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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador, com a jornalista Diana Rosa. Diana, falamos agora dos destaques da imprensa russa. A Sérvia apoia com firmeza o plano de paz dos Estados Unidos da América para a Ucrânia e oferece para acolher negociações futuras.

É o que diz o ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia. A paz na Ucrânia é o problema mais urgente para a Europa, considera, citado pela TASS. Reitera que apoia fortemente esse plano de paz de Donald Trump e todas as outras iniciativas que possam, de alguma maneira, pôr fim às hostilidades. O chefe da diplomacia sérvia sublinhou também que a capital do país pode acolher as negociações de paz. Acredita que é uma das poucas capitais com ligações diretas aos Estados Unidos, à Europa, mas também à Rússia, à China e ao Médio Oriente. Diz que a Sérvia é também conhecida como boa anfitriã, hospitaleira e discreta.

A Sérvia que, de resto, chega a um acordo com a Rússia para prolongar o fornecimento de gás até o final de março de 2026.

Uma notícia avançada pelo presidente do país, garantiu que a Sérvia terá eletricidade e gás suficientes durante o inverno. O acordo, como disseste, foi prolongado até o dia 31 de março para que as pessoas possam estar confiantes e dormirem tranquilas, é o que diz o chefe de Estado. O líder da Sérvia revelou ainda que há representantes da empresa russa Gazprom que estão a discutir a venda de uma participação na Naftna Industrija Srbija, a maior petrolífera do país, que se encontra atualmente sob sanções dos Estados Unidos, incluindo até uma possível venda à empresa estatal húngara, a MOL.

Diana, continuamos a olhar para a imprensa russa. A Rússia garante que vai intensificar os esforços para eliminar pontos de atrito nas relações com os Estados Unidos.

É o que diz o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, à agência TASS. Afirma que ainda há muitas irritações, que o progresso foi mínimo, mas acredita que os dois países vão continuar a trabalhar no bom sentido. Anteriormente, Ryabkov afirmou que a Rússia mantém contatos regulares com os Estados Unidos para tratar de pontos de atrito no relacionamento bilateral através dos canais diplomáticos.

O Moscow Times tem em destaque os ataques aéreos russos. Três pessoas morreram, Diana. Os ataques causaram ainda um apagão em toda a Ucrânia.

Depois da Rússia ter atingido a infraestrutura energética do país, tal como tinha denunciado Volodymyr Zelensky. Como resultado, cortes de energia com caráter de emergência foram implementados em diversas regiões da Ucrânia, disse também o Ministério da Energia do país, em comunicado. A operadora nacional de energia, a Ukrenergo, afirma que o ataque em larga escala, com mísseis e drones, provocou incêndios em diversas áreas, enquanto as temperaturas em grande parte do país se mantêm próximas de zero graus. O inverno na Ucrânia é complicado. Pelo menos três pessoas morreram na região de Khmelnytskyi e em Kiev, de acordo com as autoridades locais. Várias outras, incluindo crianças, ficaram feridas em ataques em diferentes regiões. Os ataques russos à cidade portuária de Odessa, por sua vez, causaram incêndios, mas não deixaram vítimas, é o que adiantam os serviços de emergência. As autoridades ucranianas afirmam que a Rússia intensificou os ataques a Odessa nos últimos dias, numa tentativa de paralisar a logística marítima. A vizinha Polónia enviou caças para proteger o espaço aéreo durante os ataques, é o que adianta o exército polaco, em comunicado.

É o ponto final da Guerra Traduzida.