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Está com a Rádio Observador e com a Guerra Traduzida. Nos próximos minutos falamos dos destaques da imprensa ucraniana deste dia 6 de março, com o jornalista João Gama. E em destaque na imprensa da Ucrânia, Bruxelas e o Conselho Europeu, que conta hoje com Volodymyr Zelensky ao lado de António Costa e de Ursula von der Leyen.

Em cima da mesa, o plano de rearmamento do Bloco dos 27, que já foi proposto pela comissão de Ursula von der Leyen. A agenda vai estar dominada pela guerra na Ucrânia, não fosse também a presença do presidente do país, Volodymyr Zelensky, mas são esperadas dificuldades pelo suspeito do costume. É isso que está a ser destacado no Kyiv Independent. Viktor Orbán, presidente da Hungria, tem ameaçado bloquear um aumento da ajuda militar dos 27 à Ucrânia. Ao receber Zelensky, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, colou a segurança europeia à segurança ucraniana.

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer à Comissão Europeia por chegar tão rápido a propostas concretas que permitem ter decisões concretas para aumentar a nossa capacidade de investimento. A segurança e a defesa da Europa não está separada da segurança e defesa da Ucrânia. Uma forte defesa europeia melhora a defesa ucraniana.

O presidente do Conselho Europeu em Bruxelas a receber Volodymyr Zelensky, onde ouviu como resposta o presidente ucraniano a agradecer à Europa.

Nós estamos muito agradecidos por não estarmos sozinhos. Isto não são só palavras. Vocês deram um sinal forte aos ucranianos e a todas as nossas famílias. É bom não estarmos sozinhos e nós sentimos e sabemos isso. Obrigado por tudo.

As atenções da atualidade internacional estão, por isso, concentradas em Bruxelas e é por isso o destaque de praticamente toda a imprensa ucraniana.

Continuamos a olhar para a política europeia. A reboque dos jornais ucranianos, há mais notícias em destaque neste dia 6 de março.

Que chegam diretamente, Miguel, de Bruxelas. Aqui estamos a falar das declarações do primeiro-ministro polaco Donald Tusk, que disse hoje em Bruxelas que a Europa está determinada e pronta para assumir a responsabilidade pela sua própria segurança, pela segurança do continente e que está, por isso, confiante que a União Europeia vai vencer a corrida ao armamento que foi, diz Donald Tusk, imposta pela Rússia. Donald Tusk espera que, tal como Ursula von der Leyen, este seja um ponto de viragem na política europeia e o primeiro-ministro polaco diz que os 27 só têm razões para estar otimistas. É um destaque do European Pravda.

Para além da Europa, também a Turquia está agora a discutir enviar tropas para solo ucraniano.

Ou seja, haver soldados turcos nas forças de manutenção de paz na Ucrânia. Isto, claro, depois de um eventual cessar-fogo com a Rússia. Fontes do Ministério Turco da Defesa confirmam que essas discussões sobre este assunto estão precisamente em andamento e este é também um dos temas que está em discussão hoje em Bruxelas, neste Conselho Europeu.

E ainda espaço para as acusações ucranianas aos Estados Unidos da América. Um antigo comandante das Forças Armadas acusa Washington de estar a destruir a ordem mundial.

Valerii Zaluzhnyi é o agora embaixador da Ucrânia no Reino Unido e aqui no TSN deixa críticas, vai ainda mais longe essas acusações. Acredita que a própria NATO pode deixar de existir. Acusa os Estados Unidos de Donald Trump de estarem a juntar esforços com o que diz ser o eixo do mal para destruir a ordem mundial. São críticas deste ex-comandante das Forças Armadas da Ucrânia, agora embaixador, a quem o jornal britânico The Times chama de provável sucessor de Volodymyr Zelensky como o próximo presidente da Ucrânia.

Ponto final na guerra traduzida.