qualquer reunião periódica dos países signatários de determinado tratado internacional. Tal como a COP27, no Egito, foi a 27.ª cimeira dos signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, tratado internacional assinado em 1992 no Rio de Janeiro, a COP15 de Montreal é a 15.ª reunião dos países signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica, igualmente assinada em 1992 no Rio de Janeiro, numa grande cimeira organizada pela ONU para debater a situação ambiental do planeta.

O documento, de que Portugal também é signatário, tem como objetivo garantir que os países do mundo estão na mesma página no que toca à conservação da biodiversidade — e as COPs, que têm acontecido a cada dois anos, servem para cada signatário dar conta do que está a fazer com vista ao cumprimento dos objetivos do tratado.

A COP15 é especialmente importante. Como explica o The Guardian, no caso da Convenção sobre a Diversidade Biológica, os objetivos concretos são renegociados a cada dez anos. A última atualização destes objetivos aconteceu em 2010, na COP10, no Japão — e a nova negociação devia ter acontecido em 2020, mas a pandemia da Covid-19 obrigou ao adiamento dos trabalhos. Há 12 anos, os signatários da convenção comprometeram-se a reduzir para metade a perda de habitats naturais e a garantir que pelo menos 17% do território mundial está abrangido por reservas naturais.

Apesar de esta cimeira não ser focada nas questões climáticas, o clima e a biodiversidade estão intrinsecamente ligados — e os compromissos de um tratado contribuem necessariamente para os objetivos do outro.

O que esperar, então, da COP15? Um dos grandes objetivos em discussão tem sido apelidado, em inglês, de “30 by 30” e traduz-se, na prática, na cobertura de 30% do planeta com reservas naturais até 2030. Além disso, a cimeira servirá também para a negociação de acordos relacionados com o financiamento da proteção da biodiversidade, a limitação das espécies invasivas e ainda a solidariedade global dos países mais ricos em relação aos mais pobres (especialmente àqueles que, sendo mais pobres, têm algumas das maiores reservas naturais do mundo).

No entanto, a diplomacia da COP15 também poderá ser complexa, à semelhança do que tem ocorrido nas COPs do clima, e os cerca de 10 mil delegados presentes terão vários condicionamentos políticos na negociação.

Há uma grande exigência por parte dos países mais pobres para que as maiores economias do planeta contribuam para o financiamento da proteção da biodiversidade. Sem os Estados Unidos presentes (uma vez que não ratificaram este tratado), as tensões negociais deverão sentir-se sobretudo em países como o Brasil ou a Argentina, grandes produtores agrícolas com maior resistência a políticas que coloquem a biodiversidade como prioridade, e na Europa, de onde vêm os principais apelos ao aumento da ambição.

Curiosamente, apesar de a cimeira de realizar fisicamente em Montreal, o Canadá não é o país anfitrião — é a China.

Pequim assume este ano a presidência rotativa da COP e, após vários adiamentos provocados pela pandemia, foi justamente a política de “Covid zero” (que tem estado na origem de grandes manifestações que obrigaram o país a recuar em algumas medidas) que determinou a mudança geográfica do evento. Como conta o Politico Europe, devido às apertadas restrições anti-Covid, os delegados chineses não puderam viajar pelos vários países signatários da convenção nos meses antes da cimeira para dar início às pré-negociações.

E, apesar de ser a China a ocupar a presidência da cimeira, o Presidente chinês, Xi Jinping, não deverá estar presente — ao contrário do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, que fez o discurso de abertura da cimeira.

A COP15 prolonga-se até ao dia 19 de dezembro, altura em que é esperado um novo acordo mundial sobre a biodiversidade. A comitiva portuguesa é liderada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com vários especialistas e académicos presentes na cimeira, enquanto o secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, representará Portugal no segmento de alto nível da cimeira. A associação ambientalista Zero também anunciou que estará presente na reunião.

Fotografia
Alterações Climáticas

Twitter. Mais desinformação, menos cientistas

Desde que Elon Musk comprou o Twitter, a desinformação climática aumentou e muitos cientistas começaram a fugir para o Mastodon. São consequências do "absolutismo da liberdade de expressão" de Musk.

Fotografia
Clima

Acordo mundial sobre biodiversidade na COP15

Outras notícias

Fotografia
União Europeia

Desflorestação. UE proíbe importar carne e café

A importação será proibida se estes e outros produtos forem oriundos de regiões desflorestadas após dezembro de 2020, tendo em conta os danos infligidos não só nas florestas primárias, mas nas outras.

Fotografia
Ambiente

Ambientalistas querem travar mineração

Especialista da Sciaena, associação ambientalista que defende a melhoria do ambiente marinho, coloca objetivos que devem sair da cimeira das Nações Unidas de Montreal, no Canadá, de 7 a 19 de dezembro

Fotografia
Ambiente

Legislação de proteção dos solos está "na gaveta"

Legislação ProSolos -- prevenção da contaminação e remediação dos solos não avançou apesar do resultado da consulta pública ter indicado um apoio generalizado à sua publicação, segundo a Zero.

