Num mundo que se diz progressista e grita contra a “homofobia” a cada esquina, assistimos a um dos episódios mais perversos e hipócritas da actualidade: profissionais de saúde mental a empurrarem rapazes gays para a transição de género como “solução” para o “problema” de serem atraídos por outros homens.

O caso de Jonni Skinner, um jovem autista e detransitioner, é um exemplo chocante e bem documentado disto mesmo. Diagnosticado com autismo muito cedo, Jonni já estava integrado no sistema médico. Uma tutora sua, que tomava hormonas, encaminhou-o para a Universidade de Michigan. Numa consulta com uma terapeuta de género, Jonni abriu-se sobre as suas inseguranças: o medo de crescer como homem gay, a sensação de que isso era um “pecado” e a dificuldade de ser um rapaz efeminado num mundo que ainda estigmatiza a homossexualidade masculina.

A resposta da terapeuta foi directa e devastadora: «Sim, consigo ver como seria difícil para ti seres um homem gay efeminado… por isso seria mais fácil seres uma mulher heterossexual. Poderias simplesmente viver uma vida normal, ter um marido e ninguém te olharia de forma diferente.»

Esta frase, dita a um jovem vulnerável de 13 anos, é homofobia pura. Não é “cuidado afirmativo”. Não é “validar a identidade”. É dizer a um rapaz gay que a sua orientação sexual é tão inaceitável que o melhor é mutilar o corpo, tomar hormonas cruzadas, remover órgãos saudáveis e fingir ser mulher para se “encaixar”. É a versão moderna da terapia de conversão — aquela que a esquerda diz abominar quando provém de igrejas ou psicólogos conservadores, mas que celebra quando é feita com bisturis, bloqueadores da puberdade e esteróides.

O que torna isto ainda mais grave é o contexto: Jonni era autista, um grupo sobrerrepresentado nos casos de disforia de género. As pessoas autistas enfrentam maiores dificuldades em navegar pelas normas sociais e identidades sexuais. Em vez de receber apoio para aceitar a sua orientação sexual e a sua personalidade efeminada, recebeu a mensagem de que o problema não era a homofobia da sociedade — era o seu próprio corpo masculino. O resultado foi uma transição precoce, uma medicalização desnecessária e, mais tarde, um arrependimento profundo. Hoje, Jonni denuncia publicamente o sistema que lhe falhou (ver o vídeo da Genspect: “The Cost of Early Medicalization with Jonni Skinner”).

Isto não é um caso isolado. São dezenas de vozes de detransitioners — muitos deles com atracção pelo mesmo sexo — que contam a mesma história: terapeutas, clínicas de género e activistas que vêem na transição uma “solução” para a homossexualidade não resolvida. Chamam-lhe “transing the gay away” — apagar o gay através do trans. Exactamente o oposto do que se prometia com as leis contra a terapia de conversão.

O que fizeram a Jonni Skinner (e a tantos outros) é eticamente criminoso e, em muitos países, deveria ser um crime legal. Profissionais que juraram “primeiro não causar dano” causaram um dano irreversível: infertilidade, perda de função sexual, problemas ósseos, cardiovasculares e um arrependimento que não se cura com um simples “lamento” nas redes sociais.

Como cristã, acredito que a homossexualidade é pecado segundo as Escrituras. No entanto, estamos perante um caso em que aqueles que nos acusam de homofobia por defendermos a Bíblia são, na prática, os verdadeiros homofóbicos perigosos. Em vez de ouvirem, acompanharem e ajudarem quem tem dúvidas sobre a sexualidade, encaminham-nos para a mutilação de partes saudáveis do corpo. A minha fé nunca me leva a negar amor e cuidado a quem luta contra os instintos da carne. Pelo contrário: como sei que ninguém está fora do alcance da graça de Deus, digo a verdade em amor. Só Deus salva. A mim, compete-me amar o próximo, cuidar dele e apontar o caminho da redenção — e não ficar calada enquanto vejo crianças e jovens a serem empurrados para cirurgias irreversíveis.

É hora de denunciar. Este vídeo e este testemunho devem ser partilhados em todas as plataformas.

Exijamos:

  • Investigação às clínicas e terapeutas que promovem esta prática.
  • Protecção real para jovens que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo e autistas: terapia exploratória verdadeira, não uma “afirmação” automática.
  • Fim do tabu de discutir que uma parte significativa dos casos de disforia de género em adolescentes tem raiz na orientação sexual reprimida ou em traumas.Responsabilização dos profissionais que, em nome da “inclusão”, praticam homofobia disfarçada de medicina.

Jonni Skinner teve a coragem de falar e a sua voz merece ser ouvida. Como sociedade, não podemos pactuar com um retrocesso civilizacional disfarçado de progresso, onde a solução para a diferença é a destruição do próprio corpo. Dizer a verdade em amor implica quebrar o silêncio. É imperativo que a medicina recupere a sua ética fundamental e que a sociedade enfrente este problema com coragem, sensatez e uma protecção efectiva aos mais vulneráveis. A dignidade e o futuro dos nossos jovens dependem da nossa capacidade de exigir essa transparência.