Benilde Castro trabalhava numa fábrica têxtil, uma das muitas que nos anos sessenta surgiram ao longo do médio Ave. Acompanhando as tortuosidades de um rio, por entre prados e lugarejos bucólicos, as “têxteis” do médio Ave surgiam como “catedrais” majestosas, promessas de um futuro auspicioso. Existiam nos sonhos dos adolescentes, onde brotavam primeiro com um devir meloso e inevitável, para mais tarde se revelarem numa armadilha inescapável.
A industrialização chegou na primeira metade do século XX, sem ruptura, sem transformação. Foi como se a região tivesse saltado de um tempo antigo, feudal, feito de dependências e obediências silenciosas, para outro apenas mais ruidoso, mas envolto nos mesmos sacrifícios e sonhos frustrados. Não houve revolução, apenas substituição. Os antigos senhores deram lugar aos patrões, o campo às fábricas, mas a submissão e a fé, essas, mantiveram-se intactas.
E o seu número foi crescendo. Primeiro um par delas, depois uma mão cheia, e mais tarde, um pouco antes da globalização, proliferavam como “cogumelos”. Era uma economia pujante, viril, mas alicerçada numa mão de obra a que ofereciam sonhos e pagavam com a realidade.
Durante décadas, tudo girou em torno de uma única atividade de baixos salários e, por ser tão fácil, sem necessidade de inovação. O país, carente de divisas, dependia das têxteis, e estas dos baixos custos do trabalho. Era um ritual de repetição, um engodo sem fuga, onde a frustração de sonhos gerava assimetrias, mas permitia o equilíbrio das contas públicas.
No meio da inevitabilidade, o têxtil tornara-se a economia, a identidade e o limite. Sem diversificação, sem alternativas, o futuro repetia-se de geração em geração, como um ofício herdado sem vocação. As escolas ensinavam apenas o necessário para garantir uma mão de obra disciplinada. Era uma educação que preparava sem libertar. A cultura reduzia-se a rituais previsíveis, a festas marcadas no calendário e às reuniões familiares em torno de uma lareira sempre ligada como forma de esquecimento. Aprender mais seria inútil, talvez perigoso.
Na década de noventa, quando esta história acontece, Benilde aproximava-se dos cinquenta anos. O seu corpo guardava a memória de décadas passadas entre o ruído constante dos teares, o pó suspenso no ar e os turnos que começavam ainda antes do amanhecer. Havia nela um cansaço, plantado quando o trabalho deixou de ser escolha e passou a ser condição de sobrevivência. O ímpeto económico da região tantas vezes celebrado e a sumptuosidade de alguns, nunca se traduziu em melhoria nem no alento de quem por ali sobrevivia.
A vida de Benilde foi, desde o início, marcada pela resignação. Cresceu numa família de nove irmãos, num espaço onde o pouco se repartia e o nada sobrava disperso. Aprendeu cedo que pouco podia esperar, que o presente raramente faz promessas e o futuro ainda mais raramente as cumpre. Na casa materna, o afeto não faltava, mas diluía-se na necessidade e numa escassez que silenciosamente aconselhava – quem pudesse, saía, quem ficasse, adaptava-se.
Casou muito nova, ainda não tinha dezoito anos. Não houve romance nem hesitação, apenas a convicção prática de que o casamento era uma saída, talvez a única. Frangolho Castro, quinze anos mais velho, trazia consigo uma vida feita e posses que, à época, eram sinónimo de segurança. Terrenos dispersos, bouças herdadas de um tio religioso, eram bens, pedaços de terra que lhe prometiam um respirar sem sufoco. Era uma forma ingénua de estabilidade, mas para Benilde isso bastou.
