Os Benfiquistas foram confrontados há dias com uma reportagem plantada para denegrir um candidato às eleições do Benfica, sem direito a contraditório. O jornalismo sério investiga, pergunta, confronta realidades e revela a verdade de forma isenta. Não foi o caso aqui.
Assistiu-se em horário nobre a um esgoto a céu aberto num canal televisivo de quem se espera credibilidade, isenção e rigor na hora de informar os cidadãos. O objetivo desta reportagem era claro: descredibilizar João Noronha Lopes enquanto gestor e afirmar que ele precisa do Benfica para sobreviver financeiramente.
Repito: descredibilizar um homem que trabalhou quase 20 anos em cargos internacionais de Liderança na McDonald’s, geriu mais de uma centena de mercados de um dos maiores franchisings a nível mundial e que é Chairman e Advisor do Board de várias empresas desde há quase 10 anos. Um homem que, pasme-se, acumulou riqueza e conforto financeiro fruto do seu trabalho.
A fragilidade da reportagem, que tenta passar a ideia de que Noronha Lopes afinal não é o gestor que diz ser pois o Vira Frangos acumula milhões de prejuízos, é facilmente desmontável: numa fase inicial há um investimento dos sócios da empresa para financiar o crescimento da mesma, ainda que isto signifique ter prejuízo nos primeiros anos.
O objetivo é fortalecer a marca e crescer em capacidade e número de pontos de venda.
Neste caso concreto, há também um “pormaior” relevante: a dívida é, essencialmente, aos donos da empresa e não a terceiros. Pondo em perspetiva, não é provável que João Noronha Lopes tenha de ir a uma Comissão Parlamentar de Inquérito para explicar a ligação dos seus negócios a entidades terceiras, como aconteceu com um ex-Presidente do Benfica.
Basta olhar para a história de empresas bem sucedidas, como a Amazon, Spotify ou a Domino’s Pizza, para perceber que, para crescer, é comum haver prejuízos nos primeiros anos até se atingir o primeiro resultado líquido positivo. A título de exemplo, nas três empresas mencionadas acima esse número foi 7, 17 e 18 anos, respetivamente.
Como me dizia uma pessoa próxima, andamos a discutir o mérito de João Noronha Lopes enquanto gestor, quando a comparação é com Rui Costa. Rui Costa, que esteve 13 anos como dirigente sem saber de nada, sem ter responsabilidade nenhuma e a assinar sem ver. Que, como Presidente, conseguiu um Campeonato e zero Taças de Portugal em quatro anos, com investimentos financeiros absurdos para tão fracos resultados desportivos.
Quando se devia utilizar o tempo para as listas apresentarem as suas ideias e os projetos que pretendem implementar, um candidato vê-se obrigado a cancelar compromissos assumidos anteriormente para limpar a sua honra e repor a verdade. Porque não tenhamos dúvidas, o que se passou nesta intervenção de João Noronha Lopes na CMTV foi pôr a nu as fragilidades, a falta de isenção e o teor quase amador de uma peça jornalística montada em cima do joelho, com o objetivo de fazer vergar um candidato.
O problema para os autores dessa farsa é que João Noronha Lopes tem a liberdade e a independência para fazer o que fez, em prime time, com uma exposição privada e familiar à qual nunca deveria ter sido colocado. Quando a honra está em jogo, só a verdade pode prevalecer.
A Transparência não é uma bandeira que se agita quando nos dá jeito e que se enterra quando o tema não nos convém. Ou se é a favor da Transparência ou não se é; não há zonas cinzentas neste ponto e Rui Costa não poderia ter sido mais opaco na resposta que deu quando foi questionado se estaria disposto a fazer o mesmo que João Noronha Lopes.
Só em Portugal é que uma pessoa precisa de provar que enriqueceu graças ao seu trabalho. Tiro o meu chapéu a João Noronha Lopes pela coragem e elevação com que enfrentou este ataque vil à sua pessoa. Quando os seus adversários levaram a campanha eleitoral para a lama, o candidato respondeu com a transparência a que muitos aspiram, mas só alguns (poucos) apresentam. Gostava de ver Rui Costa ou Luís Filipe Vieira fazerem o mesmo.
Também por isto, mas principalmente pela sua competência, pelo Benfiquismo desmedido e apaixonado, pela sua capacidade de liderança e pela equipa que agregou à sua volta, os meus 50 votos vão para João Noronha Lopes, tal como há cinco anos. Porque, acima de tudo, o Benfica. E o João é Benfica da cabeça aos pés.