Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador. Vamos agora analisar o que está em destaque na imprensa ucraniana com o jornalista José Rafael Lopes.

Começamos com o relato de uma mulher que trabalha numa morgue na Ucrânia. Não é uma morgue qualquer, é a morgue mais antiga da Ucrânia que ainda está em funcionamento, é em Kharkiv. E esta morgue tem tido trabalho acima da média devido precisamente à guerra na Ucrânia. É a premissa da grande reportagem do Kyiv Independent, que acompanhou os trabalhos desta mulher que fez carreira na morgue. O relato dá conta da forma como se processa um dia de trabalho numa morgue de um país em guerra, onde todos os dias há ataques que provocam feridos e mortos. Diz o Kyiv Independent que a principal sala de autópsias, ligada a duas salas adicionais e equipada com elevador para transportar os corpos, está constantemente em movimento. Há vários peritos forenses, especialistas nesta área, que trabalham horas extras quase todos os dias para tentar dar vazão à quantidade de corpos que chegam a Kharkiv. É um relato extremamente detalhado, com um tom bastante sombrio, sendo que a tal mulher, chamada Svetlana, acaba por ser o grande destaque deste trabalho na imprensa ucraniana.

José, sem surpresas, o aniversário da guerra na Ucrânia está em destaque na imprensa do país.

São agora cinco anos de guerra que não passam despercebidos na imprensa ucraniana. Há já vários jornais que dão conta disso mesmo, artigos de análise sobre o que mudou nos últimos quatro anos. Destaque para o trabalho do Pravda Ucraniano, que dá conta de relatos de vários soldados que combatem desde o primeiro dia, quando em 2022 Vladimir Putin lançou a invasão da Ucrânia. Soldados esses que não pretendem desistir de lutar pela soberania total da Ucrânia. Já o jornal The New Voice of Ukraine aponta os prejuízos e a destruição da guerra. Faz a contagem de todos os danos na infraestrutura do país, com principal destaque à infraestrutura elétrica, que tem sido muito atacada por parte da Rússia e que deixa milhares de pessoas sem acesso à eletricidade, numa altura em que as temperaturas na Ucrânia são muitas vezes abaixo de zero. O The New Voice of Ukraine não esquece também o número de mortes de pessoas na Ucrânia devido à guerra, sobretudo os números de mortes civis é um dos principais destaques na imprensa ucraniana.

José, está em destaque também o Conselho da União Europeia, que mantém a vontade de levar a cabo novo empréstimo à Ucrânia.

O Conselho da União Europeia adotou a 24 de fevereiro dois documentos necessários para avançar com o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia. A Hungria está a bloquear uma terceira medida que iria alterar o orçamento de longo prazo da União Europeia, é o que noticiou o European Pravda. O artigo cita a fonte europeia, que sublinhou a necessidade de continuar a apoiar a Ucrânia, especialmente numa altura em que a Rússia está a intensificar os ataques contra infraestruturas críticas da Ucrânia. O comissário europeu da economia afirmou que os documentos aprovados permitem começar o trabalho técnico para libertar a primeira tranche em abril de 2026, em abril deste ano, mas para já ainda não há luz verde. Neste sentido, a imprensa ucraniana lembra que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o financiamento para os próximos dois anos para a Ucrânia será feito através de empréstimos da União Europeia nos mercados de capitais.

E também em destaque na imprensa ucraniana, propaganda falsa na Rússia.

A imprensa ucraniana tem um artigo a dar conta de que a Rússia falsificou material da emissora alemã Deutsche Welle. Denunciam que os canais russos no Telegram e utilizadores na rede social X estão a divulgar informações falsas de que a Ucrânia teria 500 mil corpos não identificados de soldados mortos e também mais de 1 milhão de mortes confirmadas na guerra. Nas publicações, os propagandistas, é o termo utilizado na imprensa ucraniana, referem o que dizem ser uma reportagem da televisão alemã Deutsche Welle. No entanto, essa informação é falsa, é o que diz o jornal Ukrinform, que foi analisar esta propaganda russa e diz que está à procura de manipular um tema extremamente sensível para os ucranianos e também a exagerar o número de defensores que foram mortos na defesa da Ucrânia. Aponta ainda o Ukrinform, o objetivo desta campanha russa é a desinformação para afetar a moral dos soldados ucranianos e também da sociedade civil em geral. O artigo fecha com palavras de Volodymyr Zelensky, que afirmou que as perdas ucranianas confirmadas desde o início da invasão da Rússia eram de cerca de 55 mil soldados.

E ao ponto final na guerra traduzida, minha revista de imprensa à imprensa ucraniana, que está de regresso amanhã à antena da Rádio Observador e, de resto, fica sempre disponível em observador.pt e também nas plataformas podcast. Hoje com edição do José Rafael Lopes.