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Novo episódio da Guerra Traduzida, desta vez com os destaques da imprensa da Ucrânia. Seguimos com a jornalista Diana Rosa. Começamos com a notícia de que vai haver caças britânicos a sobrevoar a Polónia até o final deste ano.

Foi o que revelou hoje o ministro da Defesa britânico, antes de entrar para a reunião dos homólogos europeus em Bruxelas. John Healey acrescenta que o Reino Unido vai aumentar a produção de drones a enviar para Kiev. Estas decisões surgem desde que a Rússia provocou uma indignação global ao ter sobrevoado o espaço aéreo da Estónia com caças russos. A partir daí, a Europa decidiu tomar medidas para reforçar a segurança do território. John Healey garante: o espaço aéreo da NATO vai ser defendido.

E o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia avisa que a Europa deve preparar-se para um ataque profundo.

Um ataque russo que pode chegar bem fundo no continente e é, por isso, necessário reforçar as defesas aéreas na zona limítrofe oriental da Europa. Sikorski apela à construção de uma barreira de drones no leste, assim como o fortalecimento das defesas aéreas da Ucrânia para bloquear incursões de drones. Para o ministro polaco, a Europa deve estar preparada para combater os ataques e, por isso, seria irresponsável não construir capacidade anti-robôs e anti-drones nos dias de hoje.

E o secretário do Tesouro dos Estados Unidos promete aumentar a pressão sobre Moscovo.

Scott Bessent esteve ontem reunido com a primeira-ministra da Ucrânia. Encontraram-se em Washington, nos Estados Unidos. De acordo com o resumo do encontro, ele reafirmou o apoio inabalável dos Estados Unidos à soberania ucraniana e sublinhou a dedicação do país em garantir uma paz duradoura e sustentável. O representante norte-americano prometeu ainda trabalhar com os partidos do G7 para escalar a pressão à Rússia de forma significativa. Bessent salientou a necessidade dos aliados europeus intensificarem a campanha de pressão, não só contra a Rússia, mas também contra qualquer país que financie a máquina de guerra de Moscovo através da compra de petróleo russo.

Continuamos a falar da Polónia. O chefe do Departamento de Política Internacional diz que o país não pode acolher mais ucranianos.

Já acolheu muitos, não dá para mais. De acordo com o Ukrinform, o responsável diz que ao longo dos tempos, o grande número de ucranianos no país tornou-se num desafio, porque a escala de acolhimento de refugiados excede a capacidade de adaptação e inclusão do país. É, por isso, hora de focar na integração, um processo que está em andamento. Atualmente, Miguel, cerca de 1 milhão de refugiados ucranianos de guerra permanecem na Polónia.

Volodymyr Zelensky retirou a cidadania ucraniana ao autarca de Odessa, destituiu-o do cargo. Em causa estão alegações de que possuía um passaporte russo.

O presidente da Câmara de Odessa diz que vai contestar a decisão na Justiça. O Serviço de Segurança da Ucrânia confirmou ao Kyiv Independent que Volodymyr Zelensky não revogou só a cidadania ucraniana de Turkhanov, mas também do bailarino Serhiy Polunin e do ex-político ucraniano Oleg Tsaryov. São ambos residentes na Rússia. Estes dois últimos de que falei têm apoiado publicamente a guerra russa contra a Ucrânia, contrariamente ao autarca destituído ontem. O autarca diz que o Supremo Tribunal de Justiça, se não lhe der razão, vai recorrer também ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. De acordo com o Serviço de Segurança, Turkhanov tem um passaporte russo ativo, emitido em 2015, um ano depois de a Rússia ter iniciado a guerra contra a Ucrânia e ocupado a península da Crimeia.

Ponto final na Guerra Traduzida. Voltamos amanhã.