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Olhamos então agora para a imprensa da Rússia deste dia 11 de março, segunda-feira, num trabalho do jornalista Rui Casa Nova. Rui, começamos com a reação do Kremlin às declarações do Papa sobre a rendição da Ucrânia.
Como vimos no episódio anterior, o Papa Francisco pede à Ucrânia para que mostre a bandeira branca, ou seja, para que se renda e inicie negociações para a paz com a Rússia. Já olhamos para as reações do Ocidente no episódio anterior de "Guerra Traduzida", olhamos agora para a reação do Kremlin, que vê estas declarações de Francisco como um apelo às negociações. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, diz que as declarações do líder da Igreja Católica são compreensíveis. É a expressão utilizada por Dmitry Peskov, que foi questionado nas últimas horas sobre estas palavras do Papa Francisco. Dmitry Peskov diz aqui num certo tom irônico, como de resto é costume por parte do Kremlin, que a Rússia sempre defendeu negociações de paz, mas que a Ucrânia as rejeita desde o início da guerra. Diz também o porta-voz do Kremlin que o Ocidente continua a impedir essas mesmas negociações. É a reação de Dmitry Peskov a esta entrevista do Papa Francisco, que está a ter muito eco esta segunda-feira. São declarações citadas pela agência de notícias estatal russa Interfax.
E a imprensa estatal russa também dá destaque a declarações do secretário-geral da NATO.
Sim, Jens Stoltenberg afirmou hoje que neste momento não há qualquer ameaça militar da Rússia contra os Estados membros da NATO. São declarações de Jens Stoltenberg numa conferência de imprensa em Bruxelas, isto no dia em que a bandeira da Suécia foi oficialmente hasteada na sede da Aliança Atlântica em Bruxelas. Depois da adesão, a Suécia tornou-se o membro número 32 da NATO e numa conferência de imprensa, Jens Stoltenberg foi questionado sobre se a Rússia significa uma ameaça militar para a NATO neste momento. Jens Stoltenberg repete o que tem dito: neste momento não, mas a Aliança Atlântica continua atenta e vai tomar medidas caso seja necessário. Estas declarações estão em destaque na Agência TASS, agência de notícias estatal russa.
E Rui, desde o início da guerra, a Rússia destruiu mais de 15 mil drones.
São dados do Ministério da Defesa da Rússia divulgados esta segunda-feira e que estão em destaque mais uma vez na agência estatal TASS, que tem sempre este tipo de informações. Falamos aqui de um relatório do Ministério de Defesa da Rússia, que faz um ponto de situação do número de armas destruídas desde o início da guerra. Destaque para mais de 15 mil drones ucranianos, também quase 300 helicópteros e 480 sistemas de mísseis terra-ar. São dados daqui do Ministério da Defesa da Rússia, que faz também um ponto de situação das operações militares no terreno nas últimas 24 horas. Destaque para Kupyansk, onde as forças russas dizem ter repelido quatro ataques do exército ucraniano. Destaque também para Donetsk, a Rússia afirma que assumiu posições mais vantajosas no terreno nas últimas 24 horas. É muito comum a Agência TASS ter este tipo de informações, pontos de situação no terreno. Hoje não é exceção, mais um relatório do Ministério da Defesa da Rússia que, como sempre, tenta dar sinais de alguma vantagem da Rússia no terreno contra a Ucrânia nesta guerra que já dura há quase 800 dias.
E fica por aqui este episódio da "Guerra Traduzida". Voltamos amanhã.