1 Além dos abusos de poder e do síndrome Luís XIV (“a lei sou eu”) que obrigaram Richard Nixon a abandonar a Presidência dos Estados Unidos, o caso Watergate tem um lado pouco conhecido relacionado com as campanhas sujas levadas a cabo por mais de 50 operacionais contra candidatos democratas um pouco por todo o país.

Financiados com donativos para a campanha de 1972 que culminou com a reeleição de Nixon, esses operacionais tinham o nickname de “plumber’s” (canalizadores) e faziam trabalhos tão extraordinários como vigiar através de meios intrusivos os candidatos democratas e as suas famílias, investigar e elaborar dossiês sobre as suas vidas familiares e sexuais, falsificar cartas envidas para jornais, passar informação falsa e manipulada à imprensa, etc, etc.

Como sempre aconteceu desde que surgiu o conceito de campanhas sujas, o objetivo era só um: aniquilar o adversário. No caso, sempre sob supervisão e orientação dos assessores mais próximos de Nixon na Casa Branca.

2 As campanhas sujas não são muito comuns em Portugal. Àparte do relacionamento de Francisco Sá Carneiro com Snu Abecasis (explorado pelo PS de Mário Soares sem apelo nem agravo) em 1980, dos boatos sobre a homossexualidade de José Sócrates na campanha de 2005 e de outros casos, os escândalos (nomeadamente sexuais) não são o forte da política nacional, felizmente.

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