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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Zelensky rejeita uma trégua tática proposta por Putin e exige uma paz duradoura com garantias de segurança.
O presidente ucraniano reagiu com ceticismo à proposta russa de um cessar-fogo para o dia 9 de Maio, classificando-a como uma manobra para permitir o reagrupamento das tropas ocupantes. Em declarações citadas pela Ukrayinska Pravda, Zelensky sublinha que a Ucrânia não vai aceitar pausas de poucas horas que apenas servem a Moscovo para proteger a sua propaganda e os seus desfiles, neste caso do Dia da Vitória. Em alternativa, Kiev apresentou uma proposta de cessar-fogo de longo prazo, fundamentada na retirada total das forças russas e em garantias de segurança verificáveis internacionalmente. O governo ucraniano recorda que tréguas anteriores, como a do último período da Páscoa, foram violadas pela Rússia centenas de vezes só nas primeiras 12 horas, e reiterou que o foco deve permanecer na fórmula de paz e na pressão diplomática sobre Washington para que não se deixe seduzir por promessas vazias do Kremlin.
E os drones do Serviço de Segurança da Ucrânia atingiram a estação de Transneft, em Perm, pelo segundo dia consecutivo.
Kiev voltou a atingir infraestruturas vitais no coração industrial da Rússia, visando essa estação de que falavas, Filipa, uma estação de bombagem de petróleo. O ataque, confirmado pelo SBU ao Kyiv Independent, provocou incêndios de grandes proporções em tanques de armazenamento situados a mais de 1500 km da linha da frente. Imagens de satélites divulgadas pelo New Voice of Ukraine mostram colunas de fumo negro que se estendem por dezenas de quilómetros, afectando a logística russa na região dos Urais. Além de Perm, a refinaria de Orsk também foi alvo de ataques, intensificando a campanha de asfixia económica contra as receitas de exportação de combustível do Kremlin, que de alguma forma tem beneficiado com o encerramento do Estreito de Hormuz. De acordo com fontes militares, esta estratégia de retaliação assimétrica é a resposta directa aos bombardeamentos russos contra a rede eléctrica ucraniana, demonstrando que nenhum centro energético russo está agora fora do alcance de Kiev.
E o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia implementou novas regras de rotação obrigatória para as tropas na linha da frente.
Com o objectivo, Filipa, de combater a exaustão física e psicológica depois de quatro anos de guerra. De acordo com o Krimform, a directiva estabelece que as unidades devem ser retiradas das posições de combate depois de dois meses de serviço contínuo, independentemente da intensidade do sector. Para colmatar a escassez de efectivo durante estas rotações, a Ucrânia está a acelerar a implementação de batalhões de sistemas não tripulados e robótica terrestre, especialmente no sector crítico de Pokrov. Ainda ontem falámos aqui dos robôs ucranianos, que têm participado em operações também humanitárias. Relatos do New Voice of Ukraine destacam o sucesso da Brigada de Azov no uso de postos robóticos de observação que permitem manter o controlo do terreno com risco mínimo para os soldados. Esta transição para uma guerra tecnológica é vista como vital para sustentar a defesa contra os assaltos de infantaria em massa que a Rússia continua a lançar no Donbass.
Está feita mais uma edição de "Guerra Traduzida", que está de regresso na próxima semana.