Nos últimos dias, dezenas de manifestações de apoio à Palestina saíram às ruas em várias cidades do mundo. Até aí nada me chocou, mas a partir do momento em que os responsáveis por estes “movimentos” tentam virar o mundo contra Israel, a história passa a ser outra. Aquilo a que temos assistido nos últimos dias é ao antissemitismo a vir à tona em vários países no mundo. Circulam pelas redes sociais dezenas de provas disto: discursos de ódio, imagens com a proibição da entrada de judeus em lojas na Turquia, cartazes a apelar à morte dos israelitas e por aí a fora.

Mas o que mais me choca são as feministas, os representantes do lobby gay, os LGBTQIAP+ e os representantes da esquerda, que tantas vezes se auto promovem como os guardiões da democracia. Já pararam para pensar que no Médio Oriente, Israel é o único lugar seguro para as pessoas que escolheram ser diferentes? Importa recordar que em 2023, em países como o Irão, ser homossexual é um crime condenável com da pena de morte. Quanto tempo acham que duraria os movimentos “free the nipple” no Médio Oriente? Quando vemos partidos como o Bloco de Esquerda a promover discursos de ódio contra Israel só tenho uma opção, recitar o versículo que diz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Israel é a única democracia daquela região e mesmo assim, estes arautos da política acham que é um alvo a abater.

Receio que vá tornar-se trendy ser antissemita, mas antes de seguirem as modas queria só recordar algumas comodidades da vossa vida que devem abandonar caso decidam boicotar Israel. Podem esquecer os carros elétricos uma vez que a maioria conta com baterias desenhadas por empresas israelitas. Usar o Waze também ficará fora do vosso alcance, visto ser uma tecnologia israelita, e, sim, o Google Maps também. Mas tudo bem, podem andar de transportes públicos, provavelmente até serão mais produtivos, só não podem voltar a enviar emails. Emails? Sim, o algoritmo que é utlizado para enviar emails foi criado por um israelita. Se quiseram receber emails, garantam que não utilizam antivírus ou firewall porque também são tecnologias israelitas. No que toca aos computadores não poderão fazer uso de nenhum produto com Microsoft Windows porque foi desenvolvido em Israel, e se forem utilizadores da Apple, certifiquem-se que não utilizam o 4G. O serviço de mensagens também ficará fora do vosso alcance. Se olharmos para o campo da saúde, os maiores desenvolvimentos de pesquisa médica foram feitos em Israel e por israelitas, por isso deixarão de poder contar com esses contributos também. Se quiserem enveredar pelo antissemitismo convém serem coerentes. É provável que quem o faça deixe de conseguir viver uma vida normal em 2023, mas o desafio está lançado.

É fácil ser contra Israel, difícil é retirar do nosso quotidiano tudo o que este país já nos deu. Difícil é pedir aos nossos amigos LGBTQIAP+ e às nossas amigas feministas para emigrarem para o Médio Oriente. Difícil é ser coerente.