Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olhamos agora para a forma como a imprensa russa noticia a invasão da Ucrânia, mais um episódio da "Guerra Traduzida" com o Rui Casanova, em colaboração com a Larissa Tovmazian. Rui, a divulgação de documentos confidenciais do Pentágono também é notícia na Rússia. Começamos com a reação do Kremlin a este caso.
Sim, o porta-voz do Kremlin descreve os documentos do Pentágono divulgados online como bastante interessantes. É a expressão utilizada por Dmitry Peskov num briefing feito esta manhã, ele que afirma que estes documentos estão a ser estudados, analisados e amplamente discutidos em Moscovo. Dmitry Peskov foi também questionado sobre as alegações de envolvimento da Rússia na divulgação destes documentos. Dmitry Peskov rejeita totalmente essas acusações nesta conferência de imprensa. Afirma que é tendência atual culpar a Rússia por tudo. Afirma que isso é uma doença comum hoje em dia, é a expressão utilizada por Peskov. Recordar também que os documentos ultrassecretos foram divulgados no Twitter e no Telegram. A notícia foi avançada na semana passada pela imprensa norte-americana. Alegadamente, estes documentos contêm detalhes sobre o envio de armas dos Estados Unidos para a Ucrânia e outro tipo de informações confidenciais. Falámos também há pouco desta divulgação destes documentos no episódio anterior de "Guerra Traduzida".
A imprensa estatal russa também destaca as consequências que esta divulgação de documentos pode ter para a Ucrânia.
Sim, e aqui importa explicar, é pouco comum, mas a imprensa estatal russa cita a imprensa do Ocidente, neste caso a agência Bloomberg, para falar sobre este tema. O canal estatal russo Smotrim diz que a divulgação destes documentos classificados vai dificultar o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia numa altura em que se fala de uma contraofensiva ucraniana de primavera. Ou seja, a imprensa estatal russa aqui a deixar alguns alertas e avisos para a Ucrânia, com base nas informações divulgadas pela agência Bloomberg. Este canal estatal russo também sublinha que o Pentágono está a investigar o caso, como também já dissemos anteriormente.
No episódio anterior já referimos que a Ucrânia alterou os planos militares. Voltamos a esta notícia porque é uma informação igualmente em destaque na imprensa independente da Rússia.
Sim, é pouco comum, mas hoje temos notícias muito semelhantes tanto na imprensa russa como na imprensa ucraniana. É pouco frequente acontecer aqui na Guerra Traduzida, mas aconteceu hoje porque de facto este é o grande tema das últimas horas, dos últimos dias. Ora, neste caso olhamos para o jornal estatal russo KP, que escreve que a Ucrânia mudou alguns planos militares no terreno devido a esta divulgação de documentos militares classificados dos Estados Unidos. Como já dissemos anteriormente, é uma notícia avançada pela CNN Internacional, que cita fonte próxima do presidente Volodymyr Zelensky. No entanto, este artigo volta a não dar detalhes sobre que tipo de planos foram alterados pela Ucrânia.
Seguimos agora com o encontro entre Lukashenko e Shoigu, na Bielorrússia, que também já aqui referimos hoje.
Um encontro que decorreu esta manhã e que está em destaque na agência estatal RIA. A Rússia deve garantir que defenderá a Bielorrússia como se fosse o próprio território em caso de agressão externa. Foi o apelo feito por Alexander Lukashenko a Sergei Shoigu. Ouvimos as declarações de Alexander Lukashenko sentado frente a frente com Sergei Shoigu, num vídeo divulgado pela agência estatal RIA. Recordar que no último mês a Rússia colocou armas nucleares táticas na Bielorrússia. Ficam assim estas armas mais perto da Europa, do centro da Europa, e por isso agora Alexander Lukashenko pede garantias de defesa ao ministro da Defesa da Rússia.
E pra fechar, Rui, as empresas farmacêuticas na Rússia vão receber subsídios para o desenvolvimento de medicamentos nacionais.
Um anúncio feito pelo primeiro-ministro da Rússia. Ouvimos aqui em fundo Mikhail Mishustin, primeiro-ministro russo, explica numa conferência de imprensa que o governo vai dar apoio adicional aos fabricantes farmacêuticos nacionais. Vão assim poder receber subsídios estatais para o desenvolvimento e posterior registro de medicamentos nacionais. Explica o chefe de governo russo que apenas algumas empresas e as que têm mais experiência e conhecimento suficiente nesta área vão receber este apoio. Explica que os subsídios vão ser utilizados para comprar equipamentos e pagar a funcionários envolvidos no desenvolvimento e produção de medicamentos.
Fica por aqui este episódio da Guerra Traduzida. Estamos de volta amanhã novamente com o Rui Casanova.