Fotografia
Agricultura

Agricultores dizem não terem as ajudas pela seca

O presidente da Confederação dos Agricultores disse que, "neste momento", os agricultores ainda não receberam "um euro relativamente às medidas da seca" anunciadas pela ministra da Agricultura.

Fotografia
Comissão Europeia

Comissão Europeia aprova programa Mar 2030

"O setor das pescas e da aquicultura pode já contar com o estímulo do Mar 2030, que renova as oportunidades de financiamento para a sua modernização", avançou o Ministério da Agricultura e Alimentação

Fotografia
Milão

Ativistas atiram tinta contra teatro La Scala

Segundo os meios de comunicação italianos, a polícia deteve cinco pessoas do grupo que atirou a tinta e que empunhavam cartazes onde se lia: "Última geração, não ao gás e não ao carvão".

Fotografia
Recursos Naturais

Bacia do Barlavento com 9,2% de água armazenada

26 das 60 albufeiras monitorizadas tinham, no final de novembro, disponibilidades hídricas inferiores a 40% do volume total. A bacia do Barlavento é a que tem a menor quantidade de água armazenada.

O que se escreve no mundo

The biodiversity crisis in numbers — a visual guide
The Guardian
World leaders must step up to put biodiversity deal on path to success
Nature (Editorial)
“Estamos em guerra com a natureza”. Quem quer salvar o mundo em Montreal?
Azul (Público)
In a land of cold, the architecture is tested by heat
The Washington Post
Energy bills: how much money does turning down the thermostat actually save?
The Conversation
Mauna Loa Eruption Threatens a Famous Climate Record
The New York Times
What would a green World Cup look like?
BBC Future Planet
2-million-year-old DNA reveals a lost Arctic world
National Geographic
NASA mission will study how hidden ocean swirls soak up heat of global warming
Science
New food technologies could release 80% of the world’s farmland back to nature
The Conversation

O que se faz no país

Ponte da Barca

Câmara oferece pinheiros naturais de Natal para evitar corte indiscriminado nos montes (O Minho)

Leiria

Orçamento de Estado para 2023 inclui norma para despoluição dos rios Lis, Lena e ribeira dos Milagres (Região de Leiria)

Vila de Rei

Município lança segunda edição de e-book com conselhos para um Natal mais sustentável (mediotejo.net)

Braga

Associação pede ajuda para comprar aparelhos para medir qualidade do ar (O Minho)

Açores

Dez empresas unidas nos Açores pela Responsabilidade Social e Sustentabilidade (Açoriano Oriental)
Mais sobre Ambiente

Precisa de ajuda? Contacte-nos

Para deixar de receber esta newsletter clique aqui

ou pode gerir e descobrir as nossas outras Newsletters aqui

Observador - Rua João Saraiva, nº 7, 1700-248 Lisboa

Receba a próxima edição da newsletter Não imprima esta newsletter diretamente no seu email

Todos os meses, o João Francisco Gomes traz-lhe reportagens sobre ambiente, o que se escreve sobre o tema no mundo e o que já se faz em Portugal.

  • Newsletter
  • Observador
  • Ambiente
  • Ciência
  • Alterações Climáticas
  • Céu e Terra
Proponha uma correção, sugira uma pista: leitor@observador.pt

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

Mais newsletters

Não imprima esta newsletter

Os milhões da nova agência e o ano mais quente

8/1/2025, 20:56
Não imprima esta newsletter

Pode um país ser punido por não proteger o clima?

4/12/2024, 21:20
Não imprima esta newsletter

O fenómeno "extremo" de Espanha pode repetir-se

6/11/2024, 20:31
Não imprima esta newsletter

Como o clima já afeta as relações entre os países

2/10/2024, 20:48

Últimas

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

Oferecer agora

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Voltar ao artigo

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ver planos

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Assinar agora

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Voltar ao artigo

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Fechar

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Registar-me

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Obrigado por assinar o jornalismo que faz a diferença.

Sem interesses.
Muito interessante.


Seguir
Seguir
  • Facebook
  • X
  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
Sobre
  • Política de Privacidade e Cookies
  • Termos e Condições
  • Termos e Condições da Compra
  • Como anunciar
  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Política de correções
  • Regras da Comunidade
  • Contactos
  • Carreiras
Descobrir
  • Programas
  • Podcasts
  • Autores
  • Colunistas
  • Tópicos
  • Newsletters
  • Abrapalavra
  • Sudoku
Instale a nossa App

Disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android

  • Descarregar na App Store
  • Descarregar na App Store
Recommendation Partner