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Na Guerra Traduzida vamos agora falar dos jornais ucranianos neste dia 9 de julho. Estamos com a jornalista Diana Rosa e vamos começar com notícias sobre o que aconteceu durante esta noite. A Rússia realizou um ataque em larga escala à Ucrânia. Zelensky confirma que foi enviado o maior número de drones e de mísseis desde o início da guerra.
Sim, por isso pede sanções dolorosas contra Moscovo. Zelensky ultimamente tem reiterado estes apelos, até porque a Rússia tem feito ataques bastante intensos e que incluem a capital, Kiev. Ao longo do último dia, a Rússia enviou quase 730 drones e 13 mísseis. Os dados foram avançados pelo próprio chefe de Estado, que assegura que a maioria deste equipamento foi abatida. Foram utilizados drones de interceção, uma tecnologia que está a ser reforçada pela Ucrânia. Zelensky agradece a todos os guerreiros pela precisão do trabalho desenvolvido e lembra que é revelador que este tipo de ataques seja feito enquanto a Rússia rejeita os esforços para um cessar-fogo. O presidente ucraniano reforça o pedido de sanções duras contra o setor do petróleo, que tem estado a injetar dinheiro na máquina de guerra de Moscovo ao longo de mais de três anos de guerra.
Os Estados Unidos confirmam que foi retomado o envio de armas para a Ucrânia.
Confirmação do Departamento de Estado norte-americano, aqui citado pelo Kyiv Independent. Os carregamentos estão a ser feitos, explica Tammy Bruce, que acrescenta que Donald Trump sente-se muito empenhado e determinado em relação à capacidade da Ucrânia para se defender. É esse o compromisso. Os Estados Unidos reiteram que têm sido e continuam a ser os maiores apoiantes da Ucrânia porque estão preocupados com o povo ucraniano.
Além de retomarem a ajuda, os Estados Unidos da América ponderam também enviar um novo sistema de mísseis Patriot para a Ucrânia.
De acordo com fontes próximas da presidência norte-americana, consultadas pelo Wall Street Journal e aqui citadas pela imprensa russa, a Casa Branca terá pedido ao Pentágono para enviar mais armas para Kiev, incluindo esse novo sistema Patriot. Segundo o jornal, seria a primeira vez que a presidência de Donald Trump aprova um envio de sistemas de armas tão importante para a Ucrânia desde a tomada de posse, já que até agora apenas têm sido entregues munições para serem disparadas nestes sistemas, mas cujo envio já tinha sido aprovado pela presidência de Joe Biden. O Kremlin já reagiu a estas notícias. Maria Zakharova, porta-voz dos Negócios Estrangeiros, diz que estas medidas norte-americanas precisam de ser avaliadas. Acrescenta que o contínuo envio de armas ao que diz ser o regime de Kiev não está a facilitar uma solução pacífica do conflito.
Ainda assim, nos Estados Unidos, há membros do Partido Republicano que estão a pressionar Donald Trump para que leve a cabo uma perseguição a bancos estrangeiros que apoiem a Rússia.
Através de sanções. Falamos de legisladores norte-americanos, diz o Kyiv Post, que consideram que Putin não vai lá com conversa. As palavras não vão levá-lo à mesa de negociações. Por isso, a Casa Branca está a ser pressionada a implementar o dobro dos esforços de paz na Ucrânia, cortando as linhas de financiamento que apoiam a agressão russa. Dois congressistas norte-americanos e membros principais do Comitê de Serviços Financeiros sobre Segurança Nacional apresentaram uma lei bipartidária para a prevenção da escalada de conflitos armados na Europa, uma lei chamada PEACE. O projeto de lei prevê a autorização de novas sanções financeiras direcionadas a bancos estrangeiros que apoiem o setor energético da Rússia ou entidades sancionadas do Kremlin. Dizem estes republicanos que não se pode permitir que instituições estrangeiras financiem a brutal guerra de agressão de Putin na Ucrânia. É hora de atingir Putin onde dói.
Ponto final na Guerra Traduzida.