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Começa agora mais um episódio da Guerra Traduzida na Rádio Observador, edição especial sobre o conflito no Médio Oriente. Nos próximos minutos olhamos para os destaques da imprensa do Médio Oriente e dos Estados Unidos. Hoje com a jornalista Teresa Ferreira. Eu sou o Rui Casanova. Teresa, chegou ao fim a pausa anunciada por Donald Trump. Os Estados Unidos atacaram esta noite novamente o Irão.
A pausa durou cerca de três dias, mas esta madrugada os norte-americanos juntaram-se à Arábia Saudita e lançaram um ataque conjunto contra grupos apoiados pelo Irão no Iraque. A ofensiva foi anunciada pelo Comando Central dos Estados Unidos, que em comunicado dizem ter atacado diversos locais de logística e armamentos terroristas no leste do Iraque. Os Estados Unidos explicam que esta ofensiva surge como resposta aos mais de 30 ataques aéreos com drones dirigidos pelo Irão nas últimas 72 horas.
Também a Arábia Saudita justifica estes ataques a alvos iranianos no Iraque como uma retaliação aos drones que atingiram o território nacional.
Notícia avançada pela Al Jazeera, que cita o Ministério da Defesa da Arábia Saudita. Em comunicado, as autoridades sauditas afirmam que os ataques foram a resposta à recente ofensiva nas regiões produtoras de petróleo da Arábia Saudita. O texto também classifica o ataque iraniano com drones como infeliz.
Teresa, já há registo de mortes na sequência destes ataques?
Sim, no total 30, sendo que 20 são civis e 10 pertencem a grupos paramilitares iraquianos. Quanto a estes 10, estariam agora integrados no exército. O número é avançado pela Agence France-Presse. Citam duas fontes ligadas aos grupos pró-Irão. Isto porque os ataques terão atingido as bases dos grupos em sete províncias. Um oficial avança que o mais letal terá sido no norte do Iraque e acrescenta que o número de mortes provavelmente aumentará.
E quanto aos 20 civis mortos, Teresa?
O número é avançado pelas Forças de Mobilização Popular do Iraque. Dizem que o número também pode aumentar, mas por enquanto dão conta de 20 pessoas mortas e 32 feridas. As Forças de Mobilização Popular são um grupo ligado ao Irão, que faz parte de um aparato de segurança iraquiano, dentro das forças de segurança oficiais do país, que foi formado há mais de uma década para combater o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
E que novidades há do lado do Irão, Teresa?
A Guarda Revolucionária Iraniana afirma ter atacado uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia, com vários mísseis balísticos. A informação é avançada num comunicado divulgado pela imprensa iraniana e citado pelo "Le Monde". A Força Aeroespacial do Irão explica que o ataque foi uma resposta às ações agressivas das Forças Armadas dos Estados Unidos.
O Irão que vai receber, entretanto, 400 lançadores de mísseis antiaéreos da China.
A notícia é avançada pela Reuters, que cita três fontes que estão familiarizadas com o acordo. Nas próximas semanas, o Irão deve receber o primeiro lote de até 400 lançadores de mísseis antiaéreos portáteis de fabricação chinesa. O valor da compra está entre os €50 e os €60 milhões e corresponde aos esforços iranianos para reconstruir as defesas militares.
Voltamos a falar do Iraque, porque o primeiro-ministro ordenou a convocação de uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional.
Pedido de Ali al-Zaidi, que surge na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra as milícias pró-Irão no território iraquiano. De acordo com a agência de noticiosa oficial do Iraque, depois da reunião vai ser divulgado um comunicado detalhado sobre os acontecimentos e as decisões a tomar.
Além desta reunião, hoje o primeiro-ministro iraquiano decidiu ainda adiar a visita à Arábia Saudita marcada para amanhã.
Informação avançada pela Al Jazeera, que cita uma fonte do governo iraquiano. O objetivo desta visita era assinar memorandos de entendimento em diversos setores e também discutir a coordenação de segurança e os desenvolvimentos regionais.
Fechamos esta Guerra Traduzida especial Irão a falar de Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirma que vai a Nova Iorque.
Em causa as declarações do presidente da Câmara de Nova Iorque, Mam Dani, que chegou a ameaçar cumprir o mandato de prisão do Tribunal Penal Internacional contra o primeiro-ministro israelita, na ocasião da próxima Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro. Agora Benjamin Netanyahu, em entrevista à Fox News, garante que durante a visita aos Estados Unidos, vai a Nova Iorque. Diz que quer dizer, e passo a citar, "a verdade diante desse político eleito que espalha o ódio".
E é com esta mensagem de Benjamin Netanyahu que fechamos esta Guerra Traduzida na Rádio Observador, edição especial sobre o conflito no Médio Oriente. Edição de Teresa Ferreira, amanhã há nova edição.