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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Hoje a edição é do jornalista Miguel Gato. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

E começamos com a capa do semanário Expresso, que está nas bancas esta sexta-feira. Destaca os apoios à direita que vão surgindo à candidatura de António José Seguro.

E faz também uma espécie de antevisão desta segunda volta das eleições presidenciais. Depois de Luís Marques Mendes, também Carlos Moedas, do PSD e presidente da Câmara de Lisboa, e Assunção Cristas, antiga presidente do CDS, apoiam a candidatura de António José Seguro. É o que se pode ler na primeira página do Expresso, que destaca a neutralidade do primeiro-ministro Luís Montenegro e também do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo. A estratégia de Seguro, que passa por se alinhar ao centro para esta fase da corrida a Belém e reunir o apoio dos moderados. A edição desta semana do Expresso destaca também uma entrevista a André Ventura, garante que vai dar mais estabilidade ao governo de Montenegro do que o candidato do Partido Socialista e diz, Ventura, que não sabe se condecora Marcelo Rebelo de Sousa, caso seja eleito presidente da República.

E no Diário de Notícias, ainda eleições presidenciais e a polêmica da segunda semana de campanha de João Cotrim de Figueiredo.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal sugeriu aos jornalistas que acompanhavam a comitiva que liderou nas últimas duas semanas para que procurassem outras queixas de assédio por parte de Inês Bichão, a antiga assessora da Iniciativa Liberal, que acusa Cotrim de conduta imprópria quando estava na liderança do partido. Ora, o DN investigou e nada encontrou. Não existe, segundo o jornal, nenhuma queixa por assédio sexual por parte de Inês Bichão, como sugeriu João Cotrim de Figueiredo em plena campanha, sugeriu que haveriam outros casos. Ora, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal nunca fundamentou este pedido.

E passamos agora ao tema da saúde. O jornal Público escreve que os centros de saúde privados estão a aliciar médicos com bônus e salários altos.

O jornal escreve que há empresas a apresentar propostas aos concursos das unidades de saúde familiares geridas por privados e a recrutar profissionais com ofertas aliciantes. Oferecem prêmios de 1000 € em cartão aos médicos que referenciarem colegas que venham a assinar contrato e propõem remunerações mensais acima dos 7000 € brutos, além de outros incentivos. Os concursos realizados em simultâneo estão a pôr o setor público e privado de saúde a competir pelos mesmos médicos. É o que escreve hoje o jornal Público.

E o Jornal de Notícias dá conta de que o governo vai alterar regras por causa das fraudes na troca de fogões e placas a gás.

Foram detectados beneficiários do programa e-lar que adquiriram eletrodomésticos de forma ilegal. O JN escreve que os infratores ficam agora inibidos de obter apoios do fundo ambiental durante três anos, após estas alterações que o Executivo da Aliança Democrática quer implementar.

E Miguel, vamos à imprensa internacional. O New York Times apresenta detalhes sobre o que está em causa no princípio de acordo anunciado por Donald Trump sobre a Groenlândia.

Após o ultimato do presidente norte-americano, as negociações sobre o território autônomo da Dinamarca estão a incluir a implementação de bases soberanas dos Estados Unidos na Groenlândia, o impedimento de qualquer tipo de exploração do Ártico por parte da Rússia e da China e ainda a concessão de parte do território para os Estados Unidos, esta última que é uma ideia à qual a Dinamarca se tem vindo a opor. Esses elementos, descritos por oito altos funcionários ocidentais das áreas de segurança e da diplomacia, oferecem o panorama mais completo até o momento dos contornos de um possível acordo sobre a Groenlândia. As propostas não chegam ao objetivo de Trump de anexar a totalidade do território. Ora, o The New York Times escreve também que ainda não está claro se estas discussões e estes três pontos levarão ou não a um acordo final.

E vamos até Espanha e ainda a tragédia do comboio de Angamusc. O governo recusa-se a divulgar um relatório de revisão da linha ferroviária que liga Córdoba e Madrid, realizado cerca de 30 dias antes do acidente.

Alegando, em resposta ao jornal El Mundo, que se tratam de relatórios internos. A tragédia na região de Córdoba abre um debate sobre a segurança das linhas férreas de alta velocidade em Espanha e se o investimento na manutenção destas linhas é suficiente. Ora, a linha ferroviária passou por quatro inspeções de rotina desde outubro de 2025, em que não foram encontradas quaisquer irregularidades, é o que diz o Ministério dos Transportes espanhol. No entanto, o governo considera que o conteúdo destas inspeções não é do interesse público e, por isso, não vai divulgar os resultados destas avaliações.

O jornalista Miguel Gato com a conferência de imprensa, que regressa na próxima segunda-feira. Bom fim de semana.

Bom fim de semana, Nadine.