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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador. Falamos agora dos destaques da imprensa ucraniana, também com grande foco no plano de paz dos Estados Unidos. Kiev diz que a proposta negociada com a administração norte-americana e também com a Suíça tem 19 pontos e não 28.
"Ficaram poucas coisas da versão original", diz o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano. Este foi um desenvolvimento sólido de convergência em torno de algumas coisas em que pode haver compromissos, é o que adianta este responsável. O resto serão decisões que vão precisar do aval das lideranças. O governante, que esteve presente na reunião da Suíça neste domingo, definiu o encontro como intenso e produtivo. Diz que o sentimento é positivo, acrescenta o diplomata, que assegura que os ucranianos não foram obrigados a tomar decisões em torno dos territórios que alegadamente teriam de ceder à Rússia. O ministro garante que os norte-americanos ouviram com atenção os ucranianos e demonstraram abertura. Quase tudo que foi sugerido foi tomado em consideração.
E nesse sentido, Diana, a Ucrânia diz que o plano inicial dos Estados Unidos já não existe.
"Alguns pontos foram retirados, outros revistos". É o que diz o conselheiro-chefe de gabinete de Zelensky. Na opinião de Oleksandr Bev, que fez parte da equipe de negociações, a Ucrânia levou a cabo conversas muito construtivas com os Estados Unidos. Na reunião de Genebra, Kiev e Washington analisaram ponto a ponto este plano proposto pelos Estados Unidos e nenhuma das preocupações da Ucrânia ficou por resolver, é o que garante este responsável. De acordo com este conselheiro do gabinete de Zelensky, as decisões finais sobre questões mais sensíveis vão ser tomadas por Zelensky e Donald Trump.
No entanto, a Ucrânia afirma que ainda não há planos para um encontro entre os dois presidentes.
Nenhuma opção está descartada, mas não, não há, Filipa, nenhuma indicação de que Zelensky se esteja a preparar para viajar até os Estados Unidos para se reunir com o homólogo norte-americano. É uma informação confirmada pela própria embaixada da Ucrânia em Washington, ao Kyiv Independent, contrariando assim as notícias que foram saindo com a indicação de que Zelensky e Trump estariam a preparar um encontro para acontecer ainda esta semana. As delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia, lideradas respectivamente pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo principal assessor presidencial ucraniano, Andriy Ermak, elogiaram as reuniões iniciais como produtivas e afirmaram que vão continuar a trabalhar numa estrutura de paz aprimorada.
Também já não está em cima da mesa uma obrigação por parte da Ucrânia de limitar o exército a 600 mil soldados.
Sim, tal como tínhamos falado aqui também na primeira parte, Kiev disse que os Estados Unidos cederam nesse ponto e de 600 mil passou para 800 mil. Esta é uma primeira evolução, para já. As Forças Armadas vão continuar a participar nessa discussão. Sobre a anistia aos crimes de guerra russos, o governo ucraniano indicou que vai endereçar o luto daqueles que sofreram com as guerras. Já de acordo com a Ucrânia, cabe agora à Rússia demonstrar se está genuinamente interessada na paz ou vai encontrar centenas de razões, estou aqui a citar, para não se envolver no processo negocial.
Ponto final nesta edição de Guerra Traduzida. Está de regresso amanhã.