A Câmara Municipal de Lisboa gastou milhares de euros num show de horrores. Exposição indecente em plena luz do dia na maior cidade do país, visível a qualquer criança que por ali passasse – e já ouvi quem dissesse que os pais é que deveriam ter o cuidado de evitar aquelas zonas durante o evento, para que se possam exibir sem problemas.
Toda a gente tem o direito de viver e de ordenar a sua vida privada como desejar, mas quando fazemos disso aparato público, é normal que nos tenhamos de sujeitar a críticas, e aqui vai uma: não é a praticarem nudismo nas ruas que vão conquistar qualquer direito. Muito pelo contrário, vão ganhar a ira do cidadão comum pelos comportamentos indecentes. Não há pessoa normal que ache que isto funciona, ainda mais num país onde têm os mesmos direitos que os restantes cidadãos perante a lei.
Qualquer um percebe que se trata, realmente, do orgulho e do ego dos indivíduos, que procuram validação e desejam ser o centro das atenções. Não é uma luta pelos direitos que já têm, é uma guerra para se sentirem especiais na sociedade, apesar deles próprios serem incapazes de reconhecer isso. São estes exatos excessos da comunidade LGBT que fizeram surgir movimentos homossexuais/transsexuais contra a própria causa, a criticarem estes exatos pontos que eu mencionei.
Há também a incoerência de só fazerem estas exibições em países onde já conquistaram tudo o que havia para conquistar, enquanto se mantém silenciosos onde são verdadeiramente oprimidos – e não muito raramente até se vêem bandeiras arco-íris em manifestações a defenderem regimes ou grupos que perseguem/perseguiram a comunidade, como as de teor comunista ou islâmicas.
Em suma, foi um atentado ao pudor que deixou uma má impressão no público em geral (como sempre) e que indigna qualquer um que vá ver o dinheiro público gasto nisto. Uma vergonha para Portugal e para a Europa como um todo.