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Começa agora mais uma edição da Guerra Traduzida, edição especial para acompanhar a situação no Irão. Nos próximos minutos passamos em revista alguns dos destaques dos jornais do Médio Oriente e também dos Estados Unidos. A edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Teresa, começamos com as mais recentes declarações do presidente norte-americano. Donald Trump promete uma vitória total dos Estados Unidos no Médio Oriente já nas próximas duas semanas.

Durante um comício em apoio ao senador da Carolina do Sul, o presidente dos Estados Unidos disse também que os preços do petróleo vão cair a pique.

Já sobre a relação com o primeiro-ministro israelita, Donald Trump garante que Benjamin Netanyahu faz tudo o que o presidente norte-americano lhe pedir.

Os dois líderes conversaram ontem ao telefone, antes de Trump ter anunciado nas redes sociais que Israel e o Irão estavam a procurar um cessar-fogo imediato. Em declarações à BBC, o presidente norte-americano disse que na chamada perceberam que têm de usar o bom senso e garantiu que estão muito perto de assinar um acordo muito poderoso e muito bom. Disse, no entanto, que não foi possível evitar o ataque que se veio a realizar depois da chamada, porque os mísseis já estavam a caminho.

E por falar em Israel, foi hoje revelado que uma empresa dinamarquesa tem enviado peças de armas para o país.

A informação é avançada num relatório publicado pelo Movimento da Juventude Palestina e pela Oxfam Dinamarca, citado pela Al Jazeera. Segundo o relatório, a empresa Maersk tem enviado componentes para armas como bombas, balas e morteiros. No entanto, de acordo com o documento, a empresa dinamarquesa de transporte marítimo tem uma política rigorosa de não enviar armas ou munições para Israel desde 2023 e também uma política rigorosa contra o envio de armas ou munições para zonas de conflito ativo.

E as últimas horas, Teresa, foram marcadas por ataques israelitas ao sul do Líbano.

A Defesa Civil, citada pela Al Jazeera, avança que morreram pelo menos oito pessoas. O ataque surge pouco depois de terem sido emitidas ordens de evacuação da cidade de Tiro, assim como de outras 11 aldeias desta região. O ataque aéreo atingiu uma área residencial.

Os chefes das Forças Armadas do Paquistão e do Líbano decidiram fortalecer a cooperação depois de uma reunião em território paquistanês.

Segundo a Al Jazeera, que cita um comunicado, no encontro foram discutidos assuntos de interesse mútuo, a evolução do cenário de segurança regional, a cooperação em defesa e as perspectivas para o fortalecimento das relações militares bilaterais. O chefe do exército paquistanês afirmou que as Forças Armadas estão comprometidas em expandir a colaboração em defesa com as Forças Armadas libanesas. Importante recordar que o Paquistão tem sido responsável por mediar o conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Entretanto, o enviado do Irão nas Nações Unidas afirma que Teerão e Washington continuam com o objetivo de alcançar um acordo.

Após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU ontem, o representante iraniano disse que os países estão a apresentar e a trocar pontos de vista e opiniões para chegar a um texto final de um acordo de paz com a mediação do Paquistão.

Falamos ainda do estreito de Ormuz, onde um helicóptero de ataque norte-americano caiu.

A notícia é avançada pelo The New York Times, que detalha que no helicóptero estavam dois tripulantes que terão sido resgatados em segurança. Isso mesmo foi confirmado por Donald Trump, em declarações aos jornalistas no aeroporto John F. Kennedy. Garantiu que ninguém ficou ferido. Já segundo a Reuters, ainda hoje vai ser divulgado um relatório do governo norte-americano sobre a queda desta aeronave. Isto porque até agora ainda não é claro se esta aeronave foi abatida ou não por fogo iraniano ou se sofreu uma falha mecânica.

Fica por aqui mais uma edição da Guerra Traduzida para analisar o conflito no Irão, desta vez com a edição da jornalista Teresa Freire.