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"Guerra" traduzida na Rádio Observador, o programa em que falamos do que diz a imprensa russa e ucraniana em tempo de guerra. Comigo está a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.
Boa tarde, Miguel.
Vais começar pelo que dizem os jornais russos. O Kremlin rejeita as acusações da Estónia sobre a alegada violação do espaço aéreo.
Pela voz do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que reiterou hoje que Moscovo não cometeu um ato como esse. De acordo com Peskov, citado pela agência russa TASS, o governo de Tallinn inventou esta alegada violação com o objetivo de criar um clima de confronto. O porta-voz presidencial sublinhou que a Estónia não apresentou nenhuma prova para sustentar essa acusação, sendo que os pilotos russos operam sempre de acordo com o direito internacional. Lembro que na sexta-feira, Miguel, três caças russos entraram no espaço aéreo da Estónia durante 12 minutos. Foi essa a notícia que recebemos e que demos aqui ao longo da semana passada. E não foi caso único. Foi a terceira vez em duas semanas que um país membro da NATO viu o espaço aéreo violado pela Rússia. Primeiro a Polónia, depois foi a Roménia e posteriormente a Estónia, viram a integridade territorial e a segurança ameaçadas pelas ações de Moscovo.
Falamos agora da arma secreta da Coreia do Norte. Há várias teorias que surgem na Coreia do Sul sobre qual será essa nova aposta de Pyongyang.
Kim Jong-un anunciou o desenvolvimento dessa nova arma secreta, que tem como objetivo fortalecer a posição do país como potência marítima. É o que adianta a televisão central da Coreia do Norte. Já de acordo com a agência de notícias sul-coreana, a News One, pode tratar-se de um míssil balístico intercontinental, veículos aéreos não tripulados ou um submarino nuclear. Ainda há poucos dias, Kim Jong-un inspecionou pessoalmente os resultados dos testes do motor de combustível sólido para o míssil balístico intercontinental de nova geração. O secretário-geral do Fórum de Segurança e Defesa da Coreia do Sul acredita que a Coreia do Norte vai revelar essa arma no desfile de 10 de Outubro, que marca o aniversário 80 do Partido dos Trabalhadores da Coreia. O líder norte-coreano afirma que o país fez avanços significativos na ciência da defesa, conquistas que vão, alegadamente, aumentar de forma significativa o potencial de combate da Coreia do Norte.
A imprensa russa acusa Volodymyr Zelensky de furtar a realização de novas eleições na Ucrânia. A Agência de Notícias RIA fala em usurpação do poder.
Diz que o líder do regime de Kiev considera as eleições presidenciais irrelevantes. A RIA cita um artigo publicado no "Ukrainska Pravda", que cita um deputado da oposição. De acordo com o parlamentar, Zelensky afirma que as eleições são importantes apenas para as forças políticas que estão contra o partido de governo, o partido Servo do Povo, enquanto para todos os demais, a prioridade é acabar com o conflito no país. Isto surge na sequência de declarações de Vladimir Putin, que disse que Kiev precisa realizar um referendo e eleições para legitimar o governo da Ucrânia.
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal depois do ataque das Forças Armadas Ucranianas em Foros, na Crimeia.
É uma notícia avançada também pela Agência RIA. Foros é uma localidade povoada na Crimeia, como disseste, e a Rússia define o ataque como um ato terrorista. Os investigadores estão a tentar apurar as identidades dos militares ucranianos que deram e executaram a ordem de atacar alvos civis no que a Rússia considera ser o seu território. O ataque foi levado a cabo esta noite. Três civis morreram, 15 ficaram feridos, incluindo dois cidadãos bielorrussos. Foi atingida uma unidade de saúde e um estabelecimento escolar. Quatro dos feridos de que aqui falei estão em estado grave. O Ministério da Defesa da Rússia diz que o inimigo, referindo-se à Ucrânia, atacou de forma deliberada uma área sem instalações militares com recurso a drones equipados com ogivas altamente explosivas.
O Kremlin acusa a Europa de fazer o possível para prolongar o conflito na Ucrânia.
O porta-voz de Putin adianta que Moscovo continua a defender uma resolução pacífica para o conflito. Diz que os países europeus estão apostados em aumentar as tensões na Ucrânia e pressionar Volodymyr Zelensky a continuar com as operações militares. Dmitry Peskov salienta que o Kremlin conta com os Estados Unidos e, de forma particular, com o presidente Donald Trump, para ajudar a resolver essa questão.
E com esta notícia fechamos esta edição. Folheamos os jornais russos. A seguir voltamos com o que dizem os jornais ucranianos.