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Torna-se cada vez mais óbvio que o terrorismo vigente no futebol português é promovido estrategicamente e de dentro pelos seus próprios agentes, cuja frequência e intensidade dos atentados aumenta à medida que a liga se aproxima do fim. Ao contrário da estória que nos é dada a conhecer, não é exequível admitirmos que os árbitros ficam mais incompetentes com o tempo, e que os adversários ganham sempre sem mérito e de forma injusta. E que, por coincidência, apenas nas épocas em que o seu clube ganha, é que a justiça reinou no seio do futebol português.

A essência do modelo de governance dos três grandes de Portugal é do tipo associativo. Isto é, as Sociedades Anónimas Desportivas (SADs) de Benfica, Sporting e Porto têm como acionista maioritário os seus clubes. Por seu turno, os clubes são associações cujo conselho diretivo é eleito por sufrágio de entre os seus sócios. Ou seja, o shareholder que detém o controlo da escolha do presidente do conselho de admnistração destas SADs, cuja receita anual é várias centenas de milhões de euros, é o sócio-adepto. A sobrevivência dos líderes presidencialistas depende da sua aceitação popular, emergindo um método populista e demagógico de gestão/comunicação do clube.

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