Hoje são 11h33, sou jovem e descontente como muitos.
Não sou apenas eu, grande parte dos jovens da minha geração vivem descontentes nos seus dias. Fomos educados faz imenso tempo na ideia de que neste país que existem poucas possibilidades. Disseram-nos para emigrar. Fizeram de nós “gato sapato”. E agora? – pensamos.
O mais triste na minha geração é o facto de dedicarmos imenso tempo ao trabalho e pouco tempo ao nosso bem estar. Vendo de fora o nosso país, sei que existem países melhores. Com salários mais atrativos.
E sei que a pergunta que podem fazer é: “– Porque razão nunca abandonei Portugal?” – Eu amo o meu país, tenho por cá família, um amor enorme, e amigos. Não os posso abandonar. Não me rendo de qualquer forma. Apesar disso a regressão está acontecer, é tempo de entendermos como iremos proceder ao bom acompanhamento dos jovens no mercado de trabalho.
Temos de repensar na ética política. As pessoas estão a começar a desacreditar nos políticos. E porque motivo? – A democracia tem falhas, certo, mas será que quem está no poder quer apenas poder ou quer mesmo fazer pelas pessoas?
Educaram os jovens desta forma, ora vejam bem. Se não tirarmos um curso superior como entramos no mercado de trabalho? A verdade é que depois do curso terminado, não temos currículo para entrar no mercado, pois não existe experiência profissional. A única forma é viver na precaridade da função pública. E entrar numa classe média pobre. É a única forma de ficarmos efetivos?
Será que existe possibilidade no privado? Quando as medidas de apoio às micro e médias empresas são poucas, tal como aos incentivos para a progressão da carreira. Quando nesse trabalho para assinarmos um contrato de efetividade, demorará imenso tempo. Ou seja assinamos o primeiro contrato, depois o segundo, e finalmente no terceiro contrato decidem a não renovação. Com isto estamos desempregados.
A minha geração está revoltada, preocupada e aflita. Somos a nova geração à rasca.