Frangolho Castro nunca foi um bom marido. Era rude, sovina, quase miserável. Mas providenciava mais do que Benilde alguma vez tivera. Bebia em excesso, e de excessos se revestia o comportamento. Quando falava fazia-o sempre com aspereza. O ciúme acompanhava-o como uma sombra constante. Não um ciúme de amor, mas de posse, de desprezo. Um hábito feudal, medieval em que se confundia razão com autoridade e esta com força. As ações violentas repetiam-se dentro de casa, sempre longe de olhares exteriores, sempre numa lógica de domínio e subjugação onde o silêncio funcionava como proteção e escudo.
Da relação nasceram dois filhos. Primeiro Carlos, depois Eduarda, a mais nova. O nascimento de cada um trouxe uma alegria contida, cautelosa, como se a felicidade tivesse de ser medida para não despertar desordem. Porém, nunca se permitiu a grandes ilusões. Os filhos seriam responsabilidade sua, o fruto das suas entranhas, o seu grito de resistência e de vitória. Aprendeu a amar com prudência, em silêncio. Amou cada gesto, cada cuidado. Amou calada, mas na justa medida que se permitia. Lentamente, com os olhos no amanhã, depositou nos filhos os sonhos e ternura que perdera e as expectativas que nunca tivera.
Com eles, tornou-se ainda mais vigilante. Criou à sua volta uma espécie de segunda pele, feita de atenção constante e de um esforço quase invisível para manter a normalidade. Fazia questão que nunca faltasse o essencial e, sobretudo, que acreditassem que tudo estava bem. O tom de voz mantinha-se firme, os gestos contidos e controlados, os dias rotineiros como se a ordem fosse a única garantia contra um caos que impedia com custo e resiliência, noites em claro, cabelos brancos e rugas, as muitas rugas que lhe davam uma forma pautada ao rosto onde ia escrevendo a sua história. As outras, as dificuldades que queria calar, essas ficavam guardadas lá dentro, bem fundo, longe da boca, mas também dos olhos e ouvidos das crianças.
Protegia-os escondendo. Escondia o medo, o cansaço, as marcas que por vezes demoravam a desaparecer. Inventava explicações simples, distraía perguntas, desviava olhares. Quando pressentia a violência, interpunha-se quase instintivamente, fazendo do próprio corpo uma barreira silenciosa. Nunca permitiu que os filhos fossem vítimas da brutalidade do pai. Esse era o limite absoluto, a fronteira que não podia ser atravessada.
Benilde sofria duplamente, talvez mais do que isso. Sofria porque era agredida, porque carregava a vergonha muda de quem vive uma realidade que não escolheu e que a sociedade prefere não ver. Sofria porque sabia que o silêncio também a isolava. E sofria, sobretudo, porque cada gesto seu era calculado para poupar os filhos, para lhes salvar a infância, para garantir a ilusão de um lar.
Nos filhos encontrou razão para continuar. Eram eles que justificavam o levantar cedo, os turnos, o trabalho, o assédio de um mundo masculino, a incompreensão das outras, das outras mulheres, mesmo das que passavam tormentos iguais. Era nos filhos que bebia a força para resistir, eram eles que dava sentido ao sacrifício diário. Benilde acreditava, com uma fé muda, que se conseguisse protegê-los o suficiente — do medo, da violência e da resignação precoce — talvez pudessem escapar a um destino quase certo. Talvez tivessem outras escolhas.
E assim, enquanto os dias se acumulavam, Benilde permaneceu firme no papel invisível de guardiã. Não heroica, não reconhecida, mas firme e absoluta. Aguentava por si, mas sobretudo por eles, os filhos, porque, no meio de tudo salvá-los parecia-lhe a única redenção possível de uma culpa que carregava, mas que não compreendia.
Benilde aprendeu a calar. A medir palavras, gestos e horários. Aprendeu a reconhecer os sinais, a antecipar os humores do marido como quem aprende o ritmo de uma máquina tão perigosa quanto os teares com que trabalhava. Protegia os filhos como podia, com o corpo e com o silêncio, acreditando que resistir era também uma forma de cuidado. Nunca pensou em sair. Não por falta de coragem, mas por excesso de realidade. Não havia para onde ir, nem meios, nem legitimidade social. A vergonha pesava tanto quanto o medo!
