Pouco depois da criação da “geringonça”, uma daquelas Irmãs Metralhas do Bloco estabeleceu o mote para os tempos que começavam: “Temos de perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular”. Claro que os socialistas, na versão assumida ou na “moderada”, nunca deixaram de “ir buscar dinheiro a quem está a acumular”. A influência dos comunistas, a partir de 2015, traduziu-se apenas no descaramento com que se passou a roubar. E no montante do roubo.

Não quero com isto comparar o actual Estado à máfia. É muito pior. A máfia detecta os cidadãos que conseguem juntar uns trocos, providencia-lhes uma simpática visita e explica-lhes com doçura que seria uma pena um negócio próspero ver-se comprometido por, digamos, “acidentes”. No final, estabelece-se um “donativo” a troco de “protecção”. O “donativo” permite que o comerciante ainda continue a amealhar qualquer coisa. A “protecção” é eficaz.

Ao contrário da máfia siciliana, o Estado “social” (desculpem) não avisa nem visita nem explica: limita-se a assaltar as pessoas até a falência destas. Se entretanto as avisar, é para efeitos de coima. Se entretanto as visitar, é para fechar-lhes o estaminé. Se entretanto explicar, é mentira. Aqui, o “donativo” é incomportável. E a protecção é nula, tão nula quanto a proporcionada por um SNS a cair aos bocados.

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