Os rankings das escolas foram publicados esta sexta-feira, dia 04/04/2025, apresentando resultados que deviam levantar preocupações a qualquer português com intenções de colocar os seus filhos na escola pública.

Os “suspeitos do costume” lideram, como nos anos anteriores o ranking. De acordo com a tabela publicada no site do jornal Expresso, o Colégio Nossa Senhora do Rosário aparece em primeiro, seguido do Grande Colégio Universal e do Colégio Efanor, que ocupava o primeiro lugar em 2023, mas caiu para terceiro.

De seguida, aparecem vários colégios privados, predominantemente da Área Metropolitana do Porto e da Área Metropolitana Lisboa, apontando para o domínio dos centros urbanos. Apenas em 31º lugar encontramos a primeira escola pública, a Escola Básica e Secundaria Dr. Ferreira da Silva, em Oliveira de Azeméis. É realmente positivo que a melhor escola pública não seja numa grande cidade, mas isso deve ser o único ponto positivo a retirar deste ranking. O fracasso do ensino público fica cada vez mais evidente à medida que o tempo passa. Oito anos de Partido Socialista realmente fizeram mal ao país.

Em defesa do ensino público, a esquerda afirma que as fracas prestações se devem ao alto número de alunos carenciados no ensino público. Contudo, escolas como a Escola Secundária Garcia de Orta, que apresentam um baixo número de alunos carenciados (7,7%), estão bastante mal colocadas, no caso deste exemplo. A escola pública com a melhor média nos exames nacionais, a Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, tem uma taxa de alunos carenciados quatro vezes superior, mas mesmo assim teve uma média superior.

Um chavão que a esquerda usa para atacar os colégios privados é que os exames nacionais destes colégios são corrigidos pelos próprios professores dos alunos. Infelizmente como várias outras mentiras da esquerda, esta mentira passa despercebia e muita gente acredita nela, mas a verdade é que os exames nacionais são corrigidos externamente, de forma centralizada e supervisionada. Para além disso, o PS não devia esquecer-se que estes rankings são dos exames feitos um mês após a tomada de posse da AD, ou seja não houve tempo para melhorar de todo a preparação dos alunos para estes exames. Este ranking é o grande indicador do que no que se tornou a educação ao fim de oito anos de António Costa como primeiro-ministro e de governo PS, quatro deles com o BE e o PCP.

O fator-chave neste ranking é a percentagem de professores dos quadros. Enquanto os colégios privados têm quase sempre 100% dos professores dos quadros, as escolas têm em média 74%. Apenas três quartos dos professores têm contratos de longa duração, superior a um ano escolar completo. O outro quarto tem contratos de curta duração, muitas vezes com início e fim durante o ano escolar, faltam regularmente às aulas, criando furos e substituições e mudam constantemente de escola, nunca se adaptando ao formato pedagógico da escola onde estão. Obviamente que isto não beneficia os alunos de nenhuma forma, é preciso garantir que todos os alunos começam e terminam o ano com o mesmo professor, que comparece regularmente e está adaptado à escola.

Para isso ser possível é necessário que a carreira no ensino obrigatório seja atrativa, isso não se faz apenas com aumentos de salários, pois isso não é a causa desmotivadora da carreira. O que torna a vida de professor pouco atrativa é o excesso de trabalho dos professores. Os professores são bem pagos, mas têm de corrigir dezenas de testes de turmas enormes, é uma vida dividida entre a sala de aula e a secretária. Porque é que em 2025 exames nacionais, que têm uma correção objetiva, têm de ser corrigidos manualmente? Porque é que não pode ser feito pela inteligência artificial? Porque é que é necessário fazer dois ou três testes por período no ensino secundário se a qualidade dos alunos pode ser avaliada pelo trabalho na aula e através de apenas um teste? O excesso de avaliações causa stress e sobrecarga de trabalho nos professores, tornando a carreira nesta área pouco atrativa, e não é com aumentos de salários que isso vai mudar, é com melhores condições.

O governo da AD tentou melhorar essas condições e conseguiu com medidas que reduziram o trabalho burocrático dos professores, facilitou o acesso à habitação de professores deslocados e reformulou o sistema de colocação dos professores de forma a trabalharem mais perto da sua residência. Contudo a legislação foi desnecessariamente interrompida pelo PS e pelo Chega, numa tentativa de ganharem lugares instalando o caos e a instabilidade. Os professores vão ter de esperar até maio para voltarem a ter um governo AD que continue a melhorar as condições destes.