Falava-se, ainda assim, de progresso. Nos jornais locais, nas conversas do mercado, na ostentação de alguns, poucos, sentia-se que a região prosperava, produzia, exportava, ainda que a distribuição dos benefícios fosse assimétrica ou inexistente. Aquela sociedade tinha um impasse – o crescimento e riqueza eram criados por quem trabalhava. Quem trabalhava sustentava-se a si, criava condições de crescimento que se tornavam mais aparentes na sobranceria de alguns. Porém tudo só era possível com o seu esforço. Se parassem, tudo parava. E isso colocava um dilema, um dilema onde o sacrifício e as magras condições alimentavam um ciclo perpétuo. A sociedade era assimétrica e não havia como fugir a esse guião.
O crescimento era humilde, concentrado e acumulado em poucas mãos. A abundância, quando visível surgia exagerada, quase obscena, erguida em moradias novas e carros reluzentes que atravessavam lugarejos que nunca evoluíam enquanto comunidade. Para a maioria, o crescimento chegava sob a forma de promessas, de magras promessas concedidas como “benesses régias”, enquanto as dificuldades há muito os tinham capturado num “conundrum” de impossível solução.
Quem nos anos oitenta e noventa circulasse pelas encostas daquele vale ficava extasiado com o brotar de vida e actividade humana entre a Trofa e Guimarães. Tudo parecia melhorar. Havia crescimento, projetos, mas a felicidade, essa, estava longe de impregnar a alma daquelas gentes.
As casas melhoravam por fora, algumas ruas ganhavam passeios e iluminação, mas as vidas continuaram estreitas, reguladas pela urgência do salário e o medo do desemprego. Nunca houve o cuidado de formar uma classe média consciente, nem uma população culturalmente desperta. O trabalho deu sustento, mas nunca deu autonomia. Produzia-se mais, mas viviam envoltos nas mesmas dificuldades.
Benilde nunca pensara nestas coisas, não com palavras claras. Sentia-as no corpo e no quotidiano. Via-os entrar na fábrica com uma resignação que lhe era familiar. Com demasiada frequência via gente em que as capacidades murchavam antes de se reconhecerem. A fábrica ocupava o centro do dia e da imaginação. Fora dela pouco restava, e o espaço que lhe sobrava, era ocupado por uma realidade que tentava guardar dentro de si. Como muitas outras mulheres, aprendeu a medir a vida pela resistência e não pela esperança, a contar os anos pelo que se aguentou e não pelo que se conquistou.
E assim o tempo foi passando, sem deixar marcas de verdadeiro progresso. A região mantinha-se presa à sua única engrenagem e continuava a girar sobre si, confundindo crescimento com desenvolvimento, continuidade com futuro. Para Benilde, como para tantos outros, eram “Dias que se aguentam”.
Porém quis o acaso, ou talvez estivesse escrito no destino, que a situação se viria a alterar. E essa é a última parte da história de Benilde que aqui vou contar.
Estávamos já talvez a meio da década de oitenta, quando Frangolho Castro se encheu de amores por uma outra mulher com menos de metade da sua idade, mas com mais do dobro da exuberância.
Saiu de casa e foi viver com a amante. Benilde, de início viu aquela ausência como culpa de um crime, um deslize que não conseguia compreender. A saída de Frangolho foi mais um castigo e vergonha que teve de suportar, mas, bem vistas as coisas, era também a oportunidade de ter algo para si, nem que fosse apenas tempo de se olhar ao espelho e ver um sorriso, algo que raramente via e nunca tinha sentido.
Fechara-se uma porta, mas as janelas abriram-se e por aquelas portadas entraram lufadas de esperança.
Os filhos, mais velhos, já podiam ajudar e, quem sabe, talvez estudar e escapar. Foi por isso que Benilde se empenhou ainda mais. Muitas vezes duplicou os turnos ou arranjou um segundo emprego como forma de garantir o sustento e a sanidade.
