Muito se tem falado sobre se o aparecimento de novos partidos no âmbito do espectro político da direita podem, ou não, prejudicar o CDS.

Na minha opinião não podem! Antes pelo contrário; clarificam a existência de vários modelos de direita, como há vários modelos de esquerda, e o CDS reafirma a sua posição como direita socialmente responsável, que sempre foi, mas que integrava, eventualmente, militantes com posições menos firmes.

É claro que interessa a poucos esta clarificação.

Aos novos partidos da “direita”, e inclusive ao PSD, não interessa esta clarificação porque poderiam eventualmente prever (mesmo que digam o contrário) “ganhar” com a diminuição de votação num partido que lhes pode ser “concorrente”, neste caso o CDS. À esquerda também não convém porque interessa mais continuar a classificar toda a direita como sendo “fascista”, “salazarista” ou “saudosista”.

Mas ao País interessa, e muito, que o CDS, ao contrário, se reforce.

Porquê ?

Porque chegou a altura de desmistificar a “direita”!

Desde o 25 de Abril que a política (ou os políticos) em Portugal têm tentado classificar os partidos à direita do espectro político como ligados ao país pré-25 de Abril, ou seja, associando-os a um regime ditatorial.

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E é mentira, como muito bem se sabe!

Aliás, toda a gente sabe, alguns disfarçam, mas apenas porque dá jeito!

É disso que estamos cansados!

Da “politiquice”!

Fazer política não pode ser “dizer o que agrada para ter votos”, fazer política tem que ser “fazer o que é necessário para que o País cresça”, com o objetivo primordial de proporcionar melhores condiçE éões de vida aos portugueses. A todos os Portugueses!

E é isto que uma direita moderna e responsável faz.

E é isto que a doutrina base do CDS preconiza.

A base para uma direita responsável é uma enorme solidariedade social, é reconhecer que o Ser Humano é o centro de qualquer decisão política, é saber que há situações em que a iniciativa privada tem que ser chamada e tem que ser apoiada, outras em que o Estado tem que intervir para garantir que todos têm acesso ao bem-estar que dignifica o ser humano, porque não é só o lucro que dignifica, nem as políticas, nem as pessoas; é a melhoria das condições de vida e bem-estar da comunidade, em todas as vertentes e dimensões, que tem que estar no centro das políticas públicas e das decisões políticas.

E a doutrina social da igreja tem essa preocupação.

E não é necessário, para concordar ou compreender este modelo doutrinário, ser católico ou cristão; é apenas necessário colocar o Ser Humano no centro das políticas.

É isto que o CDS tem na base, e é isto que os outros partidos existentes no espectro da direita não têm!

Mas não têm mesmo!

Para terem o ser humano na base da sua ação, e principalmente os portugueses a quem se dirigem, seria preciso, antes de mais, que conhecessem o País, TODO, ao qual se dirigem!

Mas Portugal não é Lisboa, não é o Porto, nem são os grandes centros; o nosso país é uma enorme manta de retalhos, composto por imensas assimetrias que urge ter em consideração e que não são, de todo, uma preocupação exclusiva da esquerda, como nos têm feito crer.

Antes pelo contrário!

O CDS sempre se tem preocupado com esse País, conhece esse País e alicerça-se em valores humanistas e de solidariedade social que se estendem a todos, sempre, não só em período eleitoral.

Em período eleitoral todos fazem visitas e deixam promessas, fora do período eleitoral o Parlamento discute questões e temáticas desde touradas, eutanásia, abandono de cães (nunca de idosos), e outros “mimos” que são seguramente muito interessantes (eventualmente muito necessários !!??) mas que em pouco, ou mesmo nada, contribuem para a melhoria das condições do país ou dos portugueses.

É por isto que aceitei ser cabeça de lista do CDS por Évora; porque é uma região esquecida, demograficamente débil, envelhecida, que dificilmente tem voz, e que precisa de ser olhada sem preconceitos ideológicos, sem extremismos e ouvindo e respeitando todos, desde os que menos têm aos que investem, aos que progridem, aos que criam empregos, aos idosos, aos desempregados, aos jovens e a todos que escolheram aqui viver independentemente da nacionalidade, de etnia, raça ou religião.