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Próximos de alcançar aquilo que já desejávamos ter chegado, preparámo-nos para um novo começo. Estamos ansiosos, impacientes e motivados pelos muitos sonhos suspensos que temos por cumprir.

Queremos sair à rua e abraçar. Queremos passar um dia inteiro numa esplanada e brindar à amizade. Queremos ir ao teatro, ao cinema e a festivais de música. Queremos voltar aos treinos e a competir. Queremos regressar às associações e dar voz às nossas causas. Queremos fazer uma roadtrip e conhecer novos lugares e pessoas. Queremos apenas viver intensamente ou não fôssemos nós jovens!

Após um ano tão atípico e desafiante, é agora altura de virar a página e recomeçar com a mesma vontade, espírito de otimismo e entreajuda que moveram muitos jovens no início desta pandemia.

De um dia para o outro, o mundo mudou. Tivemos de repensar as nossas prioridades, fomos protagonistas da criação de redes de voluntariado em inúmeras comunidades, de projetos empreendedores e de solidariedade social, entre outras demonstrações de apoio que ousámos criar, muitas vezes em tempo recorde, e que foram pilares na luta contra um vírus que nos era desconhecido.

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Os novos dias trazem com eles a esperança, mas também vão exigir de nós transformações e adaptações a um novo normal, que ainda se está a delinear, mas estamos convictos que com a força, a resiliência e a capacidade de inovação, tantas vezes demonstrada, será apenas mais um desafio ultrapassado com sucesso.

Acredito que esse futuro será construído por jovens ávidos de mudança, mais atentos, interessados e capazes de superar qualquer obstáculo. Jovens esses que ambicionam uma sociedade na qual seja possível realizar o seu projeto de vida, dar voz às suas causas e ser parte da solução.

Para o novo amanhã, somos todos necessários. À juventude será exigida uma ação progressista e inquieta. Ao Estado, local e nacional, compete, mais do que nunca, o estímulo à iniciativa jovem por meio das associações juvenis, bem como o apoio justo à emancipação condigna das jovens gerações. No meio encontram-se as ferramentas para esse fim, as políticas de juventude, discutidas, definidas e avaliadas em conjunto, por jovens e políticos, para fazerem das vontades e intenções uma realidade traduzida em atos.

Para este caminho de retoma da ação plena dos jovens nas suas comunidades é imperioso que quem governa, num compromisso para e com a juventude, desenvolva um plano de estímulo e motivação das equipas de jovens dirigentes e voluntários e crie um apoio extraordinário para o movimento associativo jovem. A necessidade de promover um regresso às atividades regulares das associações encontra nestas ferramentas uma alavanca fundamental.

O associativismo, o talento e o empreendedorismo jovem que estas organizações preservam e potenciam, celebrado e reconhecido todos os anos a 30 de abril, no Dia do Associativismo Jovem, são catalisadores de comunidades mais abertas, inclusivas e plurais, sendo a sua visão e ação essencial para uma efetiva igualdade de oportunidades para a juventude. Na prossecução desta missão, estas escolas de cidadania e voluntariado constituem-se como espaços nos quais as ideias e os projetos de jovens se efetivam e geram impacto social. Nelas encerram a inovação e o poder criativo das jovens gerações, importantes para resolver os problemas de sempre e os que ainda estão por vir.

No agora, mais do que nunca, precisamos do empenho ativo dos jovens na construção do futuro e estou certo que a juventude e as suas organizações serão capazes de responder à chamada, pois a nossa geração está na linha da frente por um mundo melhor!