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Falar sobre água pode ser maçador. Escrever um pouco pior. Não obstante, a água é incontornável. Há frases que podem embelezar o discurso e são à moda de redes sociais, do tipo, “a água é o princípio de todas as coisas”. Há outras mais enigmáticas e com várias interpretações possíveis: o título do artigo é apenas um exemplo, i.e., pelo facto de aparentemente pouco ou nada se passar e poucas notícias haver sobre água (exceção para os desastres, nomeadamente inundações, ou, do outro lado, grandes ondas surfadas) não quer dizer que não sejam pungentes a cada dia que passa os desafios da água. Há ainda um terceiro tipo de fraseologia que pode ser interpelativa: “não deite fora um velho balde sem saber se o novo segura a água” (provérbio nórdico).

Num dos recentíssimos reports do World Economic Forum, ao caso sobre a água,«Harnessing the Fourth Industry Revolution for the Water» (Setembro de 2018), são apresentadas realidades e desafios da água mas, concomitantemente, formas de os ultrapassar usando tecnologias subjacentes à quarta revolução industrial: o que podem, efetivamente, fazer as tecnologias em favor da água? Serão baldes novos efetivamente capazes de segurar água ou ainda está por provar que possam substituir os velhos baldes que a vão segurando/gerindo? Vamos por partes.

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