Terá sido tudo dito a respeito de um projeto transformador do ensino superior em Portugal (e no mundo). Os elogios, de fora como de dentro, as ambições, a esperança, o tão famoso quanto inspirador horizonte claro, limpo, a missão que assenta em ser uma comunidade aberta e focada no desenvolvimento de talento e conhecimento com impacto no mundo são, pessoalmente, motivo de regozijo. Tudo isto é sinal de que há comunidades que se superam (ou querem superar), de que há projetos que se anseiam e são possíveis de passar à prática, de que há um Portugal fantástico que também aqui se mostra. E como se mostra!

Porém, e gostaria de deixar o meu porém, o “negócio” da NOVA SBE, que será o mesmo do da “nova” NOVA SBE (em Carcavelos e frente ao mar), centra-se nas pessoas. Como tal, o meu contributo escrito não pode, desta vez e na retoma do ano escolar, escapar a elas como não pode alhear-se delas. Pessoas que vão desde jovens à procura de uma licenciatura a pessoas que procuram formação executiva; de pessoas que representam empresas e que querem entrar, estar com o projeto e com ele criar sinergias a pessoas que se revêm apenas em tudo quanto seja uma obra que se prende e pretende de Portugal para o mundo; pessoas que dão o seu melhor todos os dias e nele trabalham – ilustres anónimos –  a pessoas que ainda sentem, ao fim de anos, o mesmo entusiasmo dos primeiros dias em que entraram numa sala de aula. As vozes e o ambiente geral são positivos. Muito positivos. E só se pode agradecer por isso. Porque tudo isto é bonito, é bom e é sem dúvida alguma merecedor dos maiores elogios.

Mas vamos ao “porém”…Ao reler Frank McCourt (2005), no seu livro “o Professor”, uso uma citação que me acompanha há mais de uma década e que ainda recentemente usei a propósito do que deve ser a pedagogia e o sentido pedagógico de um professor. Um professor é apenas mais uma pessoa. Um aluno, um formando, empresas não são senão pessoas. Mas concedam-me, apenas neste momento, a referência ao professor:

«[…/…] Um Professor é, ao mesmo tempo, um sargento instrutor, um rabi, um ombro amigo, um disciplinador, um cantor, um erudito de baixo nível, um funcionário administrativo, um árbitro, um palhaço, um conselheiro, um controlador de vestimentas, um maestro, um defensor, um filósofo, um colaborador, um dançarino de sapateado, um político, um terapeuta, um louco, um polícia de trânsito, um padre, um pai-mãe-irmão-irmã-tio-tia, um contabilista, um crítico, um psicólogo, o último reduto.»

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