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Avançamos com a revista de imprensa da Ucrânia e mais um episódio de "Guerra Traduzida". Estamos no dia 499 da invasão. Um trabalho do jornalista Rui Casanova, em colaboração com a Tânia Olinyk. E começamos com o périplo de Zelensky pela Europa e com promessas de nova ajuda militar, Rui.
Zelensky esteve nas últimas horas na Bulgária e República Checa. Hoje está na Eslováquia, aterrou há poucas horas e ainda hoje segue para a Turquia, onde tem um encontro marcado com o presidente Erdoğan. Como dizias, um autêntico périplo pela Europa. O jornal "Pravda" destaca aqui o encontro que Zelensky teve nas últimas horas com o primeiro-ministro da República Checa e no qual foi prometida ajuda militar a Kiev. Nesta visita a Praga, Zelensky recebeu a garantia de que o governo checo vai doar à Ucrânia mais helicópteros, munições e também a formação de pilotos ucranianos nos caças F-16. Foi essa a promessa que Petr Fiala, primeiro-ministro checo, deu a Zelensky neste encontro, que foi também um tema em destaque há pouco na "Guerra Traduzida" versão Rússia. E como dizíamos, ainda hoje Zelensky deve chegar à Turquia. Portanto, aqui na Rádio Observador vamos certamente continuar a falar destas várias deslocações de Zelensky pela Europa.
Mais de 25 mil civis ucranianos estão em cativeiro na Rússia.
É um número avançado pelo Comissário para os Direitos Humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets. Declarações durante o Fórum Ucraniano de Direitos Humanos e que são citadas pelo canal TCN. Afirma que atualmente existem mais de 25 mil civis reféns ucranianos na Rússia e pergunta quanto tempo a Ucrânia vai precisar para recuperar todos estes cidadãos. O Comissário para os Direitos Humanos da Ucrânia pede, por isso, um mecanismo eficaz para agilizar este processo. Caso contrário, afirma, vai levar décadas. Afirma também Dmytro Lubinets que todos os dias os civis ucranianos são submetidos à tortura na Rússia e, por isso, pede ação.
Terminamos com uma sondagem. Apesar da guerra, mais de 70% dos ucranianos consideram-se felizes.
É um dado curioso, aqui hoje trazido pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, que faz muito este tipo de estudos e que costumamos destacar aqui na "Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Este estudo do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev é citado pelo jornal "Pravda". Diz que em maio de 2023, ou seja, há um mês e meio, dois, apesar de mais de um ano de guerra em grande escala, 70% dos ucranianos consideravam-se felizes, apenas 16% mostravam-se infelizes. É curioso, os dados de dezembro de 2021, ou seja, antes da invasão, eram muito semelhantes. Ou seja, 71% dos ucranianos consideravam-se felizes e 15% consideravam-se infelizes. Portanto, o número é quase o mesmo. É um dado curioso numa altura em que estamos mais ou menos num ano e meio de guerra. Este estudo indica ainda que no leste da Ucrânia as pessoas são mais felizes do que no oeste.
Felicidade em tempos de guerra, no fecho desta "Guerra Traduzida". Estamos de volta na próxima semana.