Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com o jornalista Martim Madeira. Um ataque ucraniano atinge um porto russo no Báltico.
De acordo com o jornal "The Kyiv Independent", o Estado-Maior da Ucrânia confirmou um ataque bem-sucedido ao porto de Ust-Luga, na região russa de Leningrado. Este porto é um dos maiores centros de exportação de cru e produtos petrolíferos da Rússia no mar Báltico. Segundo o jornal, a operação danificou duas unidades de processamento de gás operadas pela empresa Novatek. Este golpe é visto em Kiev como um passo estratégico para degradar a capacidade russa de financiar o esforço de guerra através da energia. As autoridades ucranianas sublinham que Ust-Luga é um alvo legítimo, dado ao papel central na logística russa e este ataque segue-se a outros que já tinham deixado refinarias, como por exemplo a de Orsk, completamente paradas para reparações.
Kiev volta a ter protestos contra o governo.
O jornal "Ukrainska Pravda" relata que centenas de manifestantes voltaram-se a reunir hoje junto à sede da presidência ucraniana em Kiev. O principal motivo deste protesto é a exigência da readmissão de Mykhailo Fedorov, o antigo ministro da Defesa. O jornal "The Kyiv Independent" cita organizadores da manifestação, como por exemplo o veterano de guerra Dmytro Kozhiynovskyy, que expressou uma profunda desilusão com o silêncio de Volodymyr Zelenskyy perante as reivindicações populares. Para muitos em Kiev, a falta de comunicação do presidente está a servir de um rastilho para o aumento da tensão política interna. Estes protestos ocorrem num momento sensível, em que sondagens publicadas pela imprensa ucraniana sugerem um desgaste na confiança pública no atual governo, face a figuras como o próprio Fedorov.
Martim, a Ucrânia recupera terreno no sul do país.
O jornal "The New Voice of Ukraine" destaca hoje a confirmação da libertação de 19 aldeias na zona sul da Ucrânia. A informação baseada em dados dos grupos de monitorização DeepState, refere-se a uma ofensiva na zona de Oleksandrivka, que se tem prolongado por vários meses. Segundo o jornal, as forças ucranianas conseguiram recuperar o controle destas localidades em três regiões diferentes, embora a situação no terreno continue extremamente fluida. Em Kiev, estes avanços são apresentados como prova de que a resistência ucraniana mantém a iniciativa em frentes críticas, apesar dos intensos bombardeamentos russos, que pelo menos nas últimas 24 horas causaram quatro mortos e dezenas de feridos em várias cidades do país.
Zelenskyy diz que o reforço da defesa aérea está a caminho.
Numa mais recente atualização citada pelo jornal "Ukrainska Pravda", o presidente Zelenskyy reconheceu que a situação da defesa aérea não é fácil, mas garantiu que os novos sistemas estão a ser providenciados. Zelenskyy afirmou que tudo vai acontecer, numa referência aos esforços diplomáticos para obter mais baterias de mísseis Patriot e outros equipamentos ocidentais. O jornal destaca que estas declarações surgem num dia em que a Força Aérea Ucraniana teve de lidar com uma vaga de 133 drones Shahed e outros projéteis lançados pela Rússia. Para o governo ucraniano, a prioridade absoluta continua a ser o fecho do espaço aéreo para proteger as infraestruturas de energia antes da chegada do próximo inverno.
E caças da NATO abatem um drone na Letónia.
O jornal "The Kyiv Independent" relata um incidente internacional ocorrido hoje na fronteira leste da NATO. Caças da Aliança Atlântica interceptaram e abateram um drone que sobrevoava a região de Balvi, no leste da Letónia. Embora a origem exata do dispositivo ainda esteja sob investigação, o jornal nota que este tipo de incursões no espaço aéreo dos países bálticos tem aumentado significativamente em Kiev. Este evento é interpretado como mais um teste da Rússia às defesas da NATO. A notícia surge no mesmo dia em que o jornal "Ukrainska Pravda" revela a descoberta de destroços de drones russos numa estância balnear na Roménia, o que obrigou à evacuação de turistas e reforçou os alertas sobre a expansão geográfica dos riscos do conflito.
Está feita a "Guerra Traduzida", versão Ucrânia. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.