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Vamos olhar agora para a imprensa da Ucrânia nesta guerra traduzida ao dia 510 da invasão. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, com colaboração de Tânia Olinyk. Vamos falar dos ataques da Rússia contra a Ucrânia na última noite. Isto merece destaque para a imprensa ucraniana.
Exatamente. Falamos há pouco disso mesmo no episódio anterior de guerra traduzida, versão Rússia, mas como dizes, Miguel, é um tema também destaque na imprensa ucraniana. Falamos novamente dos ataques de retaliação após as explosões na ponte da Crimeia. A imprensa ucraniana dá destaque a estes ataques e cita o porta-voz do Kremlin. Como vimos há pouco, Dmitry Peskov confirma que os ataques foram uma vingança, uma retaliação. O jornal Pravda lembra que o ditador russo, e estou a citar, é como o jornal Pravda costuma descrever Vladimir Putin, já tinha prometido que a Rússia se vingaria por estas explosões na ponte da Crimeia. É uma notícia agora em destaque em toda a imprensa ucraniana.
O canal TSN e o jornal Pravda têm mais detalhes sobre estes ataques de ontem à noite.
Sim, começamos pelo jornal Pravda, que detalha que na região de Odessa há registro de danos em vários tipos de edifícios, em infraestrutura portuária, várias casas residenciais e até o detalhe de várias janelas de cafés que ficaram partidas na sequência destes ataques. Já o canal TSN detalha que em Odessa um idoso ficou ferido, isto porque foi esmagado por um fragmento de um míssil. O idoso estava em casa, um fragmento de míssil caiu no telhado. As autoridades de Odessa dão conta deste caso, partilharam imagens. É possível ver, e estou aqui a olhar para estas imagens através do canal TSN, imagens da casa com vários danos e com o telhado completamente destruído. O fragmento caiu e atingiu este idoso, que teve de ser hospitalizado. Ainda não se sabe ao certo o estado de saúde em que está. A vítima foi retirada dos escombros, foi levada pro hospital pelos serviços de emergência ucranianos e, portanto, há aqui registro de um ferido, pelo menos um ferido, na sequência destes ataques.
Vamos à suspensão do acordo de cereais, porque Zelensky discutiu com o secretário-geral da ONU a restauração da segurança alimentar e do abastecimento de alimentos através do Mar Negro.
É o título de um artigo em destaque no jornal Pravda. A informação é confirmada por Zelensky no Telegram, dá conta desta conversa com António Guterres. Afirma que o tópico desta conversa foi óbvio. Fala Zelensky numa nova tentativa da Rússia de usar a fome e a destabilização do mercado global de alimentos como arma. Zelensky afirma que o Estado terrorista, ou seja, a Rússia, está a colocar em risco a vida de 400 milhões de pessoas em vários países do mundo que dependem da exportação de alimentos ucranianos. A situação é mais crítica, lembra Zelensky, em países mais pobres, como por exemplo, no norte de África. Por isso, Zelensky volta a defender que é necessário preservar este acordo de exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro. Adianta Zelensky que conversou com Guterres sobre este tema e que os dois concordaram em trabalhar em conjunto nesse sentido de manter este acordo de cereais ucranianos.
E, entretanto, a União Europeia pediu à Rússia que reconsidere a suspensão e que retome imediatamente o acordo de cereais.
Sim, como dissemos há pouco, a Rússia anunciou ontem a suspensão deste acordo, afirma que as partes que reclama não estão a ser cumpridas pelo Ocidente. Agora, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, vem pedir isso mesmo à Rússia, que reconsidere essa decisão de ter anunciado a suspensão deste acordo. É uma notícia em destaque no portal ucraniano Eurointegration. Borrell, em nome de toda a União Europeia, enfatizou que a Rússia continua a usar a comida como arma e que isso não pode continuar. Portanto, é assim o apelo de Bruxelas à Rússia para que reconsidere essa suspensão do acordo de exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro.
E fechamos com essa notícia, com esse apelo de Bruxelas esta guerra traduzida.