E foi bem-sucedida. Os filhos conseguiram formação em áreas técnicas. E na década de noventa já a ajudavam ao sustento.
Pelos anos noventa, fruto da idade ou dos sacrifícios acumulados, os ânimos fraquejaram e necessitou então de apoio de psiquiatria. Recorreu a um amigo meu, o Dr. Mário, que teve a amabilidade de me contar esta história.
Por essa altura, Benilde, com quase cinquenta anos tinha dois empregos. Mantinha-se na fábrica como operária da área de tecelagem, quase sempre fazia o turno da noite, para descansar pela manhã e de tarde trabalhar como funcionária de limpeza na autarquia.
Quando o corpo fraqueja são, muitas vezes, as capacidades cognitivas as primeiras a ressentirem-se. Assim parecia o caso. Benilde assumia uma melancolia que lhe sobrava dos anos de sacrifício, mas também de uma idade que, quando muda, tudo altera sem a preparação necessária do corpo e mente para um mundo novo, um mundo onde as respostas e reacções anteriores parecem todas desajustadas.
Era com regularidade que Benilde frequentava as consultas do Dr. Mário. Não porque a doença fosse grave, mas porque necessitava de se revelar ao mundo. E justa que era, via como ridículo o que o médico recebia por aquela meia-hora “convencionada” de “limpeza da alma”. Mário era assim, a todos ouvia de igual forma e com igual cuidado. Benilde que trabalhava para a autarquia, para além do magro, mas necessário salário que lhe recompunha o mês, beneficiava como todos os funcionários das convenções que a autarquia, o que lhe permitia frequentar as consultas que visse por adequadas, e por isso era uma presença assídua.
Benilde tinha estabelecido com o médico uma empatia que lhe permitia abrir a alma sem pudor, mas também “adivinhar-lhe” os gostos. É que o Dr. Mário era guloso e sempre se derretia quando Benilde lhe entrava no consultório com dois ou três pastéis da “Moura” de Stº Tirso. Porém, nem o apetite que se aguçava na visão da mágica “caixinha”, nem a dúvida “quântica” – serão natas, limonetes, jesuítas? – nem essa dúvida nem o “babar” contínuo, nem mesmo esses sinais de tentação alguma vez lhe aceleravam o tempo de consulta.
Ao fim de alguns anos, o médico já conhecia bem a sua “doente”. Tão bem que um belo dia com facilidade adivinhou que algo de grave a andava a incomodar. Questionada sobre o que a apoquentava, Benilde abriu-se entre um choro incontrolável de uma pressão mal contida.
Frangolho tinha saído da sua vida quando sucumbiu aos encantos juvenis da amante. Tinha gozado e saboreado gulosamente o dia-a-dia, mas tinha-se esquecido da situação legal e mantinha o estado civil de “casado” com Benilde Castro.
No meio de bebida, excessos, hábitos pouco regrados, o inevitável acabou por acontecer. Frangolho Castro teve um acidente vascular cerebral que o atirou entrevado para a cama de um hospital.
Quando a alta foi possível, a amante foi chamada para lhe providenciar no domicílio os cuidados que precisava. Mas não foi preciso repetir o pedido, pois mal a questão foi formulada, logo de rajada se escusou, dizendo que não era a legítima, e o deixou abandonado no leito do hospital, dependente e babado, entregue a um marasmo ensimesmado – o limbo dos ímpios e desafortunados.
Sem “mulher” que o recolhesse e “amasse os ossos”, os serviços administrativos procuraram por registos de familiares, e foi assim que desembocaram em Benilde e nos dois filhos, a quem chamaram para “recolher” o doente.
Confrontada com a realidade, Benilde, não conseguiu expor aos filhos toda a sua amargura e, como boa cristã, recebeu-o em casa, agora não como esposa, mas como cuidadora.
Ter alguém dependente a cargo é algo que interfere em muito com rotinas e hábitos. Benilde, que agora tinha de passar muito mais tempo em casa, despediu-se da fábrica e manteve apenas o emprego na autarquia.
