Cada dia se torna mais insuportável assistir ao trágico circo em que se tornou a forma tendenciosa como a comunicação social pretende manipular a informação.

Sendo maioritariamente de esquerda e, por isso – já sabíamos – que pouco rigorosa com a verdade e muito intolerante com a opinião contraria à sua, nos últimos anos acreditou que lhe era dado o poder de transformar a sua opinião e vontade na verdade suprema do mundo em que vivemos.

Apoiada por uma estrutura de partidos de esquerda, que cada vez mais, se refugiaram nas mentiras woke e nas divagações intelectuais sem fundamento, a comunicação social foi radicalizando as suas posições.

Acreditou que a população, que durante décadas foi dando o seu voto a uma maioria de esquerda moderada, seguiria estes novos iluminados líderes, contudo encontrou-se com uma nova realidade em que a direita assume cada vez mais a liderança e em que povo já não segue atrás das suas ideias.

Este afastamento deixou a comunicação social num estado de desespero que a leva a tentar tomar as rédeas através da manipulação.

A esquerda sempre foi muito intolerante e manipuladora da verdade.

Refugiada por trás de uma defesa dos trabalhadores teve sempre como objectivo destruir a força das empresas que lhes pagavam os salários, colocando assim em causa a verdadeira possibilidade de garantir a melhoria das condições dos trabalhadores.

Com o passar dos tempos, e com conhecimento cada vez maior das experiências vividas nos países em que conseguiram implementar os seus ideais, os partidos mais à esquerda foram-se dando conta de que apenas os trabalhadores que recebiam o salário mínimo se mantinham apoiantes desses mesmos partidos e das suas instituições sindicais.

Perante isso, entenderam que seria essencial garantir que as empresas não tivessem a capacidade de aumentar os salários aos seus trabalhadores, e daí as greves, que cada vez mais passaram a ter motivos não compreensíveis e que se destinavam apenas a inibir a sua rentabilidade.

Ainda assim, a economia tem as suas formas de seguir em frente e a maioria dos trabalhadores foram, aos poucos, melhorando as suas condições e afastando-se dessas teorias, o que deixou a esquerda órfã da sua estratégia e sem alternativa para continuar o seu caminho.

Nessa altura surgiu uma ideia de que a teoria woke seria a nova forma de libertar os desfavorecidos.

Mas, se na primeira, a ideia de que a empresa era a culpada do mal humano e não a sua solução através da produção de riqueza e da sua distribuição, esta também foi baseada numa mentira essencial de que a humanidade pode ser manipulada em função da vontade de uns iluminados que inventaram que cada pessoa não é aquilo que é mas é aquilo que querem que seja.

Também esta nova teoria, muito mais rapidamente do que a outra, porque é absurdamente falseadora da humanidade, caiu e levou consigo a maioria que a esquerda tinha conseguido manter durante tanto tempo.

Agora assistimos a uma esquerda em desespero, tentando manipular a realidade, adjectivando as ideias contrárias de forma a tentar ridicularizá-las, dando conotações aos representantes das ideias contrárias às suas, convencidos de que a sua opinião poderá ser mais convincente do que a mera transmissão da informação, que deveria ser o seu trabalho.

Não se dão conta de que a população acredita mais na sinceridade do que na mentira e que todos vivemos o dia a dia e sentimos bem o que é a realidade da vida, face às pretensas teorias que pretendem defender.

Nos últimos dias assistimos a diversas cenas deste género face a representantes das ideias mais radicais da direita, e em alguns casos chegando a uma tentativa excessiva de ridicularização da pessoa, mais do que da questão das ideias.

Fico com a ideia de que tanto jornalistas como políticos de esquerda sabem destes momentos com um enorme prazer da situação que criaram de desconforto e ridicularização ao elemento que destrataram, mas poucos ou nenhum entendeu de que cada uma dessas situações ajudou a aumentar o peso eleitoral daqueles a quem trataram dessa forma.

A esquerda sempre foi intolerante e mentirosa, mas nos tempos de Cunhal e Soares, era também inteligente.

Hoje a esquerda é intolerante, mentirosa e burra.