Esta dedicação tinha um custo que o agregado familiar não conseguiria suportar por muito. Como Frangolho era “proprietário”, com registo nas finanças, Benilde tentou várias vezes, mas sempre sem sucesso, deduzir os custos da situação. Por várias vezes tentou recorrer aos bens de Frangolho, mas este não tinha autonomia para lhe autorizar a gestão nem o uso do património. E se essa situação era só por si devastadora, ainda mais devastada ficou quando soube que o testamento tinha como beneficiária uma amante que na escusa de responsabilidades apostara num rápido desfecho.
Por duas vezes tinha pedido ao tribunal para se deslocar ao leito de Frangolho para que permitisse a Benilde a gestão dos bens. Duas vezes lá foram, mas foram defraudados por um Frangolho que quando se lhe pedia alguma lucidez parecia que ainda mais carregava no babar e no balbuciar. Disto não se saía e cada visita custava 40 contos, à moeda de então.
Benilde vivia nesta angústia, vivia conhecedora que se não cuidasse de Frangolho seria a amante a grande beneficiária, se fosse esmerada no cuidado, não tinha como lhe suportar os custos.
– Oh, Dr. Mário! Dizia-lhe, não há nada que me possa fazer, nada em que possa ajudar aquele “desgraçado” a desfazer nó cego a que me amarrou?
Mário sensibilizado pela história reconhecia a injustiça da situação, ainda que muito pouco houvesse a fazer. Os acidentes vasculares cerebrais são doenças devastadoras que quando se instalam dificilmente regridem.
Ainda que o tempo passado sobre o evento desaconselhasse qualquer esperança, Mário não resistiu e prescreveu o “cocktail” da época para esses doentes – Noostan®, Hydergine® e Vitamina B6. E com receita na mão e esperança nos olhos se despediram. Benilde crente, e Mário confortado por ter feito o que lhe era possível. Agora tudo estava nas mãos de Deus.
Alguns meses passaram até que Benilde regressou para uma nova consulta. O médico logo notou que algo de diferente deveria ter acontecido.
Benilde não se fazia acompanhar pela habitual caixinha mágica da “Moura”. Agora trazia sacos e caixas com iguarias que a qualquer “nababo” fariam esbugalhar como se os olhos fossem os primeiros convidados ao festim.
Então D. Benilde, qual a razão de isto tudo? Fez a pergunta de forma genuína pois já não se recordava do episódio do Sr. Frangolho.
– Ai Dr. Mário, o Sr. Dr. é um santo! Com aqueles medicamentos que receitou o Sr. Frangolho recuperou o tino e conseguimos alterar o testamento e passar para meu nome a gestão do património. Dr. Mário, o Sr. Dr. é um santo, não se cansava de repetir!
A restante consulta decorreu praticamente sem doença. Benilde tinha deixado de tomar a medicação, e agora, perto dos 50 anos, uma nova vida tinha-lhe sido revelada.
No final, quando se despediam, Mário, na missão de querer ser útil perguntou – então D. Benilde precisa de medicação para o Sr. Frangolho?
Ao que Benilde, sem deixar assentar a pergunta, respondeu como se tivesse a justificação ponderada e engatilhada: – Oh, Sr. Dr. não precisa mesmo! Sabe, com a medicação o Sr. Frangolho voltou a ser ameaçador como era antes. Recuperou de tal forma que já me ameaçava e me prometia que se não “atinasse”, me “chegava” e “assapava”! Tinha tudo para voltar a ser como antes!
– Deixei de lhe dar a medicação e agora baba-se, está mais calmo, continua dependente, mas já não me ameaça e muitas vezes trata-me por “mãe”! Para mim está perfeito, não preciso que nada mude!
Nota – A medicação – Noostan®, Hydergine® e Vitamina B6 – nunca teve eficácia comprovada e hoje é considerada semelhante a placebo.